quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Opinião de Maria José Lóios sobre os Tapetes de Arraiolos

Temos grande dificuldade em caminhar em frente. A invasão do mercado pelos tapetes chineses foi muito prejudicial. Há sempre quem queira aprender. O grande problema reside na concorrência estrangeira, tenho fé que tudo se há de modificar. Tenho amor à arte e dificilmente me darei por vencida. Grande defensora do tapete clássico, reconheço que este tem de se adoptar às necessidades do mercado. Não podemos parar. Brevemente será formalizado o “selo de garantia” dos nosso tapetes. É uma defesa e uma valorização para os nossos produtos.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Na oficina com Maria José Lóios

Maria José Lóios, bordadeira de tapetes de Arraiolos no centro da vila, realiza todo o processo de execução de um tapete, inclusive o desenho. Publicamos hoje um excerto de uma entrevista dada em 2002 pela artesã, no âmbito de um recenseamento, em que explica as etapas necessárias para se fazer um tapete.
Procedo à contagem de toda a tela de acordo com o desenho. O tapete é embainhado. Faço a contagem da barra. Armo a barra, faço a armação do interior do tapete (os contornos do desenho). Faço o matiz (encho os contornos) e por fim os fundos. Finalmente faço a franja e aplico-a no tapete.
Venha assistir ao vivo a este trabalho na tarde de 29 de Agosto, a partir das 15 horas, no Centro de Artes Tradicionais.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Tapetes de Arraiolos

Na sessão de Artesanato ao vivo de 29 de Agosto estará presente a bordadeira de tapetes de Arraiolos Lóios, Maria José Lóios, autora da peça da imagem Foto: Manuel Ribeiro.

domingo, 23 de agosto de 2009

Tapetes de Arraiolos na próxima sessão de Artesanato ao Vivo

Maria José Lóios, sócia da Casa de Tapetes de Arraiolos Lóios desde os 39 anos, é a artesã convidada para participar na próxima sessão de artesanato ao vivo. A sua aprendizagem começou aos 12 anos. A sua mãe e irmãs mais velhas incentivaram-me bastante. Aos 14 anos entrou para empresa Califa, que ainda existe, permanecendo cerca de 7 anos na empresa.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

António Pequito

António Pequito trabalha desde 1965 na olaria, em conjunto com a sua esposa Joaquina Pequito, a responsável pela decoração pedrada das peças. Ambos com 67 anos são os mestres mais velhos da olaria tradicional de Nisa.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Olaria de Nisa na próxima sessão de Artesanato ao vivo

No próximo sábado à tarde irá estar presente um oleiro de Nisa, que irá fazer peças em barro a partir das 15 horas no Cntro de Artes Tradicionais, sendo acompanhado pela sua esposa, responsável pela decoração pedrada das peças.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

As origens do Centro de Artes Tradicionais

A sociedade rural, marcada pelos latifúndios do sul e o mundo das aldeias da outras zonas, foi confrontada, em especial desde os anos 60, com processos que modificaram os seus contornos e estruturas. A transformação tecnológica da agricultura e dos hábitos e consumos da população reflectiram-se também nos ofícios e tarefas do trabalhos agrícola e rural: os saberes técnicos tornam-se cada vez mais necessários e tendem a substituir os saberes tradicionais. Sendo o Alentejo, tradicionalmente, uma zona rica nesta área patrimonial e fecunda em artesanato, urgia a concepção de uma política de intervenção.
O GARDE - Gabinete de Artesanato Regional do Distrito de Évora - foi um organismo criado, na década de 60, pela Junta Distrital de Évora para funcionar como entreposto comercial, ou seja enquanto instrumento de ligação entre a oficina artesanal e o comerciante (especialmente o exportador), por forma a que a divulgação, embalagem e distribuição dos produtos originários da arte popular alentejana se processasse em termos de fomento e de incentivo. Nesse sentido foram levados a cabo contactos e pesquisas - com instituições, artesãos, etc. - no intuito de promover o artesanato regional enquanto actividade económica ligada à exportação e ao turismo; para tal terá sido inaugurada, em 1962, uma exposição que terá dado início à colecção do Museu de Artesanato Regional.
A colecção incorpora uma série de formas e materiais - barro, couro, peles, lã, chifre, madeira, trapo, buinho, cortiça, vime, ferro, cobre, folha de "flandres", pedra, etc. e o seu principal objectivo era o de dar a conhecer o artesanato mais representativo do distrito de Évora, um dos três - com o de Beja e Portalegre - que constituem a vasta região do Alentejo.
Autoria: Dulce Correia

terça-feira, 18 de agosto de 2009

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Execução de Chocalhos em Miniatura

Maria Manuela, eborense de nascimento, viveu muitos anos em França. Quando voltou pediu emprego na Casa Pardalinho, onde lhe ensinaram a fazer chocalhos em miniatura há mais de um ano, não tendo parado desde aí. Todos os dias tem de fazer cerca de 150 chocalhos por dia para terminar uma encomenda de 3.000 chocalhos até ao fim do mês.

Todo o processo de fabrico é igual a um chocalho em tamanho normal, inclusivamente o embarramento, a única diferença é que vão todos juntos para o forno, criando-se uma grande bola de coscumalho, que e depois partida.

domingo, 16 de agosto de 2009

Como se faz um chocalho

Ontem à tarde o artesão Francisco Cardoso não compareceu por motivos imprevistos, tendo sido substituído por dois dos seus colegas: Feliciano e Maria Manuela. Publicamos hoje no nosso blogue um pequeno vídeo sobre a execução de um chocalho, feito por um dos mais jovens artesãos desta arte nas Alcáçovas, que mantém assim uma tradição familiar desde os seus 16 anos.

sábado, 15 de agosto de 2009

Francisco Cardoso

Hoje à tarde estará presente o artesão Francisco Cardoso na "Sessão de Artesanato ao Vivo", a partir das 15 horas. Venha descobrir como se faz um chocalho - utensílio utilizado para identificar o gado, auxiliando os pastores, com os seus timbres característicos e marcas visuais - a reconhecerem os rebanhos e cuja produção se desenvolveu nas Alcáçovas, concelho de Viana do Alentejo.

Uma breve história sobre a origem dos chocalhos

A produção de chocalhos, no Distrito de Évora, localiza-se especificamente em Alcáçovas (Viana do Alentejo), desenvolvendo-se em círculos familiares muito fechados. A obrigatoriedade da utilização de chocalhos remonta a 1375, data das mais antigas Posturas da Cidade de Évora, onde se regulamentava o seu uso nos animais, e desde 1439 documenta-se o fabrico de chocalhos em Alcáçovas, quando os seus mesteirais se arregimentaram na Casa dos Vinte e Quatro, em Évora (MONIZ, 2000).
Uma actividade que continuava florescente nos finais do século XIX, já que em 1890, existiam em Alcáçovas dez oficinas com vinte chocalheiros. Em 1913, dezassete famílias trabalhavam nesta indústria (PINHEIRO, 1995).
Quando da constituição do Gabinete do Artesanato Regional do Distrito de Évora (G.A.R.D.E.), em 1963, no âmbito do Museu do Artesanato Regional, existiam as seguintes oficinas em laboração: António Grosso Sim-Sim, João Chibeles Penetra, Joaquim Firmino da Silva Sim-Sim, Francisco Barroso e Silvério Augusto Sim-Sim, que forneceram chocalhos para exposição e também para venda ao mercado.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Chocalho estreito

Um outro tipo de chocalhos do espólio do Centro de Artes Tradicionais é o chocalho estreito, diferindo na forma e no tipo de badalo dos restantes. Um exemplo é da peça da imagem, com o número de inventário CAT 9.MET.
Chocalho cilíndrico, de tipo estreito, de pequenas dimensões, realizado em chapa de ferro, de cor acobreada, possivelmente utilizado para ovelhas. Possui asa semi-circular, lisa, soldada ao corpo do chocalho que apresenta uma fita no bordo da peça para impedir que abra.Tem um badalo fabricado com folha de metal enrolado sobre si mesma, do mesmo comprimento do chocalho, preso na parte superior, notando-se, no exterior, uma aleta de reforço.

Chocalho reboleiro

No espólio do Centro de Artes Tradicionais existem vários tipos de chocalhos. A peça apresentada hoje tem o número de inventário CAT 38.MET, tendo autoria e datação desconhecida.
Este chocalho cilíndrico de tipo reboleiro, originário das Alcáçovas, é executado em chapa de ferro, de cor acobreada. Possui asa semi-circular, com as laterais dobradas, soldada ao corpo do chocalho. Este vai-se estreitando até ao bordo, formando dois bicos salientes na parte superior.
Apresenta uma pequena fita no bordo lateral para impedir que o chocalho abra e sinais de raspagem em todo o corpo do chocalho.Tem um badalo de azinho (cartel), do mesmo comprimento do chocalho, com um bico saliente de forma côncava, que é fixo por uma fita de cabedal enrolada a uma argola de metal, presa na parte superior, notando-se, no exterior, uma aleta de reforço.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Chocalho embarrado

Como na próxima sessão de Artesanato ao vivo vão ser executados este tipo de peças, aproveitamos esta oportunidade para divulgar no blogue alguns chocalhos da colecção do Centro de Artes Tradicionais.
De forma a melhor compreender o seu processo de fabrico, hoje publicamos uma imagem de um Chocalho embarrado, com o número de inventário CAT 195.MET. Da autoria de João Chibeles Penetra (n. 1926), chocalheiro das Alcáçovas e fundzador do Museu do Chocalho na localidade, esta peça data dos anos 80.
Após a fase de corte e de enrolamento (o processo de moldar chama o chocalheiro de enrolamento) estar completa, inicia-se a fase de embarrar o chocalho. Este é envolto por uma mistura de barro amassado de saibro (argila com mistura de areia e pedras) misturado com moinha (fragmentos miúdos de palha que ficam na eira depois da debulha dos cereais, actualmente isso já não acontece e o artesão compra a palha e manda-a para um triturador para ficar o tamanho conforme se quer) que tem a finalidade de não deixar gretar o barro e de conseguir aguentar o calor da forja.
O chocalheiro põe o barro seco num barreiro com água, abrindo sulcos e põe-o em lama, levando-o para a pedra de amassar o barro, e conforme a sua quantidade, idêntica é a quantidade da moinha. O barro espalma-se de modo a cobrir por completo o chocalho em bruto, colocando-se no seu interior pequenos pedaços de latão, que são distribuídos pelas duas faces. Este metal é que vai soldar o chocalho e cobrear.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Como se faz um chocalho

Numa chapa de ferro polido riscam-se vários chocalhos com o mesmo tamanho. Depois de cortados os vários rectângulos, são talhados.
O chocalho é enrolado com um martelo, bigorna, e a força das mãos. Seguidamente fazem-se outras componentes do corpo do chocalho – asa, céu, batente com os instrumentos anteriormente referidos. Em seguida, utiliza-se o barro que é derregado e amassado com palha triturada, que se designa moinha. Esta serve para embarrar o chocalho, corta-se o latão para ser colocado e entre a pasta e o chocalho, que tem de enxugar muito bem para que não fique com humidade, o que pode demorar uma a duas semanas.
Quando está bem seco vai ser soldado, a fusão do latão com a chapa de ferro permite soldar as costuras, dar consistência à chapa, além de dar cor ao chocalho. Para isso a chapa de ferro tem de ficar ao rubro. É retirado o chocalho e rebolado no chão em cima do cisco de forma a que o latão , enquanto está liquido cubra todo o chocalho, sem ficar demasiado retido na boca.
O chocalho é mergulhado em água. Parte-se o cuscumalho, e vai a afinar na bigorna com o martelo através de pancadas até chegar ao som pretendido. A afinação consiste na obtenção máxima do som que cada chocalho dá. A fase final consiste no polimento do chocalho para puxar o brilho, na colocação do badalo de madeira e da coleira, feita em pele de vaca, que é fixa por uma fivela em latão. Se o chocalho tiver mais de 25 cm o artesão coloca a sua marca, ou a do cliente no caso dele a fornecer.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Aprendizagem de Francisco Cardoso

No dia 15 de Agosto, a sessão de artesanato ao vivo conta com a presença de um chocalheiro - Francisco Cardoso.
Publica-se hoje um excerto de uma entrevista dada pelo artesão em 2002, no âmbito de um recenseamento, sobre a sua aprendizagem:
Aprendi com o senhor José Luís Maia aos 16 anos, durante 6 anos fiz o percurso de aprendizagem, criando em 1998 uma sociedade. Vim aprender com um parente como chocalheiro. Comecei a frequentar a casa e a praticar ao fazer chocalhinhos e badalos. Sempre gostei muito de trabalhos manuais, nunca sai uma peça igual, é sempre um gozo fazer uma nova peça.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Viola campaniça

A viola popular portuguesa chegou até aos nossos dias sob várias formas e denominações: braguesa, ramaldeira, amarantina, toeira, de arame, da terra e, no sul do país, campaniça.Descendente da viola barroca, a viola popular portuguesa chegou até nós com cinco cordas duplas.
No Baixo Alentejo tomou o nome característico de viola campaniça. A origem do nome vem, inquestionavelmente, da sua radicação na zona do “Campo Branco”, geograficamente situada na região que compreende os concelhos de Aljustrel, Ourique, Castro Verde, Almodôvar e parte do concelho de Odemira.
Na primeira metade da década de 80, ocorreu uma investigação sobre a viola campaniça. Aquando da sua fase exploratória, verificou-se que os tocadores deste instrumento musical já estavam todos em idade avançada, entre os quais é de destacar: Manuel Bento (Funcheira) e Francisco António (Ourique-Gare).
No entanto, nos finais da década de noventa, gerou-se um movimento de renascimento e entusiasmo em torno da viola campaniça, o que veio a causar o surgimento de jovens tocadores do instrumento, entre os quais Pedro Mestre.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Execução de violas campaniças no Centro de Artes Tradicionais

Não perca a sessão de artesanato ao vivo do próximo sábado como uma boa oportunidade de conhecer o porquê da existência deste tipo de viola e as suas prinicipais características enquanto o artesão executa este instrumento.
Até lá, publica-se hoje um artigo da revista Única, editada no Expresso, sobre Pedro Mestre, um um jovem tocador e artesão, responsável pela recuperação da viola campaniça em Castro Verde:
"Cresci a ouvir um programa na Rádio Castrense em que as pessoas participam, cantando as modas tradicionais e dizendo poesia, e eu telefonava e cantava em directo, à capela, aqueles temas que eu ouvia a minha mãe ou os homens na tasca a cantar.
O mestre Manuel Bento, que nós consideramos o mestre dos mestres, é desse tempo em que a viola campaniça era peça fundamental das tascas. Uma tasca tinha de ter uma viola, para poder acompanhar os cantos de improviso, também chamados «cantos de despique». O despique é uma desgarrada, com uma melodia, e uma rima, e regras próprias.
O ponto é uma palavra da rima, com que todas as outras quadras têm de rimar. Quando algum dos cantores diz uma palavra que já foi repetida na rima, isso chama-se «pisar o ponto». Quem pisa o ponto sai da roda e tem de pagar cinco litros de vinho. Os cantares ao despique falam de tudo, da satisfação de estar juntos, da vida dura do campo, da velhice, da morte, da actualidade, dos problemas do país.
Às vezes há contendas pessoais que se resolvem ao despique. Uma vez, numa aldeia, houve um pai que tinha desprezado o filho, e quando o filho já era homem, encontravam-se na taberna e cantavam ao despique. A viola campaniça tem uma cintura muito acentuada, muito delicada, que forma um oito, e uma sonoridade muito doce, e característica. Tem cordas em aço, por vezes em latão, é dedilhada com o polegar da mão direita e ponteada segundo uma técnica que é diferente de todos os outros instrumentos.
Nós costumamos dizer que a campaniça é uma voz que se junta às outras vozes, porque ela canta a melodia do princípio ao fim. A campaniça tomou conta da minha vida. Toco todos os dias, várias horas. Fundei corais, ajudei a criar uma escola-oficina em Castro Verde, tenho um programa de campaniça para as escolas do 1.º ciclo.
Fui já várias vezes ao Brasil, a encontros de violas em que juntamos a campaniça com a viola caipira, que têm as mesmas origens. No Brasil eles também têm repentistas. Gostava que os instrumentos tradicionais portugueses fossem ensinados nos conservatórios, a campaniça, a braguesa, a beiroa.... Talvez seja por haver pouca coisa escrita, poucas partituras. Alguns miúdos acham que a música tradicional é uma coisa de velhos, sem interesse para eles. Mas eu acho que se eles não se interessam é porque ninguém lhes mostra."

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Violas campaniças de Pedro Mestre

Desde 2002 que este Pedro Mestre também se dedica à construção de Violas Campaniças, que aprendeu a construir com o artesão Amílcar Silva. Em 2003, fundou, na Aldeia da Sete, a Associação de Cante Alentejano “Os Cardadores, com o objectivo de preservar os usos e costumes do concelho de Castro Verde.
Neste ano e, em 2004, foi formador na Escola/Oficina de Violas Campaniças, dinamizada pela Cortiçol – Cooperativa de Informação e Cultura de Castro Verde. Em 2007 foi participação especial no espectáculo multicultural, “O Homem que À Terra Canta”, no IV Encontro de Culturas de Serpa (Portugal), que reuniu artistas de Portugal, Brasil, Espanha e Cabo Verde.
Em 2007 lançou ao lado do Violeiro do Brasil Chico Lobo o Cd 'Encontro de Violas – Viola Campaniça e Viola Caipira" – trabalho inédito no mundo e que demonstra como duas culturas podem interagir pelas cordas das violas"Nos anos lectivos 06/07 e 07/08 foi animador de música tradicional/cante alentejano, na disciplina de música tradicional/cante Alentejano nos quatro anos de escolaridade dos alunos das escolas do 1º ciclo do ensino básico, do concelho de Almodôvar.
Pedro Mestre já editou vários trabalhos de grupos corais, dos quais é Mestre e mantém actualmente como ninguém a tradição do toque da viola campaniça, efectuando espectáculos por todo o País e no estrangeiro. Para além disto, também é artesão e preside uma das maiores associações do concelho de Castro Verde, a ACA Os Cardadores.Actualmente, Pedro Mestre apresenta a viola campaniça em três formas: uma com o Grupo de Violas Campaniças, acompanhado de vozes femininas, outra acompanhando improvisadores do cante de despique e baldão e, outra ainda, apresentado modas campaniças a solo, acompanhado por outros instrumentos (viola ritmo, viola baixo e precursão).

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Pedro Mestre na sessão de artesanato ao vivo a 8 de Agosto

Pedro Mestre é natural da localidade Aldeia de Sete, concelho de Castro Verde, localidade onde ainda reside. Desde pequeno que nutre um enorme gosto pela música tradicional alentejana, devido ao facto de ouvir a sua mãe cantar modas alentejanas.
Posto isto, entrou aos 10 anos para o Coral Infantil “Os Carapinhas” e, aos 12 anos, aprendeu a tocar viola campaniça com o mestre Francisco António (mais conhecido por Chico Bailão). Aos 13 anos ingressou no Coral Masculino “Os Ganhões” e um ano mais tarde assumiu o cargo de Mestre Ensaiador do mesmo grupo.
Em 2001, foi fundador de dois grupos corais da freguesia de Santa Bárbara de Padrões: Grupo Coral e Etnográfico “Os Cardadores” e Grupo Coral e Etnográfico “As Papoilas”, sendo também o mestre Ensaiador dos mesmos. Em 2002, assume o lugar do seu mestre – Chico Bailão –, dando continuidade ao Grupo de Violas Campaniças de Castro Verde, no qual fica a tocar com o mestre Manuel Bento.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Como Serafim Parrulas faz tarros de cortiça

A cortiça é comprada já cozida numa fábrica, quando chega à oficina é mergulhada em água a ferver para se moldar facilmente (são utilizados moldes para fazer as peças) e à medida que talho a peça retiro a cobertura preta. Depois de concluído este processo a peça é lixada e colada.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Experiência de vida de Serafim Parrulas

Hoje publicamos um depoimento do senhor Serafim Parrulas, dado em 2002, no âmbito do recenseamento dos artesãos do distrito de Évora:
Esta é uma forma de estar entretido, e sempre vou ganhando alguma coisita. Tenho feito várias exposições e feiras e vendo tudo bem. Faço todas as peças em tamanho normal e em miniatura, mas a peça que mais faço são tarros. Tenho uma empreitada de 70 tarros até ao fim do mês e não dou conta do serviço. Levam tudo!

terça-feira, 28 de julho de 2009

Serafim Parrulas na próxima Sessão de Artesanato ao Vivo

Artesão natural de Vendas Novas, Serafim Parrulas começou a fazer peças em cortiça ainda em criança, enquanto guardava o gado. Tirador de cortiça de profissão, dedica-se ao artesanato desde a sua reforma, criando tarros, chapéus e outros bonecos em miniatura.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

ARTESANATO AO VIVO AOS SÁBADOS À TARDE EM AGOSTO

1 DE AGOSTO
Serafim Parrulas - Miniaturas em Cortiça, Vendas Novas
8 DE AGOSTO
Pedro Mestre - Violas Campaniças, Castro Verde
15 DE AGOSTO
Francisco Cardoso - Chocalhos, Alcáçovas
22 DE AGOSTO
António Pequito - Olaria, Nisa
29 DE AGOSTO
Maria José Lóios - Tapetes, Arraiolos

sábado, 25 de julho de 2009

Artesão Carlos Barreto presente na sessão de artesanato dedicada às flores de papel

Assista na sessão desta tarde à execução de flores e animais em papel, por parte de Carlos Barreto, responsável por uma das ruas vencedoras de há dois anos passados e que este ano, juntamente com uma equipa de sete pessoas, está a organizar a rua dedicada à Savana de África, uma das futuras Ruas Floridas da vila de Redondo de 2009.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Execução de flores de papel no próximo sábado na "Sessão de Artesanato ao Vivo"

Desde altivos pórticos, passando pelos inevitáveis tectos, às sumptuosas carruagens, corpulentos animais, delicadas peças de roupa, reproduções históricas e contos infantis, até às mesas fartas com iguarias exóticas, as Ruas Floridas revelam um impressionante e complexo mar de papel na sua mais alta manifestação de diversidade e criatividade.
As dimensões da realidade e da ficção fundem-se em harmonia, transportando os visitantes através de um mundo de castelos e cavaleiros, navios e descobertas, pirâmides e reis, jardins e toda a sorte de figuras.Mais do que um evento, as Ruas Floridas representam uma manifestação de afirmação identitária, durante a qual são postos em evidência inúmeros aspectos culturais do concelho de Redondo. Em 2009, as Ruas Floridas esperam por si de 1 a 9 de Agosto!
Mas até lá, passe pelo Centro de Artes Tradicionais, onde a 25 de Julho à tarde, irá estar um artesão a fazer flores de papel. Pode ser que nos revele o tema da sua rua!! Imagem e texto: http://www.cm-redondo.pt/pt/conteudos/Ruas+Floridas/

quarta-feira, 22 de julho de 2009

A história da tradição das ruas floridas do Redondo

Os registos escritos mais antigos que dão conta da ornamentação das festas organizadas pelos populares redondenses, remontam a 1838. Há todavia, na tradição oral, relatos passados de geração em geração, que sustentam a feitura de alguns enfeites de papel por moradores, como complemento ornamental às festas de Agosto, consagradas inicialmente à N. Sra. de Ao Pé da Cruz. Durante décadas, os adornos de papel terão acompanhado as festividades, resultando mais da espontaneidade do que de uma norma instituída socialmente. Por conseguinte, essas práticas evoluíram para a afirmação enquanto elementos culturais cuja presença nas festas é incontornável, já desde esses tempos.
Assim, esse hábito foi criando raízes, pese embora a infelicidade de ter sido relegado na década de 40 do século passado, na sequência da introdução definitiva da luz eléctrica e da deslumbrante iluminação das ruas, com a qual era difícil competir. Hão-de passar décadas, em que os refulgentes efeitos são o centro das atenções, só superadas pela pirotecnia.
É no rescaldo da Revolução dos Cravos, em 1976, que se faz a primeira tentativa de recuperação da tradição do papel, cuja iniciativa partiu de um conjunto de jovens denominado Grupo Pró-Amigos de Redondo. Dá-se por esta altura a autonomização das festas em relação à liturgia da N. Sra. de ao Pé da Cruz e as festas passam a ser popularmente conhecidas por Festas de Agosto.
Impulsionados pelo novo espírito de participação e envolvimento cívico, animados pela importância de um legado transmitido timidamente de geração em geração, este grupo empreendeu a tarefa de incentivar os populares a decorarem as suas próprias ruas com figuras, flores e outros motivos de papel. Alguns dos mais idosos conservavam a habilidade e o conhecimento não esquecidos na imensidão da memória, o espírito comunitário tratou do resto: entre donativos, poupanças e rifas, lá se angariava o suficiente para dar seguimento a usos tão antigos e com resultados tão admiráveis.
No ano seguinte, o número de ruas triplicou (cerca de 16 ruas) a par da dedicação e envolvimento das pessoas. Contudo, terá sido a instituição de um prémio e a sequente declaração da rua vencedora, em condições controversas, o factor que haveria de determinar nova desmobilização dos adornos de papel.
Apesar disso, durante esse novo interregno e à semelhança da primeira interrupção, sem que as pessoas se mobilizassem colectivamente, algumas varandas, balcões e janelas subsistiam rendilhadas aqui e acolá por diversos enfeites de papel, revelando as profundas marcas sulcadas na identidade de uma comunidade.
Somente em 1994, se consolidou o regresso das ruas decoradas com papel, por iniciativa da Câmara Municipal de Redondo e sob o signo das Ruas Floridas, designação que mantém. Consciente das marcas distintivas de tal manifestação cultural, apenas cingida aos adros, aduelas e caixilharias de algumas casas, por manifesta ausência de uma força motriz, a Câmara Municipal chamou a si essa tarefa e organizou as Ruas Floridas, integradas nas Festas de Agosto. De resto, o apoio da edilidade revelou-se fundamental não só para o renascimento do evento como também para a sua sustentação financeira e inevitável crescimento. Com efeito, do tímido arranque com três ruas em 1994, o evento tem vindo a crescer de tal forma que actualmente são perto de quatro, as dezenas de ruas envolvidas. A preparação das Ruas Floridas tem normalmente o seu início em Novembro, Dezembro, altura em que os moradores de cada rua decidem o tema em plenário. A temática escolhida será mantida em estrito sigilo até ao dia em que se dá início à decoração das ruas, se erguem pilares e se montam estruturas de madeira. Antes também era assim e apesar de já não subsistir a competição premiada entre ruas, como no final da década de 70, a manutenção deste segredo inviolável revela aspectos curiosos de um desafio sadio. Este é na verdade um hábito transversal a outros domínios, como por exemplo, a definição das temáticas do Corso Carnavalesco. Durante os meses que se seguem às primeiras reuniões, centenas de pessoas entregam-se diariamente com dedicação e empenho à extenuante missão, cujo único prémio é o reconhecimento dos visitantes e, claro, a particular satisfação de tudo estar absolutamente deslumbrante.
Citado:http://www.cm-redondo.pt/pt/conteudos/Ruas+Floridas/

segunda-feira, 20 de julho de 2009

As flores alentejanas na pintura de madeira

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Decoração de ruas floridas do Redondo

O primeiro núcleo expositivo do Centro de Artes Tradicionais, que encanta os nossos visitantes miúdos e graúdos, é dedicado às festas de ruas floridas do Redondo, iniciativa bienal que irá ter lugar de 1 a 9 de Agosto de 2009 nesta vila alentejana!
Sobre a técnica do papel utilizado para decorar as ruas do Redondo, vai haver uma demonstração ao vivo no último sábado do mês de Julho. Para os mais curiosos, publica-se hoje duas imagens sobre a nossa peça em exposição (em cima) e durante a última festa das ruas floridas, em 2007, dedicada ao tema do Alentejo.
As Ruas Floridas são um evento bienal de base popular, cuja tradição remonta ao século XIX e consiste na decoração das ruas da vila de Redondo com flores e outros objectos elaborados em papel colorido. Os residentes de cada rua organizam-se e escolhem um tema, cabendo a coordenação geral ao Município de Redondo.
Os registos escritos mais antigos que dão conta da ornamentação das festas organizadas pelos populares redondenses, remontam a 1838. Há todavia, na tradição oral, relatos passados de geração em geração, que sustentam a feitura de alguns enfeites de papel por moradores, como complemento ornamental às festas de Agosto, consagradas inicialmente à N. Sra. de Ao Pé da Cruz. Durante décadas, os adornos de papel terão acompanhado as festividades, resultando mais da espontaneidade do que de uma norma instituída socialmente. Por conseguinte, essas práticas evoluíram para a afirmação enquanto elementos culturais cuja presença nas festas é incontornável, já desde esses tempos.
Assim, esse hábito foi criando raízes, pese embora a infelicidade de ter sido relegado na década de 40 do século passado, na sequência da introdução definitiva da luz eléctrica e da deslumbrante iluminação das ruas, com a qual era difícil competir. Hão-de passar décadas, em que os refulgentes efeitos são o centro das atenções, só superadas pela pirotecnia.

Citado:http://www.cm-redondo.pt/pt/conteudos/Ruas+Floridas/

Anabela Custódio pinta guarda-jóias

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Execução de peças de mobiliário tradicional no dia 18 de Julho

A unidade fabril denominada “Mobílias Tradicionais Alentejanas “, actual Mobitral,E.M. é reconhecida não só por produzir mobiliário alentejano, mas pelos seus elevados níveis de qualidade, ao criar um produto genuíno, autêntico e exclusivo.
A Mobitral é uma empresa totalmente inovadora, conjugando a mais antiga tradição do artesanato com as mais recentes técnicas de produção em Portugal.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Artesãos da Mobitral na próxima sessão de artesanato ao vivo

A unidade produtiva “Mobílias Tradicionais Alentejanas”, actual Mobitral, existente no Concelho de Ferreira do Alentejo há cerca de 65 anos, foi propriedade da empresa Agostinho & José Agostinho, Hrds, Lda até ao ano de 1988.
Nesta data, a “Oficina” conheceu um período de grandes dificuldades financeiras que ameaçavam a sua sobrevivência. Foi nesta altura que a Câmara Municipal de Ferreira do Alentejo decidiu intervir de forma a não só garantir a manutenção dos postos de trabalho (cerca de uma dezena de trabalhadores) mas principalmente "Garantir a genuinidade das Mobílias Alentejanas que constituem verdadeiro cartaz do Concelho" – Diário do Alentejo de 11 de Novembro de 1988.
Passados catorze anos criou-se então a Mobitral, num processo que se iniciou com a proposta da criação de uma Empresa Municipal (EM), de acordo com a Lei nº 58/98 de 18 de Agosto. Em Novembro de 2002, deu-se a privatização do capital social da empresa (13% privado e os restantes da Câmara).
A Mobitral dispõe actualmente de instalações completamente renovadas e construídas de raiz, assim como os mais recentes equipamentos necessários à laboração, o que permite à empresa competir de forma saudável, no mercado, com as suas congéneres.
Citado de www.mobitral.com

terça-feira, 14 de julho de 2009

18 de Julho | Artesanato ao vivo com Anabela e Luis Custódio

Na sessão de 18 de Julho, irão estar presentes Anabela e Luis Custódio , que se dedicam à Pintura de Mobiliário Tradicional. Anabela pinta há 8 anos, desde que participou num curso de formação profissional em Ferreira do Alentejo, começando em 2001 a trabalhar numa oficina com mais de 60 anos de história, no interior desta vila.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Antónia Polido borda Alinhavados de Nisa

Hoje publicamos um pequeno vídeo da bordadeira nisense Antónia Polido, que esteve presente na última sessão de artesanato ao vivo.

Fernanda Crespo a bordar Alinhavados de Nisa

Frioleiras

As frioleiras, também chamadas de espiguilha, são rendas feitas directamente com os dedos utilizando uma agulha navete.
Deste gesticular de mãos, em que se vai formando um caseado, resultam várias rendas, bem como outras peças, como por exemplo golas para blusas, argolas para guardanapos, etc.
O material necessário para a realização deste trabalho é a agulha navete, linhas, tesoura e pano de linho ou feltro.
Citado de: Museu do Barro e do Bordado - Terra bordade de encantos

domingo, 12 de julho de 2009

Aplicações em feltro

Os tradicionais cobertores de feltro com a faixa ao fundo, assim como as saias de camilha e os centros de mesas são uma das mais antigas formas de bordar em Nisa.
Sendo os únicos trabalhos onde é utilizada a máquina de costura, estas peças têm vários motivos de desenho, onde os mais frequentes são as flores, parras, todo o tipo de folhas, cachos de uvas e outros relativos à flora local.
Peça da imagem em exposição:
Cobertor (inacabado), 2008
Nisa, Maria Dinis Pereira
Trabalhos de Faixa/ Feltro e linhas
Colecção Maria Dinis Pereira
Foto: C.M.Nisa
Citado de: Museu do Barro e do Bordado - Terra bordada de encantos

sábado, 11 de julho de 2009

Alinhavados de Fernanda Crespo e Antónia Polido esta tarde

O Grupo de Alinhavados de Nisa tem sido responsável por recriar modelos antigos nos Alinhavados, como os existentes na exposição temporária "Artesanato de Nisa - Ponto por Ponto, Pedra por Pedra", coloridos - azul e amarelo, uma vez que actualmente todos os alinhavados executados neste concelho do Norte Alentejano são brancos.
Venha conviver, hoje a partir das 15 horas, com as bordadeiras nisenses no Centro de Artes Tradicionais e descubra os segredos dos seus bordados!

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Mãos de Nisa que sabem bordar

Entre linhos e enleios Que provocam devaneios Nas mãos que sabem bordar Surgem de baús fechados Os mais belos alinhavados Que a terra soube criar.
Amplamente reconhecido pela sua beleza e singularidade nas suas múltiplas expressões, Ponto por Ponto, Pedra por Pedra é o retrato fiel do genuíno Artesanato de Nisa.
Visite no próximo sábado à tarde a exposição "Artesanato de Nisa - Ponto por Ponto, Pedra por Pedra" e conviva com as autoras de algumas destas peças na sessão de "Artesanato ao Vivo", a partir das 15 horas.
Fonte: C.M. Nisa

quinta-feira, 9 de julho de 2009

11 de Julho | Grupo de Alinhavados de Nisa

Na sessão de Artesanato ao Vivo de 11 de Julho, vamos contar com a presença do Grupo de Alinhavados de Nisa - Grupo formado há cerca de 20 anos e que é constituído por 12 senhoras que se reúnem com alguma frequência para executar bordados, alinhavados em linho branco e de cor, bilros, frioleiras, aplicações em feltro, etc., com a orientação de Antónia Polido e Fernanda Crespo.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Bordados de Nisa

Com enorme implementação popular, os bordados de Nisa são amplamente reconhecidos pela sua beleza e pelas características únicas das suas múltiplas expressões.
Desde muito jovens que as raparigas começavam a preparar o enxoval e as peças bordadas tinham na altura duas finalidades. Para algumas, a arte do bordado destinava-se para uso prórprio, mas para outras, as peças eram vendidas pela altura do casamento. Com o dinheiro angariado, essas raparigas compravam ou mandavam construir a sua casa.
Citado de: Museu do Barro e do Bordado - Terra bordada de encantos

terça-feira, 7 de julho de 2009

Mãos sábias bordam sonhos em Nisa

Gentes que trabalham com mãos Que bordam na terra sonhos que geram crianças Que moldam caminhos, juntos sozinhos… São as mãos que tocam, nos envolvem, Nos confortam, nos seguram, nos dão força, Nos embalam, nos recebem, abertas… …Mãos do Ontem, do Amanhã e do Presente
Mas também são as mãos sábias dos artesãos de Nisa que nos brindam nesta exposição, desenhada Ponto por Ponto, Pedra por Pedra, no Centro de Artes Tradicionais!
Fonte: C.M.Nisa

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Pedrado de 2ª. - Olaria de Nisa

O pedrado desta qualidade já tem um desenho de menor dimensão e mais elaborado, preenchido com pedra (quartzo)de crivagem maior, ou seja, com mais pormenor na decoração do desenho.
Um exemplo é da imagem, uma peça exposta no Centro de Artes Tradicionais, Bicheira - da autoria de António Pequito e Joaquina Mendes, datada de 2009.
Citado de: Museu do Barro e do Bordado - Terra bordada de Encantos

domingo, 5 de julho de 2009

Mãos sábias de Nisa trazem barro e pedrinhas

Ventos da Serra Trazem barro e pedrinhas Mãos sábias bordam estórias Algumas velhas glórias Que enfeitam cantarinhas. Mãos cheias de estórias, Vincadas por um tempo sem fim, irrepetível e único. Mãos delicadas que bordam no linho, um misto de fios contados e desenhos de todas as cores. Mãos hábeis que bordam no barro Como se de uma peça de linho se tratasse.
Fonte: C.M.Nisa

sábado, 4 de julho de 2009

Maria da Graça na "Sessão de Artesanato ao vivo " desta tarde

Continuando uma arte com tradição familiar em Nisa, esta artesã - proprietária da Olaria Louro, começou a "pedrar" aos 11 anos. Actualmente é responsável pela decoração das peças em barro criadas pelo seu marido, António Louro, como cântaros, barris, etc.
Venha conhecer os trabalhos decorativos desta artesã hoje à tarde no Centro de Artes Tradicionais, a partir das 15 horas!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Pedro Mestre - artesão e cantor

Este artesão, sendo responsável por oficinas e workshops de música tradicional alentejana, mantém como ninguém a tradição do toque da viola campaniça, executando as próprias violas que toca, com o objectivo de preservar os usos e costumes do concelho de Castro Verde.
Venha assistir à Sessão de Artesanato ao vivo no sábado à tarde, dia 8 de Agosto, e descubra como se faz uma viola e os seus tons musicais!!!

António e Maria da Graça Louro

António Louro, de 60 anos, trabalha na olaria criada pelo seu pai (já falecido) com a sua esposa Maria da Graça Louro, de 57 anos, que pedra o barro no atelier da loja de artesanato.
Umas bordam no tecido e outras no barro, refere Maria da Graça que constata que afinal é como que um mesmo o trabalho que está reservado às mulheres.
O artesanato de Nisa é profundamente feminino, pois é tradicionalmente das mãos e da sensibilidade das mulheres que nasce a beleza dos seus trabalhos, seja ele nos bordados ou na olaria.
Venha descobrir pessoalmente como estas mulheres executam esta arte, nas duas próximas "Sessões de Artesanato ao Vivo" no Centro de Artes Tradicionais, das 15 às 18 horas: Maria da Graça Louro participa já no dia 4 de Julho enquanto um grupo de bordadeiras vem no sábado seguinte.
Citado de: Museu do barro e do bordado. Terra bordada de encantos.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Olaria de Nisa - Pedrado de 1.ª

Na olaria de Nisa existem quatro tipos de pedrado - o pedrado mais antigo (que foi o primeiro tipo utilizado na decoração desta loiça), feito com pedra mais grossa e desenho de dupla fiada, os pedrados de primeira, segunda e terceira qualidades.
O pedrado de 1ª. qualidade apresenta um desenho de grande elaboração, preenchido com pedra de muito pequena dimensão, resultando num trabalho de grande detalhe, sendo aquele o que mais tempo e arte requer.
Citado: Museu do Barro e do Bordado. Terra bordada de encantos.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

PROGRAMAÇÃO DAS SESSÕES DE ARTESANATO AO VIVO EM JULHO

4 DE JULHO Maria da Graça Louro Olaria Pedrada 11 DE JULHO Grupo de Alinhavados de Nisa Bordados e Alinhavados de Nisa 18 DE JULHO Anabela Custódio Pintura de Mobiliário Tradicional 25 DE JULHO A designar Flores de papel do Redondo

sábado, 27 de junho de 2009

Centro de Artes Tradicionais - Apoio ao Artesanato e aos Artesãos

No Domingo à tarde, dia 28 de Junho, no Palácio D. Manuel vai-se falar sobre o artesanato. Iniciativa organizada pela Câmara Municipal de Évora, com o apoio do IEFP. O Departamento de Desenvolvimento Económico desta entidade convidou a Turismo do Alentejo como forma de dar a conhecer o trabalho que o Centro de Artes Tradicionais tem promovido em quase dois anos de funcionamento.
Apareça, a sessão começa às 15 horas! Deixo-vos aqui o programa do Seminário/ Mostra de Artesanato 15h00 – Recepção aos convidados – Sessão de Abertura – Senhor Presidente – Câmara Municipal de Évora – “Certificação e Marcas no Artesanato” – Dr. Fernando Gaspar, Presidente do PPART – Programa para a Promoção dos Ofícios e das Microempresas Artesanais – Coffee Break – “Centro de Artes Tradicionais de Évora – Apoio ao Artesanato e aos Artesãos” Comunicação da Turismo do Alentejo, ERT – Debate (Moderador: Dr. Monarca Pinheiro) 17h00 – Entrega de Prémios 17h30 – Encerramento da Sessão

Pintura de mobiliário tradicional na Sessão de Artesanato desta tarde

Hoje à tarde vamos ter a presença de Isabel Ourives, que se dedica à pintura de mobiliário tradicional alentejano em miniatura. Venha descobrir como a artesã executa os seus trabalhos:
Adquiro os móveis por medida da fábrica ou encomenda ao carpinteiro. Trato a madeira com coprinol. Barro com massa de betume (este barramento permite que a peça fique com uma textura homogénea). Lixo e aplico uma demão de sub-capa, o que permite à madeira não absorver o esmalte. Lixa-se novamente e aplica-se a primeira demão de tinta de esmalte. Lixa-se pela terceira vez e aplica-se uma segunda demão de esmalte. A peça está pronta a ser decorada.
Traço a peça, que geralmente é decorada por um conjunto de flores variadas compostas por: flores de aloendro ou alandro, malmequeres, papoilas, miosótis, botões. A tinta das flores é cenógrafa, amassada com óleo de linhaça, é adicionado secante.
Entrevista concedida por Isabel Ourives em 2002

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Trabalhos de Isabel Ourives

Descubra as miniaturas de Isabel Ourives neste sábado, dia 27, a partir das 15 horas: Mobílias de quarto, casa de jantar, de cozinha, arcas, tabuleiros, estanheiras, cadeiras, bancos, porta-guardanapos, paliteiros e outros acessórios. Trabalhos também executados em tamanho real, como pode ver pela fotografia em baixo, apesar de Isabel preferir as primeiras.
Até lá pode consultar o blogue da artesã para visualizar a variedade dos trabalhos da artesã: http://renascerdasartes.blogspot.com/

Através dos seus pincéis de traço, bastão ou burra, e tinta, esta artesã dá vida e cor às suas peças!

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Entrevista a Isabel Ourives sobre a sua experiência

A extinta Região de Turismo de Évora desencadeou em 2002 um recenseamento aos artesãos do distrito de Évora. Nesse ano foi também entrevistada Isabel Ourives que irá participar na próxima sessão de "Artesanato ao Vivo", altura em que o visitante terá oportunidade de falar pessoalmente sobre a sua vivência com esta pintora. Até lá, fique com este excerto:
Nós, no artesanato, temos que nos adaptar a tudo o que temos à mão, é um pouco educação de vista, temos a noção da distância porque ao pintar não utilizamos réguas nem esquadros para centrar os ramos. Actualmente estamos a atravessar uma crise geral e o artesanato não é excepção. É importante que esta actividade se desenvolva, o artesanato não pode morrer. A maior parte dos clientes são pessoas do norte do país e emigrantes, os alentejanos não dão o devido valor ao preferir mobiliário de outros lados. Há uns anos houve uma procura razoável para mobilar montes alentejanos, o que actualmente já não se sucede, apenas as cadeirinhas de crianças continuam a ser muito apreciadas. Regra geral, trabalho por encomenda.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Olaria Pedrada de Nisa

Até ao momento desconhece-se quais as origens precisas da olaria pedrada de Nisa, há apenas a certeza de que esta característica decorativa do pedrar se deve, pelo menos, à habilidade de mãos femininas que conseguem bordar o barro como se de uma peça de linho se tratasse.
Na composição da pasta entram duas espécies de barro: o barro branco e o mais escuro, por vezes designado de preto, e na finalização, para acabar a peça, utiliza-se uma "pintura" de barro vermelho.
O chamado barro branco foi desde sempre extraído nas Estibas (concelho de Nisa), numa propriedade da Santa Casa da Misericórdia, que como form de pagamento recebia parte do barro já feito. No que se refere ao barro vermelho os oleiros dizem ir buscá-lo a Portalegre, Arronches e Serra de S. Miguel.
Quanto à pedra utilizada, trata-se de quartzo proveniente fundamentalmente da Serra de S. Miguel. Para ser partida, a pedra é primeiro cozida.
Visite a nossa exposição temporária "Artesanato de Nisa - Ponto por Ponto, Pedra por Pedra" para conhecer alguns exemplares desta arte. Bicheira, 2009 Nisa, António Piedade e Antónia Carita Olaria pedrada (Pedrado grosso)/ Barro e quartzo Colecção de António Piedade e Antónia Carita
Citado de "Nisa - Museu do Barro e do Bordado - Terra bordada de encantos", Maio de 2009

terça-feira, 23 de junho de 2009

No próximo Sábado mais uma sessão de Artesanato ao Vivo

27 de Junho - Isabel Ourives / Pintura de mobiliário tradicional
Esta artesã de Montemor-o-Novo aprendeu a pintar em 1992, num curso de formação profissional de mestre-tinta. Depois de lixar e aplicar as demãos de tinta necessária, Isabel Ourives traça a peça, que geralmente é decorada por um conjunto de flores variadas.

domingo, 21 de junho de 2009

Turismo do Alentejo na Feira de S. João 2009

A Turismo do Alentejo, E.R.T. está presente na Feira de S. João de 2009 com um stand onde pode descobrir o de melhor a visitar na região, pormenores da campanha "No Alentejo há mais", assim como visitar uma pequena exposição de artesanato do Alentejo.
O distrito de Évora está representado com Bonecos de Estremoz e Chocalhos de Alcáçovas.
Visite o stand até 30 de Junho e depois passe pelo Centro de Artes Tradicionais, bem perto deste evento! Basta subir a rua da República e virar na segunda à esquerda para saber com mais pormenor o que de melhor se tem feito de artesanato na região!

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Bordados e Alinhavados de Nisa na próxima sessão de Artesanato ao Vivo

No próximo sábado à tarde, dia 20 de Junho, vai estar presente a bordadeira Maria José Carito na "Sessão de Artesanato ao Vivo" do Centro de Artes Tradicionais, em Évora.
Mestra do Grupo da Junta de Freguesia do Espírito Santo, Maria José Carito, ensina às várias donas de casa que se reúnem neste local bordados tradicionais do concelho de Nisa - bainhas abertas, alinhavados, ponto de cadeia, etc.
Caso deseje saber com mais pormenor a nossa localização, basta clicar no seguinte link:

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Opiniões dos visitantes da exposição temporária "Oficina da Terra - Dez Anos de Sorrisos em Barro"

“Viemos de passagem e levamos a exposição como uma das melhores descobertas. A “Polaroid da Boda” foi a nossa preferida, porque é a verdadeira representação do casamento português. Viva o Tiago Cabeça, a Magda Ventura e todos os artesãos de Portugal !” Inês C. Matos, Ana (ilegível), Susana Barrancos (16/12/08) “Maravilha, amei! A exposição provisória de Magda e Tiago é incrível, parabéns a estes artistas giros.” Jaqueline, Brasil (05/02/09) “I love the nativity scenes, very varied. Tiago is a very amazing and colorful man!” Mr Pipo, Inglaterra (13/04/09)

sábado, 13 de junho de 2009

Resultados da última exposição temporária

No período em que decorreu a exposição "Oficina da Terra - Dez Anos de Sorrisos em Barro", de 26 de Novembro de 2008 a 23 de Maio de 2009, o Centro de Artes Tradicionais recebeu 3.330 visitantes, sendo 2.347 nacionais e 983 estrangeiros. Do total de visitantes, destacamos os seguintes segmentos:

Crianças: 221; Estudantes: 210; Escolas: 697; Idosos: 323;

quarta-feira, 10 de junho de 2009

ARTESANATO DE NISA AO VIVO

Até ao dia 29 de Novembro, data em que a exposição “Artesanato de Nisa – Ponto por Ponto, Pedra por Pedra” está patente ao público, o Centro de Artes Tradicionais tem para oferecer várias actividades, que vão desde demonstrações de arte ao vivo à organização de visitas às olarias e casas de bordados de Nisa.
Dia 20 de Junho, Maria José Carito, do Grupo da Junta de Freguesia do Espírito Santo vai participar nas sessões com o seu trabalho.

terça-feira, 9 de junho de 2009

XICO TAREFA NA PRÓXIMA SESSÃO DE ARTESANATO AO VIVO

No dia 13 de Junho vamos contar com a presença de Xico Tarefa, representando a Olaria do Redondo.
Este mestre do Redondo trabalha na olaria desde 1964, dedicando-se à reprodução e recriação da louça típica deste centro oleiro.

domingo, 7 de junho de 2009

Resultados de "Há Surpresas no Museu"

Com o fim da actividade "Há Surpresas no Museu", partilhamos no nosso blogue o resultado desta actividade pedagógica, organizada por alunas do curso de Educação de Infância da Universidade de Évora.
Durante aproximadamente um mês, de 16 de Abril a 22 de Maio, 7 infantários inscreveram-se, recebendo o Centro de Artes Tradicionais no total 255 crianças às Quintas e Sextas-feiras.
Vieram-nos visitar várias salas dos seguintes infantários:
Escola Irene Lisboa Oratório S. José Associação de Desenvolvimento e Bem Estar Social Centro de Actividades Infantil Coop de Berço Palmo e Meio Legado do Caixeiro Alentejano

sábado, 6 de junho de 2009

Hoje à tarde temos mais uma sessão de artesanato ao vivo

6 de Junho - Manuel Martins Cabaças esculpidas
Este artesão de Évora é responsável por todo o processo de escultura das cabaças - desde a plantação das sementeiras ao esculpir da cabaça.

PROGRAMAÇÃO DAS SESSÕES DE ARTESANATO AO VIVO EM JUNHO

6 de Junho - Manuel Martins Cabaças esculpidas 13 de Junho - Xico Tarefa Olaria do Redondo 20 de Junho - Maria José Carito Bordados e Alinhavados de Nisa 27 de Junho - Isabel Ourives Pintura de mobiliário tradicional

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Há Surpresas no Museu chegaram ao fim

Palmo e Meio e Associação de Creches (nas imagens) foram as últimas escolas a participar na actividade "Há Surpresas no Museu", que terminou a 22 de Maio.
O Centro de Artes Tradicionais agradece desta forma a participação das alunas Bárbara Rosa, Julieta Tobias e Marta Bilro, pelo seu desempenho no papel de Madeira, Cerâmica e Cortiça, respectivamente.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Artesanato de Nisa

A exposição temporária "Artesanato de Nisa -Ponto por Ponto, Pedra por Pedra" reúne cerca de 70 peças, datadas entre meados do século XIX até aos nossos dias, sendo na sua maioria cedidas por artesãos. Colaboraram também nesta iniciativa coleccionadores e entidades como o recém-inaugurado Museu Regional do Bordado e do Barro de Nisa, o que irá permitir aos visitantes do Centro de Artes Tradicionais a percepção da evolução de técnicas e pontos que assumem características muito próprias em Nisa.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Artesanato de Nisa em exposição

A nova exposição do Centro de Artes Tradicionais, organizada em colaboração com a Câmara Municipal de Nisa, tem como principal objectivo retratar o genuíno artesanato de Nisa, através das suas múltiplas expressões- “Alinhavados”,“Bordados”,"Rendas”, “Aplicações em Feltro”e “Olaria Pedrada”-peças demonstrativas de uma riqueza própria das artes tradicionais do Norte Alentejano e que são um exemplo da sua beleza e singularidade.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Bordados de Nisa em exposição no Centro de Artes Tradicionais

Amplamente reconhecidos pela sua extraordinária beleza e características únicas das suas múltiplas expressões, executados por mãos femininas de grande mestria, os Bordados de Nisa ganharam enorme implementação popular, constituindo-se como uma das mais genuínas expressões da identidade das gentes nisenses e um dos pilares da sua economia: as raparigas começavam desde muito novas a bordar as peças do seu enxoval e outras que, por altura do casamento, venderiam, de forma a conseguirem dinheiro para comprar ou construir a sua casa.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Olaria Pedrada de Nisa em exposição no Centro de Artes Tradicionais

Em Nisa existem actualmente muito poucas olarias - a tradição ainda não morreu, muito provavelmente devido à real especificidade das peças que aqui se fabricam e que podem ser vistas no Centro de Artes Tradicionais.
A sua principal característica diferenciadora é sem dúvida alguma a técnica decorativa do empedrado, através de pequenos fragmentos de quartzo branco, que rasgam o barro em sulcos bem delineados, dando azo a belos motivos decorativos, cuidadosamente planeados e essencialmente ligados à flora e fauna regionais.
É principalmente esta arte decorativa, tarefa tradicionalmente levada a cabo por hábeis e experientes mãos femininas (mãos essas já impregnadas de toda uma delicadeza proveninete do fino labor dos bordados) que torna estas peças, simples na sua essência, verdadeiras obras-de-arte, revestidas de enorme beleza e valor artístico.

domingo, 31 de maio de 2009