terça-feira, 8 de julho de 2008

LOJA DO CELEIRO

Desde o dia 15 de Novembro que os nossos visitantes podem usufruir do espaço da Loja do Celeiro, uma loja de comércio justo, onde podem encontrar alguns produtos gourmet e peças do genuíno artesanato regional.
Na Loja do Celeiro pode adquirir peças semelhantes às existentes em exposição no Centro de Artes Tradicionais: bonecos de Estremoz, olaria do Redondo, Évora e São Pedro do Corval, mantas de tecelagem manual de Reguengos de Monsaraz, cerâmica contemporânea, artefactos diversos em cortiça, cabaças decoradas ou trapologia . Quem prefere degustar os sabores da região, pode deliciar-se com chocolates artesanais, vinhos de Estremoz, mel e bolos típicos de Arraiolos ou azeitonas biológicas de Montemor-o-Novo.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

EXPOSIÇÃO PERMANENTE "MARCAS DE IDENTIDADE"

A exposição permanente do Celeiro Comum, designada “Marcas de Identidade”, apresenta, a partir das colecções do Antigo Museu do Artesanato, as mais importantes manifestações artísticas do Distrito de Évora. Num magnífico edifício que proporciona um excelente espaço de exposição, as peças contam a história da transformação da Arte Popular em identidade regional e dos artesãos em defesa da tradição, ao mesmo tempo em que se nota a evolução estilística, técnica e material, muitas vezes influenciada pela arte moderna e pelas radicais transformações da sociedade no século XX.
Possuímos vários núcleos expositivos organizados em função das matérias-primas utilizadas e da expressão cultural localmente criada, como “Decoração de Festas de Rua”, “Esgrafitados”, “Móveis de Évora”, “Móveis de Évora (Miniaturas)”, “Estanhos de Vila Viçosa”, “Tapetes Bordados de Arraiolos”, “Mantas de Reguengos de Monsaraz”, “Cestaria e Tapetes”, “Chocalhos”, “Olaria de Estremoz”, “Olaria de Redondo”, “Olaria de São Pedro do Corval”, “Olaria de Viana do Alentejo”, “Doçaria do Alentejo”, “Arte Pastoril” e “Esculturas de Cortiça”.

domingo, 6 de julho de 2008

Recuando a 1962

Interior do Celeiro Comum, Maio de 1962. (Origem: Arquivo Fotográfico da Câmara Municipal de Évora, Autor David de Freitas)
Em 1962 a Junta Distrital concebeu uma exposição, no Celeiro Comum, com peças de artesanato recolhidas em todo o distrito de Évora, por uma equipa liderada pelo Dr. Armando Perdigão. A exposição foi inaugurada a 24 de Junho de 1962 pelo Dr. José Félix Mira, o Governador Civil de Évora e pelos Presidentes da Câmara Municipal de Évora, da Junta Distrital de Évora, da Comissão Municipal de Turismo e do Grupo Pró-Évora.
Citado de “Um Gabinete, um Museu, um Centro de Artes Tradicionais no distrito de Évora”

sábado, 5 de julho de 2008

Celeiro Comum de Évora

O “Real Celeiro Comum do Monte da Piedade”, edificado na Praça 1º de Maio, foi construído por cima das ruínas de um palácio quinhentista, que pertencera a D. Jorge de Lencastre (Duque de Coimbra e filho natural de D. João II) no último quartel do século XVIII.
A criação em Évora do primeiro Celeiro Comum existente em Portugal dotou a cidade de uma instituição que permitia armazenar o excesso da produção cerealífera da região, impedindo a especulação de preços e disciplinando a distribuição dos cereais.
Instituído pelo rei D. Sebastião por alvará de 20 de Julho de 1576, funcionou provisoriamente no Quartel dos Dragões de Évora e no Palácio D. Manuel, enquanto não se transferiu para lugar definitivo, conforme decisão de D. João V, em 1736.

Interior do Celeiro Comum, em 2004

Projectado pelo mestre pedreiro João Baptista, a construção do Celeiro Comum teve início em 1773 e foi concluída em 1780. Esta infra-estrutura é constituída pelo depósito de trigo (espaço de instalação do Centro de Artes Tradicionais/ Antigo Museu do Artesanato), pelas salas de sessões, sala vaga, cartório e moradia do tesoureiro.

O depósito de trigo, a maior divisão de todas, é uma sala de planta rectangular com 30,10 m de comprimento por 21, 60 m de largura, que possui um pé direito de 6,25 m de altura e tem 12 pilares de granito em que assentam as abóbadas em ogiva.

Citado de "Um Gabinete, um Museu, um Centro de Artes Tradicionais no distrito de Évora"

sexta-feira, 4 de julho de 2008

REDONDO - UM SÉCULO DE BARROS

Esta exposição de cerâmica polícroma reúne um acervo excepcional de artefactos de barro produzidos na vila do Redondo, entre o fim do século XIX e o século XX, na sua grande maioria pertencentes à colecção do Dr. Carmelo Aires. É fruto de um projecto de vida de quem ama a gente da sua terra e se apaixonou, há muito, pelas cerâmicas portuguesas, não só pela primazia da sua expressão única e particular, mas também pelo seu sentido social e cultural.
Como contributo para uma história da cerâmica do Redondo, este conjunto assume um papel fundamental, documentando um tipo particular de decoração em barro que, sendo memória do passado, está ainda presente na localidade. O núcleo principal desta importante colecção de cerâmicas polícromas é constituído por louça vidrada, de serviço comum, envolvida num banho total ou parcial de uma argila branca leitosa, esgrafitada, e pintada com óxidos metálicos, nas cores amarelo, verde e uma argila de matiz vermelho ferroso, em composições de uma ingénua expressão figurativa, por vezes, com inscrições. Podemos considerar estas cerâmicas polícromas como um tipo de arcaicas faianças falantes.
É também importante referir que, nesta colecção, estão presentes dois tipos distintos de cerâmicas. Um tipo, de paredes finas e acabamento requintado onde, ao repertório da olaria local se juntam formas e pormenores directamente influenciados pelas finas faianças ou porcelanas de concepção mais erudita, por vezes ao gosto internacional. E um outro tipo, mais popular, de paredes mais grossas, mas também de acabamento cuidado, directamente realizado sobre as formas da louça que tradicionalmente constituem o repertório local, usado no quotidiano rural, onde os elementos decorativos assumem uma expressão de identidade muito particular.
Citado do catálogo "Redondo - um século de Barros", 2008.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Defumadores

Datadas do século XIX e de finais do século XX, estas duas peças da exposição temporária "Redondo - um Século de Barros" apresentam tipologias diferentes.
Os defumadores, à direita na fotografia, serviam para queimar alguns materiais aromáticos como vegetais, folhas, flores ou raízes, começando a cair em desuso nos finais do 1.º quartel do século XX.
Eram normalmente vidrados no exterior sobre engobe de tinta branca e decorados com tinta de óxido. Podia ou não ser fechado, e caso fosse a tampa dispunha de orifícios no bojo.
Citado do Catálogo REDONDO, UM SÉCULO DE BARROS, 2008.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

CENTRO DE ARTES TRADICIONAIS EXPÕE OLARIA DO REDONDO

EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIA PROMOVIDA PELA REGIÃO DE TURISMO DE ÉVORA ESTARÁ PATENTE ATÉ AO DIA 23 DE NOVEMBRO
No dia 25 de Junho, pelas 18 horas, foi inaugurado no Centro de Artes Tradicionais/ Antigo Museu do Artesanato, a exposição temporária “Redondo – um Século de Barros. Formas e Usos da Cerâmica Polícroma do Redondo”. A sessão contou com a presença de 60 pessoas, que assistiram à visita guiada pelo Dr. Carmelo Aires. Organizada em colaboração com a Câmara Municipal do Redondo, esta exposição reúne cerca de 70 peças, na sua maioria pertencentes ao coleccionador António Carmelo Aires. Objectos de outro coleccionador, António Charrua Faustino e dos actuais oleiros da vila do Redondo, são o exemplo de uma evolução na arte da decoração polícrome ao longo de um século, desde os finais do século XIX até os nossos dias. Até dia 23 de Novembro, data em que a exposição “Redondo – um Século de Barros” está patente ao público, o Centro de Artes Tradicionais tem para oferecer várias actividades, que vão desde a organização de visitas às olarias do Redondo, demonstrações de arte ao vivo e conferências temáticas.

Breve história do Museu do Artesanato

A partir do Estado Novo promoveu-se fortemente uma salvaguarda, preservação e valorização do património artesanal português, muitas das iniciativas ligadas a estas formas de expressão da cultura portuguesa foram incentivadas por António Ferro, Director do Secretariado de Propaganda Nacional. O próprio Museu de Arte Popular, em Lisboa, serviu de matriz a iniciativas do género a nível distrital, desencadeadas pelas Juntas Distritais, entidades que receberam competências durante o regime para o auxiliar na promoção do artesanato e seu desenvolvimento, e o surgimento do Gabinete de Artesanato Regional do Distrito de Évora (G.A.R.D.E.), primeira designação dada ao actual Museu, que apenas em 1980 passou assim a ser chamado, e que viria a encerrar em 1991.
Em 1998 dá-se a transferência do espólio do antigo Museu do Artesanato para o agora chamado Centro de Artes Tradicionais, que fica a cargo da Região de Turismo de Évora, única entidade que pretendia ocupar o espaço com a sua função original - exposição de artesanato, tendo sido por isso mandatada pela Assembleia Distrital de Évora, detentora do espólio, para uma árdua tarefa que com orgulho se conseguiu concretizar a 20 de Setembro de 2007 - reabrir um núcleo museológico e oferecer um novo espaço de animação cultural para a cidade de Évora, sua comunidade e artesãos do distrito de Évora.
Museu do Artesanato, 1997

Citado de “Um Gabinete, um Museu, um Centro de Artes Tradicionais no distrito de Évora”