segunda-feira, 21 de setembro de 2009

CENTRO DE ARTES TRADICIONAIS CELEBRA O SEU 2.º ANIVERSÁRIO

No sentido de comemorar o segundo aniversário do Centro de Artes Tradicionais, vai realizar-se neste local no dia 21 de Setembro, às 16.30 horas, a conferência “A Evolução dos Bordados e Barros de Nisa – Ponto por Ponto, Pedra por Pedra”. Apresentada pela Dra. Carla Sequeira, técnica superior do Museu do Bordado e do Barro de Nisa, seguir-se-á uma visita à exposição temporária, dedicada ao artesanato de Nisa. A entrada é livre, sendo apenas necessário inscrição prévia por haver o limite máximo de 20 participantes. Inaugurado em 2007, o Centro de Artes Tradicionais atingiu já os 18.500 visitantes, na sua maioria portugueses, que tiveram a possibilidade de conhecer a exposição permanente designada “Marcas de Identidade” e várias exposições temporárias que têm decorrido ao longo do tempo, inclusivamente, a actual exposição, intitulada “Artesanato de Nisa – Ponto por Ponto, Pedra por Pedra”, que está patente ao público até ao dia 8 de Dezembro. A Entidade Regional de Turismo do Alentejo tem assim ao longo destes dois anos incentivado a divulgação do artesanato, como elemento da oferta turística da região, ao promover neste espaço cultural não só exposições de diferentes temáticas, como outras actividades, desde ateliers para crianças do pré-escolar, sessões de artesanato ao vivo, visitas guiadas a conferências.

domingo, 20 de setembro de 2009

Centro de Artes Tradicionais adere ao Facebook

Faz hoje dois anos que o Centro de Artes Tradicionais foi inaugurado com pompa e circustância! Para celebrar o nosso 2.º Aniversário aderimos à rede Facebook, como uma forma de nos aproximarmos dos nossos visitantes e artesãos!

Visite-nos em http://www.facebook.com/profile.php?id=100000248628489&ref=name

Se preferir venha assistir amanhã à tarde, pelas 16.30 à conferência proferida pela Dra. Carla Sequeira sobre "A evolução do bordado e do barro de Nisa - Ponto por Ponto, Pedra por Pedra". Celebre connosco os dois anos de abertura oficial ao público do Celeiro Comum!

sábado, 19 de setembro de 2009

A aprendizagem de um escultor de madeira do castanheiro

Nelson Ramos, nascido em 1973 em Faro, rendeu-se à beleza da Vila de Marvão e trocou o Algarve pelo Alto Alentejo.
É um artista autodidacta, sendo a sua grande motivação o gosto de trabalhar a madeira gostando especialmente de elaborar trabalhos que tenham a ver com sentimentos. Desde muito cedo, com cerca de 5 anos de idade, que Nelson Ramos começou a ter gosto por trabalhos manuais.
Adorava pintar, moldar figuras de barro, fazer esculturas na areia da praia. Não possuindo nenhuma formação na área de talha em madeira foi inicialmente uma ocupação para os seus tempos livres. A partir dos 20 anos dedicou-se ao trabalho da talha de uma forma mais séria. Decidido a aprofundar o seu conhecimento na arte da madeira frequentou um curso de carpintaria / marcenaria e de restauro de móveis. Neste curso aprendeu várias técnicas que lhe permitiram restaurar mobiliário e obras de arte antigas, assim como realizar trabalhos em talha de madeira com uma qualidade superior aos antigos realizados.
Apesar de gostar de criar a partir da sua própria inspiração, dá-lhe um especial gozo conseguir captar as motivações e os sentimentos que se escondem nos trabalhos que lhe são encomendados.
HOJE À TARDE
ARTESANATO AO VIVO
AFTERNOON CRAFT LIVE L´ARTISANAT APRÈS-MIDI EN DIRECT
EMBARCACIONES DE LA TARDE EN VIVO NACHMITTAG HANDWERK LIVE IMBARCAZIONI POMERIGGIO LIVE
ESCULTURA EM
MADEIRA DE CASTANHEIRO
SCULPTURE CHESTNUT SCULPTURE DE CHÂTAIGNIER
ESCULTURA DE CASTAÑO SKULPTUR KASTANIEN SCULTURA DI CASTAGNO

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Amanhã à tarde sessão de artesanato ao vivo com Nelson Ramos

Amanhã à tarde, a partir das 15 horas, Nelson Ramos, residente em Marvão, vai estar presente nas Sessões de Artesanato ao Vivo do Centro de Artes Tradicionais e executar peças em madeira de castanheiro.
Até lá, publica-se um pequeno texto no nosso blogue sobre o percurso do artesão, escrito pelo próprio. Nelson Ramos, nascido a 21/03/1973, no Hospital velho da Sé de Faro. Recentemente rendeu-se à beleza da Vila de Marvão e trocou o Algarve pelo Alto Alentejo. É um artista autodidacta, sendo a sua grande motivação o gosto de trabalhar a madeira gostando especialmente de elaborar trabalhos que tenham a ver com sentimentos. Desde muito cedo, com cerca de 5 ou 6 anos de idade, que Nelson Ramos começou a ter gosto por trabalhos manuais. Adorava pintar, moldar figuras de barro, fazer esculturas na areia da praia. Não possuindo nenhuma formação na área de talha em madeira foi inicialmente uma ocupação para os seus tempos livres. A partir dos 20 anos dedicou-se ao trabalho da talha de uma forma mais séria. (...) Decidido a aprofundar o seu conhecimento na arte da madeira frequentou um curso de carpintaria / marcenaria e de restauro de móveis. Neste curso aprendeu várias técnicas que lhe permitiram restaurar mobiliário e obras de arte antigas, assim como realizar trabalhos em talha de madeira com uma qualidade superior aos antigos realizados. Apesar de gostar de criar a partir da sua própria inspiração, dá-lhe um especial gozo conseguir captar as motivações e os sentimentos que se escondem nos trabalhos que lhe são encomendados.
Para mais informações consultar o blogue http://www.talhanelsonramos.blogspot.com/

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Olaria Pedrada do casal Pequito

António e Joaquina Pequito, um casal de artesãos de Nisa, estiveram presentes no CAT a 22 de Agosto a executar olaria pedrada.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIA

ARTESANATO DE NISA
PONTO POR PONTO
PEDRA POR PEDRA
Patente ao público no Centro de Artes Tradicionais até 8 de Dezembro

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Venha celebrar connosco o nosso 2.º Aniversário!

Inaugurado a 20 de Setembro de 2007, o Centro de Artes Tradicionais/ Antigo Museu do Artesanato de Évora comemora no dia 21 de Setembro, o primeiro dia de abertura ao público, dois anos de existência!
Para comemorar a efeméride vai decorrer neste dia a conferência “A evolução dos bordados e barros de Nisa - Ponto por Ponto, Pedra por Pedra" às 16h30, que será apresentada pela Dra. Carla Sequeira, Técnica Superior do Museu do Bordado e do Barro de Nisa.
Para participar nesta iniciativa, basta fazer a sua inscrição directamente no Centro de Artes Tradicionais. Tem até à véspera para o fazer!! O número máximo de participantes é de 20 pessoas e a entrada é livre.
Para mais informações e inscrições contactar: Centro de Artes Tradicionais Largo 1.º de Maio, n.º 3 - 7000-650 Évora Telefone – 266 77 12 12 Fax – 266 730 450 Email – cat.celeirocomum@turismodoalentejo-ert.pt

Esculturas de Marvão na próxima sessão

A 19 de Setembro Nelson Ramos vem a Évora participar nas Sessões de Artesanato ao Vivo e mostrar aos nossos visitantes esculturas em madeira de castanheiro.
Este jovem escultor e restaurador da vila de Marvão, zona rica em castanheiros, dedica-se à arte sacra talhada e execução de brasões, relógios, placas e esculturas em madeira de castanheiro e não só.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Como se borda um Tapete de Arraiolos

Pequeno filme feito durante a sessão de Artesanato ao Vivo de 29 de Agosto, a uma representante da casa de Tapetes de Arraiolos Lóios, enquanto bordava um tapete modelo "Espírito Santo".

domingo, 13 de setembro de 2009

Tapetes de Arraiolos

A 29 de Agosto a Casa de Tapetes de Arraiolos Lóios esteve presente numa Sessão de Artesanato ao Vivo com a D. Maria José, artesã nos seus tempos livres, que aprendeu esta arte em criança com familiares na vila de Arraiolos.
D. Maria José esteve a bordar o fundo do tapete denominado de "Espírito Santo", ou seja, a "preencher", trabalho que a artesã diz que gosta menos de fazer por ser mais monótono.
O tapete na imagem é uma cópia do século XVIII e um dos truques que a artesã nos ensinou é que a linha de bordar não deve ser muito comprida, porque isso obriga a esticar muito, apertando muito os fios, o que causa um tapete "abaulado".

sábado, 12 de setembro de 2009

HOJE À TARDE
ARTESANATO AO VIVO
AFTERNOON CRAFT LIVE L´ARTISANAT APRÈS-MIDI EN DIRECT
EMBARCACIONES DE LA TARDE EN VIVO NACHMITTAG HANDWERK LIVE IMBARCAZIONI POMERIGGIO LIVE
OLARIA EGÍDIO SANTOS
POTTERY EGÍDIO SANTOS POTERIE EGÍDIO SANTOS EGÍDIO SANTOS CERÁMICA
KERAMIK EGÍDIO SANTOS SANTOS CERAMICA EGÍDIO

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

2.º ANIVERSÁRIO DO CENTRO DE ARTES TRADICIONAIS

21 / 09
Conferência
“A evolução dos bordados e barros de Nisa - Ponto por Ponto, Pedra por Pedra”
Dra. Carla Sequeira
16h30m Inscrição gratuita Número máximo de participantes: 20 pessoas

Olaria de São Pedro do Corval

Como a olaria de S. Pedro do Corval constitui um autêntico espelho da vida rural, através de um espírito muito próprio, o Município de Reguengos de Monsaraz aposta no desenvolvimento sustentado deste Centro Oleiro pelo que registou no ano de 2008, no Instituto Nacional da Propriedade Industrial, as marcas nacionais “Olaria de São Pedro do Corval” e “Olaria" para os seguintes produtos e/ou serviços: argila de oleiro, tijolos, barro para tijolos, utensílios de cozinha, loiça de barro vidrado, loiça não em metais preciosos, tigelas e utensílios de uso doméstico não em metais preciosos, recipientes para o uso doméstico ou para cozinha não em metais preciosos.
Venha assistir na tarde de 12 de Setembro à execução de peças de cerâmica pelo jovem oleiro Egídio Santos.
Citado de:http://www.cm-reguengos-monsaraz.pt/pt/conteudos/noticias/notas+de+imprensa/maior+centro+oleiro+do+pais+torna-se+capital+iber.htm

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Olaria de São Pedro do Corval presente no próximo sábado

No sábado 12 de Setembro, a Olaria Egídio Santos vai estar presente na sessão de Artesanato ao Vivo no Centro de Artes Tradicionais, em Évora. Aproveitamos esta oportunidade para publicar aqui um pouco sobre a história deste centro oleiro.
S. Pedro do Corval é considerado o maior do país com 26 olarias em actividade que continuam a pintar os motivos típicos do Alentejo. A olaria de S. Pedro do Corval data a sua existência, ao menos, do período da dominação árabe, conforme o atesta o teor do Foral Afonsino outorgado a Monsaraz em 1276, mas também, a linguagem e a terminologia muito próprias ainda em uso.
Em S. Pedro do Corval podem ser encontradas as mais belas e formosas peças de barro, trabalhadas por habilidosos artesãos que assim continuam uma tradição multissecular de fabrico de louça tosca, vidrada e decorativa, de extraordinário valor estético e etnográfico. Artesãos que dão provas da sua arte aproveitando os magníficos barros das herdades vizinhas da Revilheira, da Folgoa, do Duque e de Avieiros, conjugando, assim, as matérias-primas que os recursos naturais ainda oferecem.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

12 de Setembro - Olaria de S. Pedro do Corval

No próximo sábado irá estar presente nas "Sessões de Artesanato ao Vivo do Centro de Artes Tradicionais" um jovem casal do maior centro oleiro do país - São Pedro do Corval - Egídio Santos, que aprendeu com o seu pai, Teodósio Santos, na Olaria Patalim. Há poucos anos criou a sua própria olaria em S. Pedro do Corval, produzindo todo o tipo de loiça utilitária e decorativa, com a ajuda da sua esposa.

Cafeteira

Com o nº. de inventário CAT 222.MET, apresentamos hoje mais uma peça de metal do espólio do Centro de Artes Tradicionais.
Esta cafeteira de base circular, vai estreitando ligeiramente até ao bordo, que é saliente. Possui uma tampa, também circular, e tem uma pega semicircular ao centro, com as laterais dobradas. A asa, semicircular, foi fixa ao bordo. Esta é de latão e apresenta volutas na extremidades, onde por sua vez foi fixa a uma pequena asa circular, pregada e soldada à peça. Também uma asa lateral foi soldada à peça, entre o bordo e o bojo, apresenta na parte superior uma folha, dobrada a forrar o seu interior.
O aparecimento de folhas metálicas representou uma revolução, ao permitir confeccionar artefactos leves e resistentes que rapidamente vieram substituir os até então produzidos em barro ou madeira.A folha de Flandres, ou chapa zincada, adaptáveis à satisfação de necessidades com determinada especificidade como objectos domésticos ou artigos agrícolas, tudo era executado pelos latoeiros.
A latoaria teve o seu auge antes do aparecimento de matérias-primas concorrentes como o plástico. A introdução deste novo material no mercado provocou uma crise no sector da latoaria, que deixou de ter capacidade para concorrer com uma produção industrializada, que coloca no mercado objectos similares, mais leves e duradouros, a preços reduzidos. Por isso, os actuais latoeiros sentem dificuldades em manter-se no ofício, sobrevivendo porque há artefactos tipicamente feitos neste material, ou porque alguns dos objectos utilitários do passado são actualmente procurados como artefactos decorativos (LIMA, 2001).

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Talha de azeite

Na colecção de metais do espólio do Centro de Artes Tradicionais existem bastantes peças em latoria, cuja autoria é desconhecida.
É o caso desta talha de azeite , com o nº. de inventário CAT 227.MET, uma peça de base circular, estreita na parte superior do bojo para dar origem ao gargalo, que apresenta um bordo saliente (assim como a tampa).
Toda a peça foi pintada de cor laranja. A decoração na talha é proporcionada através de seis anéis circulares no bojo da peça, e um a dividir o bojo do gargalo. Na parte inferior do bojo uma torneira (peça tubular que permite fechar, abrir ou regular o escoamento do líquido).
Em cada parte lateral duas asas circulares que baixam ao centro. A talha possui uma tampa circular, de forma cónica, agregada através de uma dobradiça em metal, na parte traseira da peça, e um fecho em latão colocado na sua face frontal.

domingo, 6 de setembro de 2009

Candeia

A candeia, com o n.º de inventário CAT 216.MET é um objecto de utilidade doméstica mas que também tem uma função decorativa. Pertencente ao espólio do Centro de Artes Tradicionais, esta candeia, descendente da lucerna, tem um reservatório, aberto, circular na base com um bico, onde a torcida aflora. É constituída por dois reflectores hexagonais em cima de uma haste vertical, possuindo no verso um gancho de braço para suspensão.
A peça que apresenta uma decoração na margem através de linhas salientes, tem autor desconhecido e está datada entre 1962 e 1986.

sábado, 5 de setembro de 2009

Hoje à tarde descubra peças de latoaria no Centro de Artes Tradicionais

A partir das 15 horas de hoje assista à execução de algumas peças em latoaria. Descubra qual destas peças que o Latoeiro Francisco Almeida vai criar: cilindros, cafeteiras, calhas para água de chuva, latas para mantimentos, baldes, regadores, chaleiras, lamparinas, candeias, baldes, canecas e tantos outros.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Como se faz uma peça de latoaria

A produção de objectos de folha de Flandres depende de uma série de operações de rebatimento e dobragem que, por vezes, exige pontos de solda, de peças previamente riscadas e cortadas a partir de moldes.
Assim, para se obter um objecto de latoaria procede-se, primeiramente, à riscagem da peça e consequente corte a partir de moldes. Seguidamente, efectuam-se os vincos e as dobras. Com a ajuda de uma bigorna estreita, bate-se a chapa com o maço de madeira e, finalmente, soldam-se os vários componentes.
Trata-se, portanto, de um processo de fabrico simples que requer do artesão mais habilidade manual do que, propriamente, a utilização de recursos técnicos ou ferramentas complexas.Deste modo, os instrumentos utilizados pelo latoeiro reduzem-se a uma tesoura para cortar a chapa, um maço de madeira ou "mascoto" para bater a folha, uma bigorna e uma trancha (para efectuar a curvatura das peças) e uma máquina de dobragem. Através deste processo de fabrico são feitos diversos objectos, nomeadamente candeias, candeeiros e lanternas que, antigamente, se distinguiam nas linhas de produção do latoeiro pela sua utilidade doméstica e mesmo profissional, e os regadores, que eram feitos em chapa zincada.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Latoaria tradicional na próxima sessão de Artesanato ao Vivo

A tradicional arte da latoaria que, outrora, mobilizava muitos artesãos, os quais executavam uma gama variada de objectos em folha de Flandres foram muitos populares, na medida em que estavam bem adaptados à sua função na vida rural, num passado ainda recente.
Contudo, ainda que existam certas peças de latoaria que respondam às necessidades da vida rural e que continuam a ser fabricadas nalgumas oficinas, com a descoberta da electricidade, do plástico e da produção em série, muitos utensílios de folha de Flandres perderam a sua função inicial ou foram substituídos por outros.
Algunss artigos de latoaria ligados com as actividades rurais - a lata para conservação de chouriço, o funil para enchidos, a marmita para transporte de comida para o campo, o cântaro para água, a bilha para o azeite, a bilha para o leite , o funil para o vinho, as candeias e as lanternas ainda hoje são objectos usados na vida rural, mas com menor procura ao nível comercial.
A sua refuncionalização, como objecto de adorno, ou através das miniaturas, assegura a continuidade desta actividade artesanal, hoje em franco declínio.
Venha conhecer no Centro de Artes Tradicionais um dos poucos artesãos que trabalham em latoaria na região de Évora, no dia 5 de Setembro, a partir das 15 horas.
Citado http://arte-na-lata.blogspot.com/2007/08/latoaria-tradicional-heranca-de-portugal.html

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

FRANCISCO ALMEIDA

O artesão que irá participar na próxima sessão de Artesanato ao Vivo, no sábado, dia 5 de Setembro, é natural de Reguengos de Monsaraz. Este idoso de 74 anos foi vendedor ambulante em toda a sua vida, tendo aprendido a trabalhar na latoaria com o seu irmão em S.Miguel de Machede, um verdadeiro mestre segundo Francisco Almeida, que desde novo trabalha nesta arte.
O senhor Almeida faz peças nos seus tempos livres e trabalha mais por encomenda, mas diz que nunca tirou proveito na venda de peças feitas em folha de Flandres, porque leva muito tempo a fazer e dá pouco dinheiro.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Programação das Sessões de Artesanato ao Vivo do mês de Setembro

5 DE SETEMBRO
Francisco Almeida
Latoaria
12 DE SETEMBRO
Egídio Santos
Olaria de São Pedro do Corval
19 DE SETEMBRO
Nelson Ramos
Esculturas em madeira de castanheiro
26 DE SETEMBRO
Pedro Mestre
Violas Campaniças

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Sessões de Artesanato ao vivo com eco na imprensa nacional

Em Agosto, o suplemento "Notícias Magazine" do jornal nacional Diário de Notícias publicou um pequeno artigo a divulgar os temas e artesãos que participaram neste mês.

domingo, 30 de agosto de 2009

Flores e animais em papel

Artesão Carlos Barreto

Estevas em papel

Rato em papel

sábado, 29 de agosto de 2009

Maria José Lóios

Hoje à tarde o Centro de Artes Tradicionais recebe mais um artesão na sessão de "Artesanato ao vivo aos Sábados à Tarde" - Maria José Lóios, da Casa de Tapetes de Arraiolos Lóios.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Tapete de Arraiolos da nossa colecção

Também está em exposição um Tapete de Arraiolos rectangular, proveniente do espólio do antigo Museu do Artesanato e que possui ao centro um medalhão circular (envolvido por flores e festões nas extremidades) em tons de azul, cuja tonalidade se apresenta na barra.
De acordo com o ficheiro do G.A.R.D.E. - Gabinete de Artesanato da Região do Distrito de Évora, o exportador de Tapetes de Arraiolos para esta instituição era a firma M. J. Pinto Xavier & Cª, Lda. de Arraiolos, que produzia a marca Kalifa. O que nos permitiu sbaer que a peça é datada dos anos 80 e originária da actual casa de tapetes de Arraiolos Califa.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Núcleo Tapetes de Arraiolos

No sábado à tarde, além de poder usufruir dos conhecimentos da bordadeira Maria José Lóios, pode igualmente visitar no Centro de Artes Tradicionais vários tapetes expostos no núcleo "Tapetes de Arraiolos", como o da imagem, uma peça emprestada pelo Museu de Évora e que é proveniente do Seminário Maior de Évora, estando datada de finais do século XVIII - inícios do XIX.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Opinião de Maria José Lóios sobre os Tapetes de Arraiolos

Temos grande dificuldade em caminhar em frente. A invasão do mercado pelos tapetes chineses foi muito prejudicial. Há sempre quem queira aprender. O grande problema reside na concorrência estrangeira, tenho fé que tudo se há de modificar. Tenho amor à arte e dificilmente me darei por vencida. Grande defensora do tapete clássico, reconheço que este tem de se adoptar às necessidades do mercado. Não podemos parar. Brevemente será formalizado o “selo de garantia” dos nosso tapetes. É uma defesa e uma valorização para os nossos produtos.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Na oficina com Maria José Lóios

Maria José Lóios, bordadeira de tapetes de Arraiolos no centro da vila, realiza todo o processo de execução de um tapete, inclusive o desenho. Publicamos hoje um excerto de uma entrevista dada em 2002 pela artesã, no âmbito de um recenseamento, em que explica as etapas necessárias para se fazer um tapete.
Procedo à contagem de toda a tela de acordo com o desenho. O tapete é embainhado. Faço a contagem da barra. Armo a barra, faço a armação do interior do tapete (os contornos do desenho). Faço o matiz (encho os contornos) e por fim os fundos. Finalmente faço a franja e aplico-a no tapete.
Venha assistir ao vivo a este trabalho na tarde de 29 de Agosto, a partir das 15 horas, no Centro de Artes Tradicionais.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Tapetes de Arraiolos

Na sessão de Artesanato ao vivo de 29 de Agosto estará presente a bordadeira de tapetes de Arraiolos Lóios, Maria José Lóios, autora da peça da imagem Foto: Manuel Ribeiro.

domingo, 23 de agosto de 2009

Tapetes de Arraiolos na próxima sessão de Artesanato ao Vivo

Maria José Lóios, sócia da Casa de Tapetes de Arraiolos Lóios desde os 39 anos, é a artesã convidada para participar na próxima sessão de artesanato ao vivo. A sua aprendizagem começou aos 12 anos. A sua mãe e irmãs mais velhas incentivaram-me bastante. Aos 14 anos entrou para empresa Califa, que ainda existe, permanecendo cerca de 7 anos na empresa.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

António Pequito

António Pequito trabalha desde 1965 na olaria, em conjunto com a sua esposa Joaquina Pequito, a responsável pela decoração pedrada das peças. Ambos com 67 anos são os mestres mais velhos da olaria tradicional de Nisa.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Olaria de Nisa na próxima sessão de Artesanato ao vivo

No próximo sábado à tarde irá estar presente um oleiro de Nisa, que irá fazer peças em barro a partir das 15 horas no Cntro de Artes Tradicionais, sendo acompanhado pela sua esposa, responsável pela decoração pedrada das peças.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

As origens do Centro de Artes Tradicionais

A sociedade rural, marcada pelos latifúndios do sul e o mundo das aldeias da outras zonas, foi confrontada, em especial desde os anos 60, com processos que modificaram os seus contornos e estruturas. A transformação tecnológica da agricultura e dos hábitos e consumos da população reflectiram-se também nos ofícios e tarefas do trabalhos agrícola e rural: os saberes técnicos tornam-se cada vez mais necessários e tendem a substituir os saberes tradicionais. Sendo o Alentejo, tradicionalmente, uma zona rica nesta área patrimonial e fecunda em artesanato, urgia a concepção de uma política de intervenção.
O GARDE - Gabinete de Artesanato Regional do Distrito de Évora - foi um organismo criado, na década de 60, pela Junta Distrital de Évora para funcionar como entreposto comercial, ou seja enquanto instrumento de ligação entre a oficina artesanal e o comerciante (especialmente o exportador), por forma a que a divulgação, embalagem e distribuição dos produtos originários da arte popular alentejana se processasse em termos de fomento e de incentivo. Nesse sentido foram levados a cabo contactos e pesquisas - com instituições, artesãos, etc. - no intuito de promover o artesanato regional enquanto actividade económica ligada à exportação e ao turismo; para tal terá sido inaugurada, em 1962, uma exposição que terá dado início à colecção do Museu de Artesanato Regional.
A colecção incorpora uma série de formas e materiais - barro, couro, peles, lã, chifre, madeira, trapo, buinho, cortiça, vime, ferro, cobre, folha de "flandres", pedra, etc. e o seu principal objectivo era o de dar a conhecer o artesanato mais representativo do distrito de Évora, um dos três - com o de Beja e Portalegre - que constituem a vasta região do Alentejo.
Autoria: Dulce Correia

terça-feira, 18 de agosto de 2009

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Execução de Chocalhos em Miniatura

Maria Manuela, eborense de nascimento, viveu muitos anos em França. Quando voltou pediu emprego na Casa Pardalinho, onde lhe ensinaram a fazer chocalhos em miniatura há mais de um ano, não tendo parado desde aí. Todos os dias tem de fazer cerca de 150 chocalhos por dia para terminar uma encomenda de 3.000 chocalhos até ao fim do mês.

Todo o processo de fabrico é igual a um chocalho em tamanho normal, inclusivamente o embarramento, a única diferença é que vão todos juntos para o forno, criando-se uma grande bola de coscumalho, que e depois partida.

domingo, 16 de agosto de 2009

Como se faz um chocalho

Ontem à tarde o artesão Francisco Cardoso não compareceu por motivos imprevistos, tendo sido substituído por dois dos seus colegas: Feliciano e Maria Manuela. Publicamos hoje no nosso blogue um pequeno vídeo sobre a execução de um chocalho, feito por um dos mais jovens artesãos desta arte nas Alcáçovas, que mantém assim uma tradição familiar desde os seus 16 anos.

sábado, 15 de agosto de 2009

Francisco Cardoso

Hoje à tarde estará presente o artesão Francisco Cardoso na "Sessão de Artesanato ao Vivo", a partir das 15 horas. Venha descobrir como se faz um chocalho - utensílio utilizado para identificar o gado, auxiliando os pastores, com os seus timbres característicos e marcas visuais - a reconhecerem os rebanhos e cuja produção se desenvolveu nas Alcáçovas, concelho de Viana do Alentejo.

Uma breve história sobre a origem dos chocalhos

A produção de chocalhos, no Distrito de Évora, localiza-se especificamente em Alcáçovas (Viana do Alentejo), desenvolvendo-se em círculos familiares muito fechados. A obrigatoriedade da utilização de chocalhos remonta a 1375, data das mais antigas Posturas da Cidade de Évora, onde se regulamentava o seu uso nos animais, e desde 1439 documenta-se o fabrico de chocalhos em Alcáçovas, quando os seus mesteirais se arregimentaram na Casa dos Vinte e Quatro, em Évora (MONIZ, 2000).
Uma actividade que continuava florescente nos finais do século XIX, já que em 1890, existiam em Alcáçovas dez oficinas com vinte chocalheiros. Em 1913, dezassete famílias trabalhavam nesta indústria (PINHEIRO, 1995).
Quando da constituição do Gabinete do Artesanato Regional do Distrito de Évora (G.A.R.D.E.), em 1963, no âmbito do Museu do Artesanato Regional, existiam as seguintes oficinas em laboração: António Grosso Sim-Sim, João Chibeles Penetra, Joaquim Firmino da Silva Sim-Sim, Francisco Barroso e Silvério Augusto Sim-Sim, que forneceram chocalhos para exposição e também para venda ao mercado.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Chocalho estreito

Um outro tipo de chocalhos do espólio do Centro de Artes Tradicionais é o chocalho estreito, diferindo na forma e no tipo de badalo dos restantes. Um exemplo é da peça da imagem, com o número de inventário CAT 9.MET.
Chocalho cilíndrico, de tipo estreito, de pequenas dimensões, realizado em chapa de ferro, de cor acobreada, possivelmente utilizado para ovelhas. Possui asa semi-circular, lisa, soldada ao corpo do chocalho que apresenta uma fita no bordo da peça para impedir que abra.Tem um badalo fabricado com folha de metal enrolado sobre si mesma, do mesmo comprimento do chocalho, preso na parte superior, notando-se, no exterior, uma aleta de reforço.

Chocalho reboleiro

No espólio do Centro de Artes Tradicionais existem vários tipos de chocalhos. A peça apresentada hoje tem o número de inventário CAT 38.MET, tendo autoria e datação desconhecida.
Este chocalho cilíndrico de tipo reboleiro, originário das Alcáçovas, é executado em chapa de ferro, de cor acobreada. Possui asa semi-circular, com as laterais dobradas, soldada ao corpo do chocalho. Este vai-se estreitando até ao bordo, formando dois bicos salientes na parte superior.
Apresenta uma pequena fita no bordo lateral para impedir que o chocalho abra e sinais de raspagem em todo o corpo do chocalho.Tem um badalo de azinho (cartel), do mesmo comprimento do chocalho, com um bico saliente de forma côncava, que é fixo por uma fita de cabedal enrolada a uma argola de metal, presa na parte superior, notando-se, no exterior, uma aleta de reforço.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Chocalho embarrado

Como na próxima sessão de Artesanato ao vivo vão ser executados este tipo de peças, aproveitamos esta oportunidade para divulgar no blogue alguns chocalhos da colecção do Centro de Artes Tradicionais.
De forma a melhor compreender o seu processo de fabrico, hoje publicamos uma imagem de um Chocalho embarrado, com o número de inventário CAT 195.MET. Da autoria de João Chibeles Penetra (n. 1926), chocalheiro das Alcáçovas e fundzador do Museu do Chocalho na localidade, esta peça data dos anos 80.
Após a fase de corte e de enrolamento (o processo de moldar chama o chocalheiro de enrolamento) estar completa, inicia-se a fase de embarrar o chocalho. Este é envolto por uma mistura de barro amassado de saibro (argila com mistura de areia e pedras) misturado com moinha (fragmentos miúdos de palha que ficam na eira depois da debulha dos cereais, actualmente isso já não acontece e o artesão compra a palha e manda-a para um triturador para ficar o tamanho conforme se quer) que tem a finalidade de não deixar gretar o barro e de conseguir aguentar o calor da forja.
O chocalheiro põe o barro seco num barreiro com água, abrindo sulcos e põe-o em lama, levando-o para a pedra de amassar o barro, e conforme a sua quantidade, idêntica é a quantidade da moinha. O barro espalma-se de modo a cobrir por completo o chocalho em bruto, colocando-se no seu interior pequenos pedaços de latão, que são distribuídos pelas duas faces. Este metal é que vai soldar o chocalho e cobrear.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Como se faz um chocalho

Numa chapa de ferro polido riscam-se vários chocalhos com o mesmo tamanho. Depois de cortados os vários rectângulos, são talhados.
O chocalho é enrolado com um martelo, bigorna, e a força das mãos. Seguidamente fazem-se outras componentes do corpo do chocalho – asa, céu, batente com os instrumentos anteriormente referidos. Em seguida, utiliza-se o barro que é derregado e amassado com palha triturada, que se designa moinha. Esta serve para embarrar o chocalho, corta-se o latão para ser colocado e entre a pasta e o chocalho, que tem de enxugar muito bem para que não fique com humidade, o que pode demorar uma a duas semanas.
Quando está bem seco vai ser soldado, a fusão do latão com a chapa de ferro permite soldar as costuras, dar consistência à chapa, além de dar cor ao chocalho. Para isso a chapa de ferro tem de ficar ao rubro. É retirado o chocalho e rebolado no chão em cima do cisco de forma a que o latão , enquanto está liquido cubra todo o chocalho, sem ficar demasiado retido na boca.
O chocalho é mergulhado em água. Parte-se o cuscumalho, e vai a afinar na bigorna com o martelo através de pancadas até chegar ao som pretendido. A afinação consiste na obtenção máxima do som que cada chocalho dá. A fase final consiste no polimento do chocalho para puxar o brilho, na colocação do badalo de madeira e da coleira, feita em pele de vaca, que é fixa por uma fivela em latão. Se o chocalho tiver mais de 25 cm o artesão coloca a sua marca, ou a do cliente no caso dele a fornecer.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Aprendizagem de Francisco Cardoso

No dia 15 de Agosto, a sessão de artesanato ao vivo conta com a presença de um chocalheiro - Francisco Cardoso.
Publica-se hoje um excerto de uma entrevista dada pelo artesão em 2002, no âmbito de um recenseamento, sobre a sua aprendizagem:
Aprendi com o senhor José Luís Maia aos 16 anos, durante 6 anos fiz o percurso de aprendizagem, criando em 1998 uma sociedade. Vim aprender com um parente como chocalheiro. Comecei a frequentar a casa e a praticar ao fazer chocalhinhos e badalos. Sempre gostei muito de trabalhos manuais, nunca sai uma peça igual, é sempre um gozo fazer uma nova peça.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Viola campaniça

A viola popular portuguesa chegou até aos nossos dias sob várias formas e denominações: braguesa, ramaldeira, amarantina, toeira, de arame, da terra e, no sul do país, campaniça.Descendente da viola barroca, a viola popular portuguesa chegou até nós com cinco cordas duplas.
No Baixo Alentejo tomou o nome característico de viola campaniça. A origem do nome vem, inquestionavelmente, da sua radicação na zona do “Campo Branco”, geograficamente situada na região que compreende os concelhos de Aljustrel, Ourique, Castro Verde, Almodôvar e parte do concelho de Odemira.
Na primeira metade da década de 80, ocorreu uma investigação sobre a viola campaniça. Aquando da sua fase exploratória, verificou-se que os tocadores deste instrumento musical já estavam todos em idade avançada, entre os quais é de destacar: Manuel Bento (Funcheira) e Francisco António (Ourique-Gare).
No entanto, nos finais da década de noventa, gerou-se um movimento de renascimento e entusiasmo em torno da viola campaniça, o que veio a causar o surgimento de jovens tocadores do instrumento, entre os quais Pedro Mestre.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Execução de violas campaniças no Centro de Artes Tradicionais

Não perca a sessão de artesanato ao vivo do próximo sábado como uma boa oportunidade de conhecer o porquê da existência deste tipo de viola e as suas prinicipais características enquanto o artesão executa este instrumento.
Até lá, publica-se hoje um artigo da revista Única, editada no Expresso, sobre Pedro Mestre, um um jovem tocador e artesão, responsável pela recuperação da viola campaniça em Castro Verde:
"Cresci a ouvir um programa na Rádio Castrense em que as pessoas participam, cantando as modas tradicionais e dizendo poesia, e eu telefonava e cantava em directo, à capela, aqueles temas que eu ouvia a minha mãe ou os homens na tasca a cantar.
O mestre Manuel Bento, que nós consideramos o mestre dos mestres, é desse tempo em que a viola campaniça era peça fundamental das tascas. Uma tasca tinha de ter uma viola, para poder acompanhar os cantos de improviso, também chamados «cantos de despique». O despique é uma desgarrada, com uma melodia, e uma rima, e regras próprias.
O ponto é uma palavra da rima, com que todas as outras quadras têm de rimar. Quando algum dos cantores diz uma palavra que já foi repetida na rima, isso chama-se «pisar o ponto». Quem pisa o ponto sai da roda e tem de pagar cinco litros de vinho. Os cantares ao despique falam de tudo, da satisfação de estar juntos, da vida dura do campo, da velhice, da morte, da actualidade, dos problemas do país.
Às vezes há contendas pessoais que se resolvem ao despique. Uma vez, numa aldeia, houve um pai que tinha desprezado o filho, e quando o filho já era homem, encontravam-se na taberna e cantavam ao despique. A viola campaniça tem uma cintura muito acentuada, muito delicada, que forma um oito, e uma sonoridade muito doce, e característica. Tem cordas em aço, por vezes em latão, é dedilhada com o polegar da mão direita e ponteada segundo uma técnica que é diferente de todos os outros instrumentos.
Nós costumamos dizer que a campaniça é uma voz que se junta às outras vozes, porque ela canta a melodia do princípio ao fim. A campaniça tomou conta da minha vida. Toco todos os dias, várias horas. Fundei corais, ajudei a criar uma escola-oficina em Castro Verde, tenho um programa de campaniça para as escolas do 1.º ciclo.
Fui já várias vezes ao Brasil, a encontros de violas em que juntamos a campaniça com a viola caipira, que têm as mesmas origens. No Brasil eles também têm repentistas. Gostava que os instrumentos tradicionais portugueses fossem ensinados nos conservatórios, a campaniça, a braguesa, a beiroa.... Talvez seja por haver pouca coisa escrita, poucas partituras. Alguns miúdos acham que a música tradicional é uma coisa de velhos, sem interesse para eles. Mas eu acho que se eles não se interessam é porque ninguém lhes mostra."

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Violas campaniças de Pedro Mestre

Desde 2002 que este Pedro Mestre também se dedica à construção de Violas Campaniças, que aprendeu a construir com o artesão Amílcar Silva. Em 2003, fundou, na Aldeia da Sete, a Associação de Cante Alentejano “Os Cardadores, com o objectivo de preservar os usos e costumes do concelho de Castro Verde.
Neste ano e, em 2004, foi formador na Escola/Oficina de Violas Campaniças, dinamizada pela Cortiçol – Cooperativa de Informação e Cultura de Castro Verde. Em 2007 foi participação especial no espectáculo multicultural, “O Homem que À Terra Canta”, no IV Encontro de Culturas de Serpa (Portugal), que reuniu artistas de Portugal, Brasil, Espanha e Cabo Verde.
Em 2007 lançou ao lado do Violeiro do Brasil Chico Lobo o Cd 'Encontro de Violas – Viola Campaniça e Viola Caipira" – trabalho inédito no mundo e que demonstra como duas culturas podem interagir pelas cordas das violas"Nos anos lectivos 06/07 e 07/08 foi animador de música tradicional/cante alentejano, na disciplina de música tradicional/cante Alentejano nos quatro anos de escolaridade dos alunos das escolas do 1º ciclo do ensino básico, do concelho de Almodôvar.
Pedro Mestre já editou vários trabalhos de grupos corais, dos quais é Mestre e mantém actualmente como ninguém a tradição do toque da viola campaniça, efectuando espectáculos por todo o País e no estrangeiro. Para além disto, também é artesão e preside uma das maiores associações do concelho de Castro Verde, a ACA Os Cardadores.Actualmente, Pedro Mestre apresenta a viola campaniça em três formas: uma com o Grupo de Violas Campaniças, acompanhado de vozes femininas, outra acompanhando improvisadores do cante de despique e baldão e, outra ainda, apresentado modas campaniças a solo, acompanhado por outros instrumentos (viola ritmo, viola baixo e precursão).

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Pedro Mestre na sessão de artesanato ao vivo a 8 de Agosto

Pedro Mestre é natural da localidade Aldeia de Sete, concelho de Castro Verde, localidade onde ainda reside. Desde pequeno que nutre um enorme gosto pela música tradicional alentejana, devido ao facto de ouvir a sua mãe cantar modas alentejanas.
Posto isto, entrou aos 10 anos para o Coral Infantil “Os Carapinhas” e, aos 12 anos, aprendeu a tocar viola campaniça com o mestre Francisco António (mais conhecido por Chico Bailão). Aos 13 anos ingressou no Coral Masculino “Os Ganhões” e um ano mais tarde assumiu o cargo de Mestre Ensaiador do mesmo grupo.
Em 2001, foi fundador de dois grupos corais da freguesia de Santa Bárbara de Padrões: Grupo Coral e Etnográfico “Os Cardadores” e Grupo Coral e Etnográfico “As Papoilas”, sendo também o mestre Ensaiador dos mesmos. Em 2002, assume o lugar do seu mestre – Chico Bailão –, dando continuidade ao Grupo de Violas Campaniças de Castro Verde, no qual fica a tocar com o mestre Manuel Bento.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Como Serafim Parrulas faz tarros de cortiça

A cortiça é comprada já cozida numa fábrica, quando chega à oficina é mergulhada em água a ferver para se moldar facilmente (são utilizados moldes para fazer as peças) e à medida que talho a peça retiro a cobertura preta. Depois de concluído este processo a peça é lixada e colada.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Experiência de vida de Serafim Parrulas

Hoje publicamos um depoimento do senhor Serafim Parrulas, dado em 2002, no âmbito do recenseamento dos artesãos do distrito de Évora:
Esta é uma forma de estar entretido, e sempre vou ganhando alguma coisita. Tenho feito várias exposições e feiras e vendo tudo bem. Faço todas as peças em tamanho normal e em miniatura, mas a peça que mais faço são tarros. Tenho uma empreitada de 70 tarros até ao fim do mês e não dou conta do serviço. Levam tudo!

terça-feira, 28 de julho de 2009

Serafim Parrulas na próxima Sessão de Artesanato ao Vivo

Artesão natural de Vendas Novas, Serafim Parrulas começou a fazer peças em cortiça ainda em criança, enquanto guardava o gado. Tirador de cortiça de profissão, dedica-se ao artesanato desde a sua reforma, criando tarros, chapéus e outros bonecos em miniatura.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

ARTESANATO AO VIVO AOS SÁBADOS À TARDE EM AGOSTO

1 DE AGOSTO
Serafim Parrulas - Miniaturas em Cortiça, Vendas Novas
8 DE AGOSTO
Pedro Mestre - Violas Campaniças, Castro Verde
15 DE AGOSTO
Francisco Cardoso - Chocalhos, Alcáçovas
22 DE AGOSTO
António Pequito - Olaria, Nisa
29 DE AGOSTO
Maria José Lóios - Tapetes, Arraiolos

sábado, 25 de julho de 2009

Artesão Carlos Barreto presente na sessão de artesanato dedicada às flores de papel

Assista na sessão desta tarde à execução de flores e animais em papel, por parte de Carlos Barreto, responsável por uma das ruas vencedoras de há dois anos passados e que este ano, juntamente com uma equipa de sete pessoas, está a organizar a rua dedicada à Savana de África, uma das futuras Ruas Floridas da vila de Redondo de 2009.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Execução de flores de papel no próximo sábado na "Sessão de Artesanato ao Vivo"

Desde altivos pórticos, passando pelos inevitáveis tectos, às sumptuosas carruagens, corpulentos animais, delicadas peças de roupa, reproduções históricas e contos infantis, até às mesas fartas com iguarias exóticas, as Ruas Floridas revelam um impressionante e complexo mar de papel na sua mais alta manifestação de diversidade e criatividade.
As dimensões da realidade e da ficção fundem-se em harmonia, transportando os visitantes através de um mundo de castelos e cavaleiros, navios e descobertas, pirâmides e reis, jardins e toda a sorte de figuras.Mais do que um evento, as Ruas Floridas representam uma manifestação de afirmação identitária, durante a qual são postos em evidência inúmeros aspectos culturais do concelho de Redondo. Em 2009, as Ruas Floridas esperam por si de 1 a 9 de Agosto!
Mas até lá, passe pelo Centro de Artes Tradicionais, onde a 25 de Julho à tarde, irá estar um artesão a fazer flores de papel. Pode ser que nos revele o tema da sua rua!! Imagem e texto: http://www.cm-redondo.pt/pt/conteudos/Ruas+Floridas/

quarta-feira, 22 de julho de 2009

A história da tradição das ruas floridas do Redondo

Os registos escritos mais antigos que dão conta da ornamentação das festas organizadas pelos populares redondenses, remontam a 1838. Há todavia, na tradição oral, relatos passados de geração em geração, que sustentam a feitura de alguns enfeites de papel por moradores, como complemento ornamental às festas de Agosto, consagradas inicialmente à N. Sra. de Ao Pé da Cruz. Durante décadas, os adornos de papel terão acompanhado as festividades, resultando mais da espontaneidade do que de uma norma instituída socialmente. Por conseguinte, essas práticas evoluíram para a afirmação enquanto elementos culturais cuja presença nas festas é incontornável, já desde esses tempos.
Assim, esse hábito foi criando raízes, pese embora a infelicidade de ter sido relegado na década de 40 do século passado, na sequência da introdução definitiva da luz eléctrica e da deslumbrante iluminação das ruas, com a qual era difícil competir. Hão-de passar décadas, em que os refulgentes efeitos são o centro das atenções, só superadas pela pirotecnia.
É no rescaldo da Revolução dos Cravos, em 1976, que se faz a primeira tentativa de recuperação da tradição do papel, cuja iniciativa partiu de um conjunto de jovens denominado Grupo Pró-Amigos de Redondo. Dá-se por esta altura a autonomização das festas em relação à liturgia da N. Sra. de ao Pé da Cruz e as festas passam a ser popularmente conhecidas por Festas de Agosto.
Impulsionados pelo novo espírito de participação e envolvimento cívico, animados pela importância de um legado transmitido timidamente de geração em geração, este grupo empreendeu a tarefa de incentivar os populares a decorarem as suas próprias ruas com figuras, flores e outros motivos de papel. Alguns dos mais idosos conservavam a habilidade e o conhecimento não esquecidos na imensidão da memória, o espírito comunitário tratou do resto: entre donativos, poupanças e rifas, lá se angariava o suficiente para dar seguimento a usos tão antigos e com resultados tão admiráveis.
No ano seguinte, o número de ruas triplicou (cerca de 16 ruas) a par da dedicação e envolvimento das pessoas. Contudo, terá sido a instituição de um prémio e a sequente declaração da rua vencedora, em condições controversas, o factor que haveria de determinar nova desmobilização dos adornos de papel.
Apesar disso, durante esse novo interregno e à semelhança da primeira interrupção, sem que as pessoas se mobilizassem colectivamente, algumas varandas, balcões e janelas subsistiam rendilhadas aqui e acolá por diversos enfeites de papel, revelando as profundas marcas sulcadas na identidade de uma comunidade.
Somente em 1994, se consolidou o regresso das ruas decoradas com papel, por iniciativa da Câmara Municipal de Redondo e sob o signo das Ruas Floridas, designação que mantém. Consciente das marcas distintivas de tal manifestação cultural, apenas cingida aos adros, aduelas e caixilharias de algumas casas, por manifesta ausência de uma força motriz, a Câmara Municipal chamou a si essa tarefa e organizou as Ruas Floridas, integradas nas Festas de Agosto. De resto, o apoio da edilidade revelou-se fundamental não só para o renascimento do evento como também para a sua sustentação financeira e inevitável crescimento. Com efeito, do tímido arranque com três ruas em 1994, o evento tem vindo a crescer de tal forma que actualmente são perto de quatro, as dezenas de ruas envolvidas. A preparação das Ruas Floridas tem normalmente o seu início em Novembro, Dezembro, altura em que os moradores de cada rua decidem o tema em plenário. A temática escolhida será mantida em estrito sigilo até ao dia em que se dá início à decoração das ruas, se erguem pilares e se montam estruturas de madeira. Antes também era assim e apesar de já não subsistir a competição premiada entre ruas, como no final da década de 70, a manutenção deste segredo inviolável revela aspectos curiosos de um desafio sadio. Este é na verdade um hábito transversal a outros domínios, como por exemplo, a definição das temáticas do Corso Carnavalesco. Durante os meses que se seguem às primeiras reuniões, centenas de pessoas entregam-se diariamente com dedicação e empenho à extenuante missão, cujo único prémio é o reconhecimento dos visitantes e, claro, a particular satisfação de tudo estar absolutamente deslumbrante.
Citado:http://www.cm-redondo.pt/pt/conteudos/Ruas+Floridas/

segunda-feira, 20 de julho de 2009

As flores alentejanas na pintura de madeira

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Decoração de ruas floridas do Redondo

O primeiro núcleo expositivo do Centro de Artes Tradicionais, que encanta os nossos visitantes miúdos e graúdos, é dedicado às festas de ruas floridas do Redondo, iniciativa bienal que irá ter lugar de 1 a 9 de Agosto de 2009 nesta vila alentejana!
Sobre a técnica do papel utilizado para decorar as ruas do Redondo, vai haver uma demonstração ao vivo no último sábado do mês de Julho. Para os mais curiosos, publica-se hoje duas imagens sobre a nossa peça em exposição (em cima) e durante a última festa das ruas floridas, em 2007, dedicada ao tema do Alentejo.
As Ruas Floridas são um evento bienal de base popular, cuja tradição remonta ao século XIX e consiste na decoração das ruas da vila de Redondo com flores e outros objectos elaborados em papel colorido. Os residentes de cada rua organizam-se e escolhem um tema, cabendo a coordenação geral ao Município de Redondo.
Os registos escritos mais antigos que dão conta da ornamentação das festas organizadas pelos populares redondenses, remontam a 1838. Há todavia, na tradição oral, relatos passados de geração em geração, que sustentam a feitura de alguns enfeites de papel por moradores, como complemento ornamental às festas de Agosto, consagradas inicialmente à N. Sra. de Ao Pé da Cruz. Durante décadas, os adornos de papel terão acompanhado as festividades, resultando mais da espontaneidade do que de uma norma instituída socialmente. Por conseguinte, essas práticas evoluíram para a afirmação enquanto elementos culturais cuja presença nas festas é incontornável, já desde esses tempos.
Assim, esse hábito foi criando raízes, pese embora a infelicidade de ter sido relegado na década de 40 do século passado, na sequência da introdução definitiva da luz eléctrica e da deslumbrante iluminação das ruas, com a qual era difícil competir. Hão-de passar décadas, em que os refulgentes efeitos são o centro das atenções, só superadas pela pirotecnia.

Citado:http://www.cm-redondo.pt/pt/conteudos/Ruas+Floridas/

Anabela Custódio pinta guarda-jóias

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Execução de peças de mobiliário tradicional no dia 18 de Julho

A unidade fabril denominada “Mobílias Tradicionais Alentejanas “, actual Mobitral,E.M. é reconhecida não só por produzir mobiliário alentejano, mas pelos seus elevados níveis de qualidade, ao criar um produto genuíno, autêntico e exclusivo.
A Mobitral é uma empresa totalmente inovadora, conjugando a mais antiga tradição do artesanato com as mais recentes técnicas de produção em Portugal.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Artesãos da Mobitral na próxima sessão de artesanato ao vivo

A unidade produtiva “Mobílias Tradicionais Alentejanas”, actual Mobitral, existente no Concelho de Ferreira do Alentejo há cerca de 65 anos, foi propriedade da empresa Agostinho & José Agostinho, Hrds, Lda até ao ano de 1988.
Nesta data, a “Oficina” conheceu um período de grandes dificuldades financeiras que ameaçavam a sua sobrevivência. Foi nesta altura que a Câmara Municipal de Ferreira do Alentejo decidiu intervir de forma a não só garantir a manutenção dos postos de trabalho (cerca de uma dezena de trabalhadores) mas principalmente "Garantir a genuinidade das Mobílias Alentejanas que constituem verdadeiro cartaz do Concelho" – Diário do Alentejo de 11 de Novembro de 1988.
Passados catorze anos criou-se então a Mobitral, num processo que se iniciou com a proposta da criação de uma Empresa Municipal (EM), de acordo com a Lei nº 58/98 de 18 de Agosto. Em Novembro de 2002, deu-se a privatização do capital social da empresa (13% privado e os restantes da Câmara).
A Mobitral dispõe actualmente de instalações completamente renovadas e construídas de raiz, assim como os mais recentes equipamentos necessários à laboração, o que permite à empresa competir de forma saudável, no mercado, com as suas congéneres.
Citado de www.mobitral.com

terça-feira, 14 de julho de 2009

18 de Julho | Artesanato ao vivo com Anabela e Luis Custódio

Na sessão de 18 de Julho, irão estar presentes Anabela e Luis Custódio , que se dedicam à Pintura de Mobiliário Tradicional. Anabela pinta há 8 anos, desde que participou num curso de formação profissional em Ferreira do Alentejo, começando em 2001 a trabalhar numa oficina com mais de 60 anos de história, no interior desta vila.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Antónia Polido borda Alinhavados de Nisa

Hoje publicamos um pequeno vídeo da bordadeira nisense Antónia Polido, que esteve presente na última sessão de artesanato ao vivo.

Fernanda Crespo a bordar Alinhavados de Nisa

Frioleiras

As frioleiras, também chamadas de espiguilha, são rendas feitas directamente com os dedos utilizando uma agulha navete.
Deste gesticular de mãos, em que se vai formando um caseado, resultam várias rendas, bem como outras peças, como por exemplo golas para blusas, argolas para guardanapos, etc.
O material necessário para a realização deste trabalho é a agulha navete, linhas, tesoura e pano de linho ou feltro.
Citado de: Museu do Barro e do Bordado - Terra bordade de encantos

domingo, 12 de julho de 2009

Aplicações em feltro

Os tradicionais cobertores de feltro com a faixa ao fundo, assim como as saias de camilha e os centros de mesas são uma das mais antigas formas de bordar em Nisa.
Sendo os únicos trabalhos onde é utilizada a máquina de costura, estas peças têm vários motivos de desenho, onde os mais frequentes são as flores, parras, todo o tipo de folhas, cachos de uvas e outros relativos à flora local.
Peça da imagem em exposição:
Cobertor (inacabado), 2008
Nisa, Maria Dinis Pereira
Trabalhos de Faixa/ Feltro e linhas
Colecção Maria Dinis Pereira
Foto: C.M.Nisa
Citado de: Museu do Barro e do Bordado - Terra bordada de encantos

sábado, 11 de julho de 2009

Alinhavados de Fernanda Crespo e Antónia Polido esta tarde

O Grupo de Alinhavados de Nisa tem sido responsável por recriar modelos antigos nos Alinhavados, como os existentes na exposição temporária "Artesanato de Nisa - Ponto por Ponto, Pedra por Pedra", coloridos - azul e amarelo, uma vez que actualmente todos os alinhavados executados neste concelho do Norte Alentejano são brancos.
Venha conviver, hoje a partir das 15 horas, com as bordadeiras nisenses no Centro de Artes Tradicionais e descubra os segredos dos seus bordados!

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Mãos de Nisa que sabem bordar

Entre linhos e enleios Que provocam devaneios Nas mãos que sabem bordar Surgem de baús fechados Os mais belos alinhavados Que a terra soube criar.
Amplamente reconhecido pela sua beleza e singularidade nas suas múltiplas expressões, Ponto por Ponto, Pedra por Pedra é o retrato fiel do genuíno Artesanato de Nisa.
Visite no próximo sábado à tarde a exposição "Artesanato de Nisa - Ponto por Ponto, Pedra por Pedra" e conviva com as autoras de algumas destas peças na sessão de "Artesanato ao Vivo", a partir das 15 horas.
Fonte: C.M. Nisa

quinta-feira, 9 de julho de 2009

11 de Julho | Grupo de Alinhavados de Nisa

Na sessão de Artesanato ao Vivo de 11 de Julho, vamos contar com a presença do Grupo de Alinhavados de Nisa - Grupo formado há cerca de 20 anos e que é constituído por 12 senhoras que se reúnem com alguma frequência para executar bordados, alinhavados em linho branco e de cor, bilros, frioleiras, aplicações em feltro, etc., com a orientação de Antónia Polido e Fernanda Crespo.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Bordados de Nisa

Com enorme implementação popular, os bordados de Nisa são amplamente reconhecidos pela sua beleza e pelas características únicas das suas múltiplas expressões.
Desde muito jovens que as raparigas começavam a preparar o enxoval e as peças bordadas tinham na altura duas finalidades. Para algumas, a arte do bordado destinava-se para uso prórprio, mas para outras, as peças eram vendidas pela altura do casamento. Com o dinheiro angariado, essas raparigas compravam ou mandavam construir a sua casa.
Citado de: Museu do Barro e do Bordado - Terra bordada de encantos

terça-feira, 7 de julho de 2009

Mãos sábias bordam sonhos em Nisa

Gentes que trabalham com mãos Que bordam na terra sonhos que geram crianças Que moldam caminhos, juntos sozinhos… São as mãos que tocam, nos envolvem, Nos confortam, nos seguram, nos dão força, Nos embalam, nos recebem, abertas… …Mãos do Ontem, do Amanhã e do Presente
Mas também são as mãos sábias dos artesãos de Nisa que nos brindam nesta exposição, desenhada Ponto por Ponto, Pedra por Pedra, no Centro de Artes Tradicionais!
Fonte: C.M.Nisa

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Pedrado de 2ª. - Olaria de Nisa

O pedrado desta qualidade já tem um desenho de menor dimensão e mais elaborado, preenchido com pedra (quartzo)de crivagem maior, ou seja, com mais pormenor na decoração do desenho.
Um exemplo é da imagem, uma peça exposta no Centro de Artes Tradicionais, Bicheira - da autoria de António Pequito e Joaquina Mendes, datada de 2009.
Citado de: Museu do Barro e do Bordado - Terra bordada de Encantos