quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Olaria Mértola e os trabalhos de Vitória Duque

Na manhã do dia 27 de Agosto visitámos a Olaria Mértola, ficando a conhecer um forno antigo, a lenha, encostado à Muralha da vila do Redondo.
O senhor Mértola estava fora em serviço, foi participar numa feira ao Porto, mas conhecemos as pinturas de Vitória Duque, responsável pela decoração de todas as peças que o mestre oleiro faz.
Vitória já trabalha nesta arte há vinte anos e com orgulho afirma que toda a gente gosta das peças assinadas por ela, se não as assinasse nem as conseguia vender.
Atarefada para conseguir acabar uma encomenda, Vitória Duque não deixou de nos explicar a importância do seu trabalho e de ensinar a todos como se pintava um prato, conseguindo inclusive "colaboradores" de várias idades!!

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Peças contemporâneas na Exposição "Redondo - um Século de Barros"

Quem visita a nossa exposição temporária, pode desfrutar não só de peças datadas de meados do século XIX, como de peças contemporâneas, algumas visíveis nesta imagem.
Conseguimos cumprir o objectivo de levar público à unidade de produção de origem destas peças, em parceira com a Câmara Municipal do Redondo, através da realização de três visitas guiadas às olarias de alguns destes artesãos, iniciativa que termina hoje de manhã.
Desta forma, queremos aqui agradecer o apoio da Câmara Municipal do Redondo, a gentileza dos oleiros que nos acolheram e, como não poderia deixar de ser, a todos os nossos participantes.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Vaso senhorial

É uma peça contemporânea de grande porte, feita à roda e inspirada nos vasos senhoriais do século XIX. O acabamento é totalmente vidrado no exterior sobre engobe de tinta branca e a decoração recria numerosos elementos vegetalistas e zoomórficos feitos em desenhos esgrafitados e pintados, presentes em peças de meados do século XX.
O autor é o Mestre Francisco Rosado (Xico Tarefa) ainda em plena actividade e a peça obteve o 3º prémio a nível nacional no concurso organizado pelo IEFP em 2003 “Oiro da Terra, Sonho das mãos”.
Esta peça presente na exposição "Redondo - um Século de Barros" é da autoria de um importante mestre oleiro que vamos visitar esta semana, no dia 27 de Agosto, ao Redondo.
Citado: Catálogo "Redondo - Um Século de Barros"

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Programa de visita às Olarias do Redondo

27 DE AGOSTO Partida de Évora: 9 h Olaria do Xico Tarefa: 9h 30m Olaria Mértola: 11 h Chegada a Évora: 13 h Número máximo de participantes: 18 pessoas Inscrições e transporte a partir de Évora gratuito. Prazo limite de inscrições: 25 de Agosto

domingo, 24 de agosto de 2008

Inscreva-se já para visitar as Olarias do Redondo

Amanhã é o último dia de inscrição para puder visitar as olarias do Redondo. Não perca a terceira e última oportunidade de o fazer. A visita e o transporte são gratuitos.
Venha conhecer a Olaria do Xico Tarefa e a Olaria Mértola!!
Contacte-nos:
Centro de Artes Tradicionais
Largo 1.º de Maio, n.º 3 7000-650 Évora
(Junto à Capela dos Ossos)
Telefone – 266 77 12 12
Fax – 266 730 450

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Olaria Xico Tarefa

Francisco Rosado (n.1951), mais conhecido como Xico Tarefa, o mestre oleiro informa a sua actividade com a pesquisa de desenhos e temas tradicionais.
Realiza um conjunto variado de peças: chocolateiras, pratos, saladeiras, cantarinhas, alguidares, barris, pratos de peixe, aparadores de aguardentes, tachos e frigideiras.

Venha conhecer o artesão e o seu trabalho na visita à Olaria do Redondo, marcada para o próximo dia 27 de Agosto!

Citado de: ROTEIRO DOS ARTESÃOS DO DISTRITO DE ÉVORA. OLARIA DO REDONDO
Foto: Manuel Ribeiro

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

O que aprendemos na nossa visita à Casa Martelo

Na Casa Martelo fomos recebidos pela pintora de cerâmica Rosário Martelo, nora do fundador da casa e que não se cansa de repetir que gosta muito de trabalhar nesta arte, relembrando o seu carinho pelo sogro, ao evidenciar a forma como Adriano Martelo pesquisou os desenhos e os recuperou, inovando a olaria do Redondo.
Rosário Martelo pinta por amor, porque o artesanato não dá para viver, uma vez que tem o custo de comprar os pratos e de os mandar cozer duas vezes.
Os pratos, de tamanhos variados, são feitos na roda com barro do Redondo, o que explica a sua espessura rugosa. Nenhum desenho é igual e para a artesã o que lhe dá mais trabalho é fazer a cercadura da peça.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

O que descobrimos na Olaria do Poço Velho

Hoje de manhã tivemos mais uma vez o prazer de levar um grupo a visitar as olarias tradicionais do Redondo, constituído por residentes eborenses. A primeira olaria a visitar foi a do Poço Velho, gerida pelo senhor José Baeta, que estava a amassar o barro na máquina quando chegamos. O oleiro gentilmente nos levou a conhecer todos os cantos desta antiga olaria, mostrando-nos os dois fornos a lenha e um a gás (que na altura estava a cozer), a argila que recolhe no campo perto da vila, o tanque do barro e as próprias peças. O grupo teve igualmente a oportunidade de ver o oleiro a trabalhar na roda, ficando a aprender os pequenos segredos de como se faz um tacho e a respectiva tampa (conforme pode ver nos vídeos).

O senhor Baeta contou-nos que como cresceu nesta olaria já nem se lembra quando começou a aprender e que após tantos anos no ofício ainda tem muito que saber, o que não nos pareceu quando o vimos a cortar as pelas de barro com a quantidade exacta para fazer o tacho ou a utilizar as alpanatas para conseguir dar a forma pretendida à peça.

Amanhã fique a saber um pouco mais sobre a segunda olaria visitada hoje, a Casa Martelo.

Olaria Mértola

Dia 27 de Agosto, teremos a terceira visita às olarias tradicionais do Redondo. Se hoje não conseguiu juntar-se a nós nesta iniciativa, não perca a última oportunidade de nos acompanhar nessa manhã, até lá, temos hoje um pequeno excerto sobre esta olaria:
João Mértola (n. 1930) tinha apenas 7 anos quando iniciou a aprendizagem nas olarias. Trabalhou com quase todas as olarias do Redondo, e realiza, agora, como mestre, todo o tipo de peças decorativas: pratos, terrinas, bonecos, candeeiros.
A sua olaria tem a particularidade de ainda possuir um antigo forno a lenha, encostado à muralha da vila do Redondo.
Citado de: ROTEIRO DOS ARTESÃOS DO DISTRITO DE ÉVORA. OLARIA DO REDONDO

terça-feira, 19 de agosto de 2008

VISITANTE 9000 DO CENTRO DE ARTES TRADICIONAIS

No passado dia 6 de Agosto, o Centro de Artes Tradicionais teve novamente o prazer de surpreender um visitante!
O senhor Carlos Oliveira e esposa, de Lisboa, receberam um voucher para uma estadia de duas noites no Hotel Ibis de Évora, com direito a pequeno-almoço.
E estamos quase a atingir o número emblemático dos 10.000 visitantes!!! Venha aprender mais sobre o artesanato do distrito de Évora através das nossas exposições e desfrute calmamente desta cidade Património Mundial.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Último dia de inscrições

Hoje é o último dia de inscrição para participar na visita às olarias do Redondo, marcada para a próxima quarta-feira, dia 20 de Agosto!
Venha connosco conhecer a Olaria do Poço Velho e a Casa Martelo! Estas olarias têm uma antiga relação comercial, é na primeira que se faz os pratos com o barro da região, e que ainda são cozidos num forno a lenha - forma de cozedura quase em extinção - que são posteriormente pintados na Casa Martelo.
Deixe o seu carro em casa! O transporte, cedido pela Câmara Municipal do Redondo, fica por nossa conta!

domingo, 17 de agosto de 2008

Adriano Martelo, o fundador da Casa Martelo

Adriano Rui Martelo, filho do fiscal de obras José dos Santos Martelo, e de Catarina de Jesus Martelo, nasceu em 1916, na Vila do Redondo.
Adriano Martelo gosta de dizer que aprendeu a pintar sozinho, mas os seus trabalhos foram sempre informados por uma pesquisa, que começou a realizar nos meados da década de 50. Na altura, interessou-se pelos desenhos riscados na louça do Redondo, e no convívio com os oleiros mais idosos, recolheu os motivos e desenhos tradicionais, que já na época lhe pareciam em risco de desaparecimento.
Como não poderia deixar de ser, travou conhecimento com Rita da Conceição Mestre, a famosa Tia Rita, uma figura tutelar da olaria da vila, e a quem se atribui a criação de inúmeros motivos, que se popularizaram e lhe granjearam uma grande clientela. Primeiro fez algumas experiências e depois de ser bem aceite, começou a vender os pratos.
Nessa época era aferidor de pesos e medidas, mas a actividade era pouco compensadora. Contudo conseguiu sempre acumular a profissão com a pintura de cerâmica. Apaixonando-se cada vez mais pela olaria deixou os pesos e as balanças para se dedicar definitivamente aos pratos de barro quando se reformou, em 1982, aos 65 anos. Como não era oleiro, Adriano Martelo encomendava as peças na Olaria Poço Velho no Redondo, e era criticado no meio por não ser ele que fazia os pratos, só se responsabilizando por pintá-los. Era-o também por vender a loiça mais cara que os restantes, já que privilegiava as formas tradicionais de fabrico.
O mestre Martelo montou a sua oficina numa antiga adega do Redondo, na Rua Almirante Cândido dos Reis, 35, cultivando uma paleta de cores bastante variada, onde sobressai a introdução do azul e o equilíbrio entre os tons de verde e rosa.
Na documentação do antigo Museu do Artesanato guardam-se diversas facturas e recibos da olaria de Adriano Martelo, do início da cooperação em 1964. Numa segunda fase, já na década de 80, mestre Martelo busca novas fontes de inspiração ampliando o seu repertório, incluindo também a faiança portuguesa dos séculos XVII e XVIII, que recebera por sua vez uma forte influência da porcelana chinesa.
O seu filho, Manuel Martelo procura manter viva a tradição herdada do pai, ao vender neste local a cerâmica que a esposa e os filhos pintam.
Venha conhecer este espaço e a alegria dos familiares em continuar o trabalho do mestre oleiro, Adriano Martelo, na nossa visita ao Redondo, marcada para o dia 20 de Agosto!
Citado: Homenagem ao mestre Adriano Martelo

sábado, 16 de agosto de 2008

História da Olaria do Redondo

A Vila do Redondo é um centro oleiro tradicional e já em 1516, o foral manuelino da vila mencionava uma corporação de oleiros e contemplava também a regulamentação do seu comércio. Como outros centros regionais do período, dedicavam-se ao fabrico de peças de barro vermelho para uso doméstico, como panelas, frigideiras, quartas, cântaros, infusas, distinguindo-se provavelmente no fabrico de grandes contentores para o armazenamento do vinho e do azeite. Hoje, todos conhecem a “louça do Redondo”, uma criação mais tardia, provavelmente da segunda metade do século XIX, posterior ainda à fase da expansão das unidades industriais de louça de faiança, criadas no âmbito das políticas pombalinas. Recorrendo a materiais locais, os oleiros da região desenvolveram uma técnica que, ao recobrir a pasta com uma calda de argila clara, tornavam as peças um produto semelhante à faiança. E além da louça de tradição regional, como os alguidares e saladeiras, realizavam telhas vidradas para a decoração dos beirais e também baldosas para pavimentos. A decoração era sublinhada por leves sulcos que contornam o desenho das flores, dos animais, e das personagens tradicionais do Alentejo e impediam que as cores vibrantes esborratassem. Essa louça, influenciada pelos “pratos ratinhos” das olarias do Norte que, no século XIX, acompanhavam os trabalhadores sazonais da agricultura, tornou-se peça obrigatória na decoração das casas de todo o Alentejo. Actualmente, os oleiros do Redondo realizam todo o tipo de encomendas, adaptando-se às exigências de qualidade do mercado, progressivamente abandonando os fornos a lenha, para adoptar prensas mecânicas e fornos a gás.
Ainda não está curioso para visitar uma destas olarias?? Não perca essa oportunidade nos dias 20 e 27 de Agosto. Tenha umas férias diferentes na companhia do Centro de Artes Tradicionais!! Citado de: ROTEIRO DOS ARTESÃOS DO DISTRITO DE ÉVORA. OLARIA DO REDONDO

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Olaria do Poço Velho - Como se faz uma peça

Relembro que no dia 20 de Agosto, vamos ao Redondo visitar as suas olarias. Até lá, escolhemos um excerto de uma entrevista que fizemos ao artesão, o sr. Baeta, da Olaria do Poço Velho (das mais tradicionais do Redondo), onde explica o processo de preparação do barro e como se faz uma peça.
O barro do Redondo (o único utilizado) é colhido e limpo de impurezas. Para isso vai à máquina pelo menos 3 vezes. É depositado para arrefecer. É dividido em partes, conforme o tamanho da peça que se quer fazer. Vai à roda do oleiro para ser moldado. É colocado num ambiente fechado para secar lentamente.
Vai ao forno para uma primeira cozedura, se levar vidrado a peça sofre duas cozeduras. O vidrado faz-se do seguinte modo: o pó do vidro dissolve-se em água e a peça é mergulhada, ou então chapa-se com a palma da mão para dentro da peça, no caso da peça ser vidrada só por dentro. A segunda cozedura é no forno a gás a temperaturas de cerca de mil graus.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Artesanato Martelo Júnior

Outro local que vamos conhecer na manhã de 20 de Agosto é a Casa Artesanato Martelo Júnior, no Redondo.
Adriano Martelo (1916-2002) gostava de dizer que aprendeu a pintar sozinho, mas os seus trabalhos foram informados pela pesquisa que realizou desde a década de 50, junto aos oleiros mais idosos, para transformar-se num dos mais conhecidos mestres pintores da vila. Actualmente, o seu filho e esposa Manuel e Rosária Martelo mantém um atelier no Redondo, onde procura manter viva a tradição herdada do pai.
Citado de: ROTEIRO DOS ARTESÃOS DO DISTRITO DE ÉVORA. OLARIA DO REDONDO

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Olaria do Poço Velho

A Olaria do Poço Velho é uma das olarias do Redondo que vamos visitar a 20 de Agosto. Até lá fique já a saber um pouco mais sobre este espaço:
A tradicional olaria, com umas oficinas majestosas, fundada pelo mestre José Maria Coca Baeta, é dirigida actualmente pelo filho, José Baeta (n.1961), e realiza todo o tipo de loiça utilitária: panelas, tachos, fogareiros, potes, talhas, vasos, saladeiras, alguidares, tigelas de fogo, utilizando o barro da região.
Citado de: ROTEIRO DOS ARTESÃOS DO DISTRITO DE ÉVORA. OLARIA DO REDONDO

domingo, 10 de agosto de 2008

PROGRAMA DE VISITA ÀS OLARIAS DO REDONDO

20 DE AGOSTO
Olaria do Poço Velho e Casa Martelo
27 DE AGOSTO
Olaria Mértola e Olaria do Xico Tarefa Horário: 9 h - 13 h Numero máximo de participantes: 18 pessoas
Prazo limite de inscrições: segunda-feira antes da visita, 18 de Agosto e 25 de Agosto.
Inscrições e transporte a partir de Évora gratuito.
Estas visitas têm como objectivo os seus participantes verem o trabalho ao vivo e perceberem as diferentes etapas de produção de uma peça. Além de conhecer as características de uma olaria, quem participar nesta actividade tem a possibilidade de trabalhar no barro e interagir com o artesão!

sábado, 9 de agosto de 2008

Exposição permanente renova-se

Com a inauguração da exposição temporária "Redondo - um Século de Barros", foi substituído o núcleo "Olaria do Redondo" pelo núcleo "Bonecos de Estremoz" na exposição permanente, possibilitando assim renovar o nosso espaço museológico, de acordo com os princípios da "Nova Museologia".
Até ao dia 23 de Novembro, temos duas vitrines dedicadas à Barrística de Estremoz, tema que por sua vez foi o da primeira temporária, que esteve patente desde a abertura do Centro de Artes Tradicionais até Fevereiro passado.
Esta é uma oportunidade de relembrar os assobios, as pequenas esculturas de santos e figuras de presépios, as primaveras, os negros e as figuras populares, representativas de várias profissões e classes sociais.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Núcleo "Arte Pastoril" com uma nova peça

Desde finais de Junho que temos uma nova peça em exposição, duas cabaças, que têm a originalidade de estar entrelaçadas. Este conjunto enriqueceu o núcleo "Artes Pastoril", que possuía apenas duas peças semelhantes da artesã Tersea Serol Gomes, de Estremoz, já falecida.
Esta cabaça (em baixo, na foto) é da da autoria dos artesãos de Évora, Manuel Martins (n. 1954) e Judite Martins (n. 1959), que a emprestaram ao Centro de Artes Tradicionais pelo período de um ano.
O casal especializou-se na preparação e decoração de cabaças, com motivos estilizados ou referências concretas ao viver do Alentejo. Quem desejar contactar os artesãos, para conhecer melhor as suas peças pode escrever para o seguinte endereço electrónico: mjm.cabacas.evora@hotmail.com .
Citado de: ROTEIRO DOS ARTESÃOS DO DISTRITO DE ÉVORA. ARTE PASTORIL, ESCULTURAS, BRINQUEDOS EM MADEIRA, CABAÇAS

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

As características arquitectónicas do Celeiro Comum, segundo o Dr. Manuel Branco

Continuando a reportar o que aprendemos na nossa primeira visita, que decorreu a 27 de Março, fica aqui mais um pequeno resumo das características arquitectónicas do Celeiro Comum, segundo o historiador Dr. Manuel Branco: O Celeiro Comum, de arquitectura civil e utilitária tem uma mensagem do exterior de aparato. No entanto, o seu interior é muito simples. Com uma planta ortogonal, possui 4 naves com 5 tramos, para ser o mais amplo possível, de modo a se compartimentar o trigo dentro de tapumes. Para isso era utilizado o entalhe da pilastra. A posição das janelas, muito altas, explica-se pela necessidade de arejamento. Era preciso que o ar mais quente saísse para que a temperatura de trigo fosse o mais estável possível. Desta forma se mantinha uma temperatura equilibrada no interior do edifício. O Portal, de alto aparato tem as ferragens e portas originais, datadas do século XVIII, do final do reinado de D. José, ao estilo D. João V. A madeira possui um trabalho delicado, uma “corda” a fazer lembrar a talha das igrejas, enquanto o frontão assemelha-se a uma quina do navio virada ao contrário. A concha, elemento típico do rococó, o fogaréu, as armas de Portugal, a coroa e cruz do rei fidelíssimo são alguns dos elementos decorativos visíveis.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

A história do Celeiro Comum segundo o Dr. Manuel Branco

Foi após o início da Primavera e no âmbito da iniciativa “Rota dos Sabores”, organizada pela Câmara Municipal de Évora, que o Centro de Artes Tradicionais organizou três visitas temáticas, com a participação de personalidades ilustres da cidade de Évora.
A primeira visita decorreu a 27 de Março. Dedicada às características arquitectónicas do Celeiro Comum e da sua história, o Dr. Manuel Branco explicou entusiasticamente o porquê deste edifício. Para quem não pôde estar presente, apresento aqui um pequeno resumo do que foi dito:
O Celeiro Comum é criado com a finalidade de armazenar trigo para a época de crise, evitando a carência de bens alimentares, por isso é encarregue de comprar trigo na época da colheita, quando é mais barato. Vendia também o trigo um vintém mais barato. O Celeiro Comum servia igualmente como o depositário do trigo dos órfãos e o trigo das capelas.
O edifício que alberga hoje o actual Centro de Artes Tradicionais foi do primeiro Celeiro Comum instituído em Portugal, sendo o segundo Beja, o terceiro Moura e no Alentejo, o quarto Grândola.
A instituição que gere o Celeiro Comum acaba por perder pujança no século XIX, com a transferência para os bancos agrícolas, motivo pelo qual esteve projectada uma prisão para este espaço.
Amanhã, retomo este tema, referindo as características arquitectónicas do edifício, que foi igualmente explicado pelo historiador eborense, Dr. Manuel Branco.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Exposição "Redondo - Um Século de Barros"

A exposição apresenta um conjunto de peças policromadas da olaria de Redondo, desde os finais do século XIX até aos nossos dias. Objectos ligados ao quotidiano que transmitem a essência da magia da arte de trabalhar o barro e a sua evolução na arte de da decoração.

domingo, 3 de agosto de 2008

CONCEIÇÃO SAPATEIRO

A obra de Conceição Sapateiro, artesã natural de Barcelos, transparece uma certa realidade do imaginário popular português, além de retratar a vida do quotidiano na região minhota.

As peças, figuradas, exprimem sentimentos religiosos através dos santos, dos cristos, dos presépios, etc. e retratam figuras populares de profissionais - galinheiras, peixeiras - de elementos de festas e romarias- músicos, bandas etc.

Hoje é o último dia da exposição "Objectos In(Úteis) , se ainda não a conseguiu visitar tem até às 19.00 horas para o fazer! Citado de: http://www.artesminho.com

sábado, 2 de agosto de 2008

ROSÁRIO FONSECA

Maria do Rosário Paquete Fonseca, natural de Grândola, concluiu a sua formação na Escola de Cerâmica de Reguengos de Monsaraz e exerce, desde então a profissão de pintora e modeladora de cerâmica, em Grândola, na oficina de S. Pedro.
Existem vários bonecos da sua autoria na "Exposição Objectos In(Úteis)", que podem ser adquiridos pelo visitante do Centro de Artes Tradicionais, pelo valor de 75 €.
Venha vê-los ao vivo! Só tem até amanhã para visitar esta mostra de artesanato nacional.
Citado de : http://www.cm-grandola.pt

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

SÉRGIO AMARAL

Natural de Mangualde, este artesão sentiu a necessidade de experimentar novos materiais, como o ferro e o barro, iniciando o seu percurso na cerâmica, com especial interesse pelo barro negro. Desde 1982 que explora todas as possibilidades que esta técnica permite: o Rakú, o Negro Primitivo, as Reduções, etc. Em 2002 começa a dar a conhecer com mais insistência os seus matarrachos em várias mostras de artesanato, tendo recebido vários prémios, como por exemplo, o prémio de Artesanato Moderno do IEFP.
As peças em exposição estão para venda.
Citado de: http://www.ceramica3cs.com

quinta-feira, 31 de julho de 2008

JÚLIA CÔTA

Tendo nascido em Barcelos, o nome Júlia Côta é uma referência na arte da cerâmica de figurado na região Minho.

Filha da famosa ceramista Rosa Côta e neta de Domingos Côta (o pai do galo de Barcelos), Júlia Côta entrou cedo nesta arte, tornando-se responsável pela criação de figuras religiosas, animais, retratos que são reinterpretados numa mistura do respeito e imaginário, ou em representação de cenas do trabalho e do jogo da vida rural. Citado de: http://www.juliacota.com

quarta-feira, 30 de julho de 2008

MÁSCARAS

Todos os anos, nos dias 24, 25 e 26 de Dezembro realiza-se no concelho de Vinhais, na província de Trás-os Montes e Alto Douro, a festa dos Rapazes ou festa de Santo Estevão. Os mascarados, os rapazes solteiros da aldeia, tornam-se em figuras inigmatas, de aparência terrífica, fazendo de tudo para não serem reconhecidos.

Vestem um fato de cores garridas (amarelo e vermelho), capucho, cajoto, chocalhos presas na cintura, socos de madeira e com uma máscara de madeira de castanho. Numa mistura de figura de homem e figura de animal, muitas das máscaras têm chifres, dando-lhe um aspecto terrifico e diabólico, mas com um significado muito rico. O artesão Tozé Vale, morador em Vinhais, é o responsável pela criação destas máscaras (em exposição, no valor de 96€ a 120 €), assim como dos respectivos trajes usados na festa. Citado de: http://vinhaisnofuturo.blog.pt

terça-feira, 29 de julho de 2008

Centro de Artes Tradicionais de Évora na TVI

Hoje de manhã, o Centro de Artes Tradicionais levou até à TVI, a exposição “Redondo, um Século de Barros”. O Centro de Artes Tradicionais (CAT) levou a magia da Olaria do Redondo aos estúdios no programa na TVI, "Você na TV". Apresentado por Manuel Luís Goucha e Iva Domingues, este é um programa que privilegia a conversa e a cumplicidade com os telespectadores e o público presente em estúdio.
É da interacção com o oleiro convidado, João Mértola, que o público tomou contacto com a roda de oleiro e todo o processo de trabalhar o barro, ao vivo e em directo. A própria apresentadora Iva Domingues não resistiu a fazer uma peça na roda!
Mostrou-se algumas peças feitas na Olaria Mértola, objectos ligados ao quotidiano, que transmitem a essência da arte de trabalhar o barro.
Através deste convite, o CAT divulga a Olaria que é feita no Redondo e convida todos os interessados a visitá-la em Évora.

“Lenços dos Namorados”

Ao longo dos 150 anos da história dos “Lenços dos Namorados” que sempre existiu uma comercialização desses bordados, porque nem todas as raparigas em idade de casar sabiam bordar… e esta era uma forma de comunicar afecto entre duas pessoas, fora do quadro do “namoro”. Já houve lenços com funções similares em todo o país, e até noutras regiões europeias, mas é no Minho que conseguiram alcançar mais visibilidade e que se deu a sua revitalização.
Este lenço pequeno, é da autoria da Aliança Artesanal, localizada em Vila Verde, assim como os restantes em exposição e custa 45 €. Citado de: “Os Lenços de Namorados: frentes e versos de um produto artesanal no tempo da sua certificação”

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Centro de Artes Tradicionais divulgado na televisão portuguesa

Amanhã de manhã na TVI, irá estar em directo um representante da Região de Turismo de Évora na Comissão Instaladora para a Área Regional de Turismo do Alentejo, Dr. José Santos no programa “Você na TV”. A acompanhá-lo, irá o mestre oleiro do Redondo, João Mértola, nascido em 1930, que mostrará a sua arte ao vivo a todos os telespectadores. Na companhia de Manuel Luís Goucha e Iva Domingues, fique a saber mais sobre a nossa exposição temporária “Redondo – um Século de Barros” e as actividades que o Centro de Artes Tradicionais tem vindo a desenvolver.
Não perca mais esta oportunidade de ficar a conhecer um pouco melhor o artesanato do distrito de Évora. Entraremos no ar por volta das 10.15 horas!

domingo, 27 de julho de 2008

CARLOS BARAÇA

A família “Baraça” é a prova viva da passagem de saberes e identidades na arte de trabalhar o barro. A tradição foi encetada por Ana “Baraça” no início do século passado e continuada, primeiro, pelo filho Fernando “Baraça” e, agora, pelos netos Carlos (autor das peças em exposição), Victor e Moisés “Baraça”. Com uma identidade muito própria, o figurado dos “Baraças” pauta-se pelo simbolismo, pela magia e pela expressão artística das peças, características às quais se aliam as cores coloridas e atractivas que atestam a vivacidade deste tipo de artesanato.
Os Baraças são uma das famílias de barristas mais tradicionais do concelho de Barcelos, constituindo- se como referencial da arte popular em Portugal. As suas peças estão ligadas ao mundo rural, à agricultura e à pecuária: os carros de bois, os camponeses, os arados, as juntas de bois, assim os coretos (o da imagem vale 70€) e as bandas de música.
Citado de: http://www.barcelos-popular.pt

sábado, 26 de julho de 2008

Hoje é Dia Non-Stop no Centro de Artes Tradicionais! Devido à adesão da comunidade na semana passada, resolvemos repetir o prolongar do horário até à meia-noite!
Não perca mais esta oportunidade de vir visitar-nos, o museu à noite tem outro brilho!

JOAQUIM PAIVA

Joaquim Paiva nasceu a 6 de Agosto de 1930, em Lapas, concelho de Torres Novas. Artesão auto-didacta, cria os seus primeiros bonecos em madeira, após a reforma. Entusiasmado com o resultado das suas primeiras peças - a dupla “Adão e Eva”, nunca mais parou de criar bonecos, dando-lhes um cunho “naif”.
Trabalha a ritmo lento, daí o número total de peças que criou, até hoje, ser muito reduzido, sendo muito raro encontrar uma obra sua. Cada uma delas tornou-se, por isso, um verdadeiro objecto de culto.
As peças desta exposição estão para venda, tanto a Santíssima Trindade (na imagem) como a Nossa Senhora do Ó, têm o valor de 160€.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

O Centro de Artes Tradicionais celebra as noites quentes de Verão com mais um dia Non-Stop

O Centro de Artes Tradicionais vai repetir a iniciativa Non-Stop, no próximo sábado, dia 26 de Julho. Das 10.30 às 13.00 e das 14.00 às 00.00 horas estamos de portas abertas para o receber! Este dia coincide com o último dia do Auto da Festa, na Praça 1º de Maio, e é uma excelente oportunidade para atrair novos públicos, além de captar turistas que visitam a cidade de Évora. Esperamos por si! Além da nossa exposição permanente "Marcas de Identidade", pode visitar, pela "fresquinha", mais duas temporárias "Redondo - um Século de Barros" e "Objectos In(Úteis).

quinta-feira, 24 de julho de 2008

O que aprendemos na nossa primeira visita às Olarias do Redondo

Ontem, dia 23 de Julho, fomos visitar duas olarias do Redondo com um pequeno grupo de residentes de Évora e estudantes universitários. Para quem não pôde acompanhar esta primeira visita, fica aqui um pequeno relato do que vimos e aprendemos com os oleiros e pintoras de cerâmica das Olarias Maquenista e Jeremias: Judite Carochas, a proprietária da Olaria Maquenista estava atarefada com uma encomenda que tinha de acabar. Apesar de cansada, por na véspera ter ido entregar peças para revenda, a sua energia era visível quando dava o banho de vidrado e preparava as peças para enfornar!
E teve sempre tempo para nós: contou-nos que há 13 anos que toma conta da olaria, desde que o marido morreu. As suas filhas ajudam-na a riscar e a pintar mas não pretendem manter a olaria quando ela deixar de trabalhar, por esta vida estar muito difícil...
Conhecemos duas filhas, uma estava a riscar os pratos para a irmã e mais colegas pintarem as peças. A pintora de cerâmica contou-nos que antes ainda exportava peças, mas agora com o euro forte já não compensa.
Também tivemos a oportunidade de ver o trabalho do rodista, o senhor João, que já teve uma olaria mas agora trabalha por conta de outrem porque isto está muito mau... Estava a fazer peças na roda com barro espanhol, queixando-se de ser mais fino e difícil de trabalhar. Ali ao lado, na Olaria Jeremias, Catarina Jeremias contou-nos que esta foi das primeiras olarias do Redondo que mudou o forno a lenha para forno eléctrico, foi obrigada a isso para proteger o ambiente, pois preferia a forma primitiva de cozer as peças por ser mais barato, apesar de lhe dar mais trabalho na sua limpeza. Como estavam a desenfornar, vimos o forno entreaberto para puder arrefecer, porque se tirar logo as peças corre-se o risco de partir toda a fornada, devido ao choque térmico.

Encontrámos um rodista, o senhor Manuel Rico (no vídeo acima) que toda a manhã esteve a fazer assadeiras com barro do Redondo, com uma cor mais escura e mais espesso que o barro espanhol que vimos na primeira olaria, o que demonstra ser mais resistente. No próximo mês há mais!! Fique atento ao nosso blog, porque ainda estão previstas mais duas visitas ao Redondo, para você ficar a conhecer de perto esta arte tradicional no seu local de origem!

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Maria Luísa da Conceição

Os bonecos em barro de Estremoz são uma feliz combinação entre a escultura e a pintura, seguindo a tradição das imagens de culto em madeira e cerâmica que, policromadas, estavam presentes em retábulos e oratórios desde o século XVI. Os bonecos conservam porém uma mescla de escárnio e divertimento que se pode associar com os presépios em terracota da segunda metade do século XVIII. Nas primeiras décadas do século XX, assiste-se a um capítulo importante de fixação e ênfase nos aspectos regionais, com o trabalho de recuperação do fabrico dos bonecos protagonizado pelo escultor José Maria de Sá Lemos, que convidou Mariano da Conceição - neto de Caetano Augusto da Conceição, o fundador da Olaria Alfacinha - para professor da Escola de Artes e Ofícios de Estremoz. A exposição do Mundo Português, celebrada em 1940, veio dar visibilidade ao trabalho de Mariano da Conceição e alimentar uma longa tradição familiar, que se estende até os dias de hoje.
Maria Luísa da Conceição (n.1934), filha dos mestres Mariano da Conceição e Liberdade da Conceição, desde criança esteve ligada aos bonecos. Iniciou produção própria a partir dos anos setenta do século XX.
Estas são algumas peças que pode ver, ou até comprar, em exposição até ao dia 3 de Agosto!

Citado de: ROTEIRO DOS ARTESÃOS DO DISTRITO DE ÉVORA - BONECOS DE ESTREMOZ. TRADICIONAIS E CONTEMPORÂNEOS.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Horário de Verão

O Centro de Artes Tradicionais tem o prazer de vos informar que a partir de hoje, vai estar aberto mais uma hora ao final do dia, passando a encerrar às 19 horas.
Durante os próximos dois meses este será o nosso horário: Das 10.30 às 13.00 e das 14.00 às 19.00, continuando a encerrar às Segundas-feiras.

OFICINA DA TERRA

A Oficina da Terra, atelier da cidade de Évora, é gerida pelos artesãos Tiago Cabeça (n.1970) e Magda Ventura (n.1976). Ambos aprenderam os segredos da arte do barro com os mestres Orlando Guimarães e António Velho, da Olaria Guimarães e Velho em S. Pedro do Corval, sendo o Tiago Cabeça responsável por esculpir e moldar as peças, que são finalizadas pela colega Magda Ventura, que dá-lhes vida com as suas cores. Estes artesãos receberam o reconhecimento generalizado, com a atribuição de diversos prémios, como por exemplo o 1.º Prémio Nacional de Artesanato Contemporâneo 2001-2003.
As peças da sua autoria, em primeiro plano na imagem, estão para venda na exposição "Objectos In(Úteis)".

segunda-feira, 21 de julho de 2008

O Monte - ACE, no seu trabalho de proximidade com as gentes alentejanas soube sempre qual o valor dessa identidade, privilegiando a sua divulgação, levando-a a conhecer novos mundos, contribuindo para a recriação da tradição, para a inovação enraizada num território, alimentando o processo criativo nascido do contacto com novos conceitos, diferentes abordagens, outras formas de estar e sentir.
Nasce assim, o seu trabalho conjunto com a ProRegiões Lda., em prol da valorização dos saberes e sabores regionais além fronteiras, e o seu empenho enquanto entidade gestora do Espaço Portugal Rural, em Lisboa, e Loja do Celeiro, em Évora, onde se encontra aquilo que de melhor, mais genuíno, mais verdadeiramente português o país tem para degustar e descobrir e onde o espaço é conceptualizado de forma dinâmica, servindo o desenvolvimento de actividades que trazem um pouco desse país perdido nas planícies e serras, ao ambiente urbano.
A Mostra de Artesanato Nacional, que decorre em Évora entre 19 de Julho e 3 de Agosto é uma dessas actividades, trazendo ao Centro de Artes Tradicionais uma representação do Figurado Português de autor, enriquecido pelo talento de artesãos de Norte a Sul de Portugal.
MONTE/ACE

domingo, 20 de julho de 2008

Fique a saber um pouco sobre as olarias que vamos visitar no dia 23 de Julho

Olaria Maquenista A mestre oleira Judite Carochas (n.1953) dirige a olaria fundada pelo marido, João Miguel Carochas e pelo seu pai António Maquenista. Realiza preferencialmente peças decorativas como terrinas, pratos, canecas, copos e chávenas.
Olaria Jeremias O mestre oleiro Prudêncio Jeremias (n.1954) herdou a olaria do pai José Jeremias, que dirige desde 1983. Produz todo o tipo de loiça decorativa: vasos, pratos, travessas, terrinas, potes e chávenas.
FOTOS: Manuel Ribeiro
Programação de visita às Olarias do Redondo:
Horário de partida de Évora: 9.00 h
Olaria Maquenista: 9h.30m
Olaria Jeremias: 11h.30m
Horário de chegada a Évora: 13.00h
Inscreva-se já! O limite de participantes são 18 pessoas e o transporte é gratuito! Vai ver que terá uma manhã bem passada junto dos nossos artesãos!

sábado, 19 de julho de 2008

Hoje é dia non-stop no Centro de Artes Tradicionais

Estando quase a celebrar 10 meses de funcionamento ao público, o Centro de Artes Tradicionais, tem o prazer de o convidar a visitar a sua exposição permanente "Marcas de Identidade" e as duas exposições temporárias "Redondo - Um Século de Barros" e "Objectos In(Úteis)", hoje, excepcionalmente, até à meia-noite!

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Venha connosco visitar as olarias tradicionais do Redondo

No âmbito da exposição temporária "Redondo - Um Século de Barros", o Centro de Artes Tradicionais, em parceria com a Câmara Municipal de Redondo, está a organizar visitas às Olarias do Redondo, durante as manhãs de Verão (9.00 - 13.00 horas). A 23 de Julho pode visitar duas olarias no Redondo, a Olaria Maquenista e a Olaria Jeremias. Além de poder conviver com os artesãos, pode descobrir as várias fases do seu trabalho, ou até trabalhar o barro! O transporte (a partir de Évora) e as inscrições são gratuitas. Para inscrições e mais informações, contacte o Centro de Artes Tradicionais, até às 15 horas da véspera da visita. Inscreva-se já porque o limite máximo de participantes são 18 pessoas!
IMAGEM: Olaria Jeremias
CONTACTOS Centro de Artes Tradicionais Largo 1.º de Maio, n.º 3 - 7000-650 Évora (Junto à Capela dos Ossos) Telefone – 266 77 12 12 Fax – 266 730 450 Email – cat.celeirocomum@mail.telepac.pt

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Objectos In(Úteis)

A cultura tradicional, nas suas mais variadas e espontâneas expressões, traduz a alma de um povo, a sua pulsação. Guardar a memória dos locais, as palavras por dizer, os gestos que o artesão grava na obra, o sabor nascido no início dos tempos, que as avós transformaram na infância feliz é guardar um sentido de identidade essencial para o património comum da humanidade.
E é já no próximo sábado, dia 19 de Julho, que pode disfrutar desta exposição, num dia de horário alargado, das 9.30 às 00.00 horas!
Aproveite esse dia de Verão para conhecer as várias exposições do Centro de Artes Tradicionais: "Marcas de Identidade", "Redondo - Um Século de Barros", além da novíssima exposição "Objectos In(Úteis)"!
MONTE/ACE

EXPOSIÇÃO Objectos In(Úteis) - A partir de 19 de Julho

Os objectos, são momentos de criação do homem, são arquivos de memórias que asseguram a representação do homem pelo homem, perpetuando a sua vivência e permitindo evocar, retratar, valorizar, os afectos, os segredos e a relação do indivíduo com o mundo.
Estes objectos criados pelos nossos artesãos e que nesta exposição nos permitem viajar pelo mundo rural Português, são a narrativa de uma memória, de geografias, medos, amores, ironias e devoções. Objectos quase exclusivos e de estimação que embora não tenham utilidade, são hoje peças de paixão e de culto na criação de ambientes das casas urbanas.
MONTE/ACE

terça-feira, 15 de julho de 2008

Objectos In(Úteis) - Mostra de Artesanato Nacional

O Agrupamento Monte, sediado em Arraiolos, detém uma experiência de largos anos na dinamização do território e, em particular, na promoção e reabilitação das artes e ofícios tradicionais, procurando a genuinidade e excelência que subsiste nos territórios rurais, onde são produzidas verdadeiras obras de arte, fruto da re-invenção do quotidiano pelos artesãos locais, consagradas em artefactos de grande beleza e indiscutível qualidade.
Como corolário deste trabalho, o Monte abriu ao público a Loja do Celeiro, no interior do Centro de Artes Tradicionais, em Évora, dinamizando em simultâneo, no mesmo espaço, actividades de cariz diverso centradas, contudo, na valorização do património cultural e etnográfico português. Nesse âmbito, o Monte vai trazer a Évora, cidade Património da Humanidade, uma Mostra de Artesanato Nacional de autor. Assim, entre os dias 19 de Julho e 3 de Agosto será possível encontrar no Centro de Artes Tradicionais a Exposição/Venda intitulada "Objectos (In)Úteis", representando a arte de alguns dos melhores artesãos nacionais sob a temática do Figurado Português, contribuindo para a divulgação do património etnográfico português e sua evolução ao longo dos tempos. Para celebrar esta iniciativa e de forma a contribuir para a dinamização do centro histórico de Évora, o Centro de Artes Tradicionais estará aberto até à meia-noite no sábado, dia 19 de Julho. MONTE/ACE

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Promoção dos Artesãos do Distrito de Évora

O MONTE-ACE, em colaboração com a Aliende, promoveu entre os dias 20 e 22 de Junho, o trabalho de alguns artesãos da sua área de intervenção, através do seu trabalho ao vivo no Centro de Artes Tradicionais.
Xico Tarefa, mestre oleiro do Redondo, Conceição Gaivão, pintora de cerâmica da Azaruja, e Maria do Carmo Grilo, tecedeira do Redondo, partilharam o seu saber e arte com todos os visitantes que se interessam pelos ofícios tradicionais, as técnicas artesanais e a beleza contida na produção de artigos únicos, onde cada gesto desenha a singularidade de uma peça.
Quando o barro está pronto para ser moldado, é amassado na roda de oleiro para adquirir a forma da peça que se está a executar. A peça é tingida de branco, para conseguir uma determinada textura e ser riscada com um riscador ou farpa de rendas. Inicia-se o processo de pintura, começando sempre nos espaços que ficam com cor vermelha e a peça fica a secar naturalmente, para poder ir ao forno, a cozer durante 4 a 5 horas. Depois da primeira cozedura a peça é vidrada e decorada com pigmentos naturais, e volta a sofrer uma segunda cozedura, com a mesma duração de tempo.
Xico Tarefa O algodão é trabalhado na urdideira e o fio é introduzido no tear, designado por “teia”. É montada no órgão do tear onde se faz a “remissa” – um fio passado pelo “olhal” do “liço”. As meadas são transformadas em canelas para serem introduzidas na lançadeira do tear, que abre e cala, ao passar a lançadeira faço o desenho que pretendo. Maria do Carmo Grilo
Numa peça de barro vermelho, tingido com caulino, faço o desenho a lápis. A seguir, com o auxílio de um estilete, risco o desenho e pinto com tintas de alto fogo motivos da flora local, como cardos, espigas ou catacuzes. Conceição Gaivão

domingo, 13 de julho de 2008

A fachada do Celeiro Comum

A fachada principal, virada para sul, possui seis janelas de sacada, com molduras em granito encimadas por frontões salientes. Ao centro, um portal de granito. O portal, ladeado por pilastras almofadadas, é do estilo barroco. Decorado por conchas na parte superior e volutas nas laterais, encimadas por fogaréus, possui ao centro um frontão com um brasão em mármore da casa real portuguesa, tendo imediatamente por baixo duas lápides, também em mármore, datadas de 1777, em forma de pergaminho, e que contêm uma inscrição relativa à função do edifício "Celleiro Commum f[ei]to p[ar]a util[ida]de publica". 

Citado de “Um Gabinete, um Museu, um Centro de Artes Tradicionais no distrito de Évora”, tese de mestrado em museologia de Hortense Isabel Santos.

sábado, 12 de julho de 2008

ÁREA DIGITAL

A entrevista publicada ontem no nosso blog pode ser consultada numa área digital, disponível a todos os visitantes. Neste local, pode consultar a base de dados dos artesãos do distrito de Évora, resultado de um recenseamento a 480 pessoas em 2002, visualizar 19 pequenos spots "Como se faz..." determinadas peças (uma bota, um chocalho, um prato, um boneco de Estremoz, etc.) e consultar o inventário informático do espólio do Centro de Artes Tradicionais.