Mostrar mensagens com a etiqueta Redondo um Século de Barros. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Redondo um Século de Barros. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

APARADOR DE AGUARDENTE

A morfologia das peças que serviam esta função é bastante diversificada assim como a qualidade do acabamento e da decoração.
Esta, cuja origem atribuímos à Oficina do Mestre Estevão Zorrinho pelas características de acabamento decoração e historial tem dois pormenores interessantes a assinalar: um o “corte” da parte posterior por um plano vertical conformando-a uma superfície lisa por melhor poder encostar-se ao tanque de refrigeração da serpentina do alambique; o outro por dispor de um pequeno elemento zoomórfico (lagartixa) em relevo e que é raríssimo na louça do Redondo (com segurança só a conhecemos com origem na oficina de Mestre Estêvão Zorrinho), sendo mais comum na loiça das Caldas da Rainha. O acabamento vidrado de uma cor amarelo mostarda com alguns escorridos de tinta de óxido também é típico daquela oficina.

Aparador de Aguardente, finais do século XIX Redondo, Olaria Estêvão Zorrinho (?) Barro vidrado com escorridos e elemento zoomórfico em relevo

Colecção António Carmelo Aires

Fonte: "Catálogo Redondo - Um Século de Barros"

terça-feira, 7 de outubro de 2008

BORRACHA

De sublinhar nestas peças o apuro das manufacturas e do acabamento. Pela sua fragilidade a existência de alternativas foi peça que caiu em desuso. Continuam contudo a ser feitas esporadicamente para finalidades decorativas.
Borracha para água ou vinho, 1.º quartel do século XX Redondo Barro vidrado e pintado
Colecção António Carmelo Aires
FONTE: Catálogo "Redondo - um Século de Barros"

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

PINGADEIRA

Tipologia também caída em desuso, acompanhou as modificações introduzidas nas técnicas culinárias e nas formas de utilização do fogo e outras energias alternativas. Tem acabamento vidrado na parte côncava, extravasando amplamente para rebordos e paredes exteriores. A coloração e os arcos escorridos fazem-nos pensar ser igualmente de fabrico da Olaria Estevão Zorrinho.
Pingadeira, inícios do século XX Redondo, Olaria Estêvão Zorrinho (?) Barro vidrado, policromado com escorridos
Colecção António Carmelo Aires
Fonte: Catálogo da exposição temporária "Redondo - Um Século de Barros"

domingo, 5 de outubro de 2008

GARRAFA DE ÁGUA

Peça feita com grande perfeição técnica e paredes muito finas, totalmente vidrada no exterior sobre engobe de tinta branca e decorada a esponjados verdes do tipo mosqueado irregular. Inspirada nalgumas peças de Estremoz da época e nas garrafas de vidro que se usavam nas mesas de cabeceira.
Garrafa de água com prato e copo, finais do século XIX Redondo, Olaria Estêvão Zorrinho (?) Barro vidrado e esponjado Colecção António Carmelo Aires

Fonte: Catálogo "Redondo - Um Século de Barros"

sábado, 4 de outubro de 2008

Cachepot

Na exposição temporária dedicada à olaria do Redondo pode apreciar dois cachepot (palavra francesa mas já aportuguesada) de diferentes dimensões, estas peças são vasos para colocar flores ou plantas.
Da esquerda para a direita:
Cachepôt, 2.º quartel do século XX Redondo, Olaria J. H. Zorrinho (?) Barro vidrado com escorridos
Colecção António Carmelo Aires
Cachepôt, meados do século XX Redondo Barro vidrado com escorridos e salpicados
Colecção António Carmelo Aires
Fonte: Catálogo da expsoição temporária "Redondo - Um Século de Barros".

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Barrileira

Vasilha em forma de barrica de madeira com um orifício de enchimento e um de saída, utilizada nas tabernas ou habitações, para conter e servir aguardente ou vinho licoroso.
Barrileira para aguardente, 2ª metade do século XIX Redondo Barro vidrado e esponjado Colecção António Carmelo Aires Fonte: Catálogo da Exposição "Redondo - Um Século de Barros"

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

TRAVESSA NA EXPOSIÇÃO "REDONDO - UM SÉCULO DE BARROS"

Com morfologias idênticas à dos pratos mas de formato elipsoidal, a produção de travessas era muito limitada. Esta é uma peça evocativa, possivelmente com a data de casamento, dedicada pelo próprio oleiro ao casal Morgadinho ou por alguém encomendante com a mesma finalidade. É pouco frequente a utilização do brasão do concelho do Redondo para este propósito.
Travessa evocativa, 1945 Redondo Barro vidrado com desenho e dedicatória, esgrafitados e pintados Colecção António Carmelo Aires Dimensões: Alt. 4 cm x 32 cm diâm x 27 cm comp
Fonte: Catálogo "Redondo - Um Século de Barros"

domingo, 14 de setembro de 2008

QUARTA NA EXPOSIÇÃO "REDONDO - UM SÉCULO DE BARROS"

QUARTA OU BILHA PARA ALMECE é o nome da peça que escolhemos para vos mostrar hoje no nosso blog.
Patente na exposição "Redondo - Um Século de Barros", a peça é datada de meados do Séc.XX. As peças deste tipo, comuns no meio rural, destinavam-se a transportar o almece (soro de leite contendo ainda fragmentos de leite coagulado). Não dispunham de tampa em barro mas sim em cortiça, e esta era parcialmente forrada com um pano branco para melhor vedar.
Tem inscrição de posse “Olaria Tereza – Santo Aleixo”. Presume-se que tenha sido encomendada, por uma senhora de nome Maria Tereza, residente na Herdade de Santo Aleixo, localizada nos arredores da vila do Redondo.
Está decorada com os inconfundíveis Amores Perfeitos do mestre oleiro local, já falecido, Álvaro Chalana.

Ainda vai a tempo de se inscrever para a visita guiada do dia 20 de Setembro, dada pelo comissário, Dr. Carmelo Aires, este coleccionador vai surpreender-vos com as histórias que tem para vos contar de cada peça!

CITADO DE: CATÁLOGO "REDONDO- UM SÉCULO DE BARROS"

sábado, 16 de agosto de 2008

História da Olaria do Redondo

A Vila do Redondo é um centro oleiro tradicional e já em 1516, o foral manuelino da vila mencionava uma corporação de oleiros e contemplava também a regulamentação do seu comércio. Como outros centros regionais do período, dedicavam-se ao fabrico de peças de barro vermelho para uso doméstico, como panelas, frigideiras, quartas, cântaros, infusas, distinguindo-se provavelmente no fabrico de grandes contentores para o armazenamento do vinho e do azeite. Hoje, todos conhecem a “louça do Redondo”, uma criação mais tardia, provavelmente da segunda metade do século XIX, posterior ainda à fase da expansão das unidades industriais de louça de faiança, criadas no âmbito das políticas pombalinas. Recorrendo a materiais locais, os oleiros da região desenvolveram uma técnica que, ao recobrir a pasta com uma calda de argila clara, tornavam as peças um produto semelhante à faiança. E além da louça de tradição regional, como os alguidares e saladeiras, realizavam telhas vidradas para a decoração dos beirais e também baldosas para pavimentos. A decoração era sublinhada por leves sulcos que contornam o desenho das flores, dos animais, e das personagens tradicionais do Alentejo e impediam que as cores vibrantes esborratassem. Essa louça, influenciada pelos “pratos ratinhos” das olarias do Norte que, no século XIX, acompanhavam os trabalhadores sazonais da agricultura, tornou-se peça obrigatória na decoração das casas de todo o Alentejo. Actualmente, os oleiros do Redondo realizam todo o tipo de encomendas, adaptando-se às exigências de qualidade do mercado, progressivamente abandonando os fornos a lenha, para adoptar prensas mecânicas e fornos a gás.
Ainda não está curioso para visitar uma destas olarias?? Não perca essa oportunidade nos dias 20 e 27 de Agosto. Tenha umas férias diferentes na companhia do Centro de Artes Tradicionais!! Citado de: ROTEIRO DOS ARTESÃOS DO DISTRITO DE ÉVORA. OLARIA DO REDONDO

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Exposição "Redondo - Um Século de Barros"

A exposição apresenta um conjunto de peças policromadas da olaria de Redondo, desde os finais do século XIX até aos nossos dias. Objectos ligados ao quotidiano que transmitem a essência da magia da arte de trabalhar o barro e a sua evolução na arte de da decoração.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

REDONDO - UM SÉCULO DE BARROS

Esta exposição de cerâmica polícroma reúne um acervo excepcional de artefactos de barro produzidos na vila do Redondo, entre o fim do século XIX e o século XX, na sua grande maioria pertencentes à colecção do Dr. Carmelo Aires. É fruto de um projecto de vida de quem ama a gente da sua terra e se apaixonou, há muito, pelas cerâmicas portuguesas, não só pela primazia da sua expressão única e particular, mas também pelo seu sentido social e cultural.
Como contributo para uma história da cerâmica do Redondo, este conjunto assume um papel fundamental, documentando um tipo particular de decoração em barro que, sendo memória do passado, está ainda presente na localidade. O núcleo principal desta importante colecção de cerâmicas polícromas é constituído por louça vidrada, de serviço comum, envolvida num banho total ou parcial de uma argila branca leitosa, esgrafitada, e pintada com óxidos metálicos, nas cores amarelo, verde e uma argila de matiz vermelho ferroso, em composições de uma ingénua expressão figurativa, por vezes, com inscrições. Podemos considerar estas cerâmicas polícromas como um tipo de arcaicas faianças falantes.
É também importante referir que, nesta colecção, estão presentes dois tipos distintos de cerâmicas. Um tipo, de paredes finas e acabamento requintado onde, ao repertório da olaria local se juntam formas e pormenores directamente influenciados pelas finas faianças ou porcelanas de concepção mais erudita, por vezes ao gosto internacional. E um outro tipo, mais popular, de paredes mais grossas, mas também de acabamento cuidado, directamente realizado sobre as formas da louça que tradicionalmente constituem o repertório local, usado no quotidiano rural, onde os elementos decorativos assumem uma expressão de identidade muito particular.
Citado do catálogo "Redondo - um século de Barros", 2008.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Defumadores

Datadas do século XIX e de finais do século XX, estas duas peças da exposição temporária "Redondo - um Século de Barros" apresentam tipologias diferentes.
Os defumadores, à direita na fotografia, serviam para queimar alguns materiais aromáticos como vegetais, folhas, flores ou raízes, começando a cair em desuso nos finais do 1.º quartel do século XX.
Eram normalmente vidrados no exterior sobre engobe de tinta branca e decorados com tinta de óxido. Podia ou não ser fechado, e caso fosse a tampa dispunha de orifícios no bojo.
Citado do Catálogo REDONDO, UM SÉCULO DE BARROS, 2008.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

CENTRO DE ARTES TRADICIONAIS EXPÕE OLARIA DO REDONDO

EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIA PROMOVIDA PELA REGIÃO DE TURISMO DE ÉVORA ESTARÁ PATENTE ATÉ AO DIA 23 DE NOVEMBRO
No dia 25 de Junho, pelas 18 horas, foi inaugurado no Centro de Artes Tradicionais/ Antigo Museu do Artesanato, a exposição temporária “Redondo – um Século de Barros. Formas e Usos da Cerâmica Polícroma do Redondo”. A sessão contou com a presença de 60 pessoas, que assistiram à visita guiada pelo Dr. Carmelo Aires. Organizada em colaboração com a Câmara Municipal do Redondo, esta exposição reúne cerca de 70 peças, na sua maioria pertencentes ao coleccionador António Carmelo Aires. Objectos de outro coleccionador, António Charrua Faustino e dos actuais oleiros da vila do Redondo, são o exemplo de uma evolução na arte da decoração polícrome ao longo de um século, desde os finais do século XIX até os nossos dias. Até dia 23 de Novembro, data em que a exposição “Redondo – um Século de Barros” está patente ao público, o Centro de Artes Tradicionais tem para oferecer várias actividades, que vão desde a organização de visitas às olarias do Redondo, demonstrações de arte ao vivo e conferências temáticas.