quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

DESCOBRIR CAMPO MAIOR

A Exposição "Descobrir Campo Maior...“ conta a história desta vila do Alto Alentejo, desde a lenda da sua fundação aos dias de hoje. Situada no distrito de Portalegre, a apenas 10 km da fronteira, Campo Maior é conhecido mundialmente não só pelas suas Festas das Flores, mas também pela sua oferta cultural e patrimonial. Esta exposição faz uma viagem por Campo Maior Monumental, pelos seus edifícios municipais, os seus museus, passando pelo artesanato e as actividades dominantes. Terra de flores e café, Campo Maior há muito que deixou de ser apenas mais uma vila raina, sendo agora um dínamo de cultura e desenvolvimento.

IMAGENS DA INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO SOBRE CAMPO MAIOR

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

NOVA EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIA NO CENTRO DE ARTES TRADICIONAIS

DESCOBRIR CAMPO MAIOR...
Venha à inauguração hoje às 19.30 e assista a
um concerto de cantares alentejanos desta localidade do Norte Alentejano

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Turismo do Alentejo programa novas exposições para o Centro de Artes Tradicionais

No âmbito da sua actividade de promoção turística, a Turismo do Alentejo, E.R.T. programou para o espaço do Centro de Artes Tradicionais – Antigo Museu do Artesanato, localizado em Évora, um conjunto de actividades de divulgação das potencialidades turísticas dos concelhos da região. Com esta iniciativa a Turismo do Alentejo, ERT pretende divulgar junto dos milhares de turistas que ocorrem anualmente a Évora, a oferta turística e cultural de toda a região, procurando induzir naqueles a vontade de conhecer in loco o restante território, idealmente no quadro de futuras visitas ao Alentejo.
Em complemento, a Turismo do Alentejo, E.R.T. espera também com esta iniciativa contribuir para a diversidade da programação cultural e de animação da cidade de Évora, oferecendo aos seus residentes mais uma opção de lazer e entretenimento focada no conhecimento e na interpretação da identidade regional alentejana.
O concelho de Campo Maior inaugurou este ciclo de eventos, através da apresentação de uma exposição temporária alusiva ao tema “Descobrir Campo Maior...” que irá patente ao público até ao dia 27 de Março. Nesta inciativa propõe-se um breve olhar sobre a alma Campomaiorense, as suas gentes e tradições, a sua cultura e tudo aquilo que torna esta vila do interior alentejano tão especial, que fica no coração de quem a visita.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

ÚLTIMO DIA DA EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIA "PRESÉPIOS DO ALENTEJO"

Avisamos que hoje é o último dia da exposição temporária do Centro de Artes Tradicionais com presépios da colecção do General Canha da Silva. Não perca esta última oportunidade!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Exposição temporária “Presépios do Alentejo” prolongada até ao dia 6 de Fevereiro

Não perca esta última oportunidade de conhecer as peças da colecção do General Fernando Canha da Silva de artesãos do Alentejo sobre o tema, uma iniciativa organizada pela Turismo do Alentejo E.R.T.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Hino à terra - Poema de Conceição Gadeiro

Quando pela aurora Me ponho a pensar, Nas gentes de outrora Deste mesmo lugar. Mão calejada Pelo amanhar do campo, Rosto enrugado Manchado de pranto. Corpo cansado Escorrendo suor, Deus seja louvado Haja Paz e Amor. Por estes caminhos Cobertos de pó, Vinham pobrezinhos Que metiam dó. Um prato de sopa, Um naco de pão, Pediam para a boca Como em oração. Velhinhas fiando A lã e o linho, Crianças brincando Á corda e arquinho. Das casas branquinhas Brilhando ao luar, Saíam ladainhas Histórias de encantar. Gente de saber, Fé e tradição, Assim fez crescer O meu Gavião. Tem na forma um coração O morango do Pardal É um doce em Gavião De sabor não há igual Quando acaba a Primavera Eu oiço o pardal cantar A anunciar que da terra Pode o morango apanhar Sou feliz e tem encanto A vida que Deus me deu Por isso te amo tanto Ó meu São Bartolomeu
Conceição Gadeiro Gavião, 05-10-2009

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Depoimento de Conceição Gadeiro

Nasci em Gavião em 21/09/54, terra de toda a minha família, onde casei e baptizei meus filhos. De cá saí com 3 anos, vivi no Ribatejo, Trás-os-Montes e por fim Lisboa, onde estudei na Escola Industrial Dona Luísa de Gusmão.
Em 74 empreguei-me na CP, onde trabalhei sempre na Direcção de Informática, em 2000 saí da parte técnica e fui secretariar o director (que por acaso é de Évora). Saí da empresa no final do ano de 2006.
Quando os meus filhos já estavam mais crescidos e não precisavam tanto dos meus cuidados, em horário pós-laboral fui fazendo toda a formação que podia: Cerâmica, 2 anos na Barracha-professora Susana Cintra. Pintura em Porcelana, 10 anos - professora Laura Pinho. Óleo e Aguarela, 1 ano - professora Rita Fialho. Curso de flores artificiais, em vários materiais, como por exemplo casca de cebola.
Faço trabalhos em cortiça e pele de cortiça. Fiz pesquisa e reprodução de técnicas antigas de bordado, como por exemplo o bordado a semente de melão. Apresentei um quadro com esta técnica na Associação dos Artesãos de Lisboa e Arredores e com ele fui aceite como sócia. Sou sócia da União Portuguesa de Arte em Porcelana - UPAP.
Tenho recebido alguns prémios nos concursos de presépios e tronos de Santo António, pela Associação dos Artesãos. Uma menção-honrosa na área do bordado no concurso Sintra em Flor em 2008. Estive na FIA em 2008 e 2009, pelo distrito de Portalegre. Recentemente foi-me dado pelo PPART o selo de reconhecimento de Unidade Produtiva Artesanal e de Artesão. Tenho o Certificado de Aptidão Profissional-CAP e inscrita na bolsa de formadores pelo Alentejo.
Tenho participado em workshops e conferências na área do artesanato, a última em Setembro de 2009 na Conferência Internacional de "Criatividade um Desafio Permanente" em Coimbra. Dou aulas na Universidade Sénior de Gavião em regime de voluntariado. Para além das artes tenho cursos de Informática e Inglês, sou sócia do National Geographic, da livraria Folio em Londres.
No início de 2007 vim viver para a minha terra, recuperei a minha casa e com a ajuda do IEFP fiz um projecto, em 2008 abri a minha loja/oficina - Artes e Saberes, que funciona no rés-do-chão da minha habitação.

ARTESANATO AO VIVO NO SÁBADO À TARDE

No próximo sábado, dia 30 de Janeiro à tarde, irá estar presente numa sessão de "Artesanato ao Vivo" a artesã Conceição Gadeiro, com os seus trabalhos em cerâmica e cortiça, no Centro de Artes Tradicionais.
Natural de Gavião, onde nasceu em 1954, esta antiga empregada da CP, dedica-se ao artesanato desde 2006. Frequentou formações em Cerâmica, Pintura em Porcelana, Óleo e Aguarela, Curso de flores artificiais, para puder executar trabalhos em cerâmica. Com uma oficina em Gavião, a artesã acrescenta nas suas pinturas, poemas da sua própria autoria.
Posteriormente, por sua própria iniciativa passou também a dedicar-se ao trabalho em cortiça e pele de cortiça. Foi com os trabalhos em cortiça, um deles presente na nossa exposição temporária "Presépios do Alentejo" – o que levou a Turismo do Alentejo a convidar esta artesã -, que Conceição Gadeiro recebeu um 3.º prémio no concurso "Santo António de Lisboa" da Associção dos Artesãos .

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Os Três Reis Magos

A tradição que vem do século II terá sido que os 3 reis Magos foram visitar o Menino Jesus logo após o seu nascimento. Terão sido 3 por representarem o mundo conhecido da altura: a Europa, a África e a Ásia. Há quem diga que este número representa as três idades do Homem, pois Belchior, o mais velho, representa a velhice, com a sua barba branca, Gaspar - a meia idade e Baltazar, a juventude, por ter apenas 21 anos. O número 3 generalizou-se também, por simetria, com a Santíssina Trindade.
Citado de ARAÚJO, Silva, Viver o Natal, 3ª edição, Braga, Livraria Apostolado da Imprensa, 1994.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Presépio de José Parreira

Falecido há cerca de dois anos, José Parreira, artesão estremocense e antigo tirador de cortiça, aproveitava os bocados de cortiça que achava mais adequado às peças.
Publicamos hoje um excerto de uma entrevista concedida pelo artesão em 2002, e de cuja autoria existe uma peça presente na nossa exposição temporária:
Trabalho no artesanato há cerca de 25 anos, desde 1977. Trabalhava com um colega na agricultura. Ele sabia fazer peças em miniatura. Dormíamos no local de trabalho e como tínhamos tempo livre ele ensinou-me a fazer tarros.
Antigamente havia muita gente a fazer isto. Agora já há pouco quem faça. Só pessoas de mais idade é que fazem, os mais jovens não se interessam por estas actividades. Quando comecei só fazia a Feira de Estremoz. Actualmente faço as feiras aqui da região. Mesmo que não se venda, mostramos a habilidade que temos. É uma forma de divulgar o trabalho.
NA OFICINA, compro a cortiça aos tiradores. Em primeiro lugar tiro a “raspa” (superfície exterior de cor escura). Depois de mergulhar a cortiça em água, coloco-a dentro de um recipiente e ponho-a ao lume para cozer. Quando ainda está quente enrolo a cortiça com a forma da peça que quero realizar. Para colocar o fundo e a tampa, volto a mergulhar em água quente, e a peça é toda raspada para retirar o sujo da cozedura. O acabamento é feito com lixas. Em seguida a peça é pregada com “tornos” em volta da base. A asa é colocada no bordo superior com dois “tornos” da asa.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Presépio de Quirina Marmelo

O trabalho da artesã Quirina Marmelo, artesã já falecida, confunde-se com a história da produção de bonecos em Estremoz no século XX, colaborando para a fixação do repertório de peças tradicionais.
Como forma de homenagear Quirina Marmelo, autora do presépio da imagem, na nossa exposição temporária, publica-se também um excerto de uma entrevista concedida pela barrista em 2002: “Tinha 23 anos quando comecei a aprender com o meu marido, que trabalhou na Olaria Alfacinha. Ajudava-o aos fins de semana e feriados. Em 1982, por sua morte, comecei a trabalhar sozinha. O artesanato é uma coisa que faço por gosto. O meu bisneto tem 14 anos e já tem muitas peças dele. Executo os bonecos com o barro de Estremoz que o meu filho prepara no barreiro. Começo por fazer a base onde assenta o boneco. Faço o tronco, pernas, cabeça e os braços. Visto o boneco, que permanece em repouso durante algum tempo para secar naturalmente. Vai cozer ao forno de lenha durante cerca de 14 horas. Depois de arrefecer é pintado com tintas já preparadas.”

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

PRESÉPIO DE PERFEITO NEVES

Entalhador de escultura em madeira, Perfeito Neves, de Estremoz, tem igualmente um presépio seu na exposição temporária do Centro de Artes Tradicionais Tendo concedido uma entrevista em 2002, publicamos hoe um excerto da mesma:
Aprendi com os meus pais. Tinha 9 anos quando comecei a trabalhar “ao banco”. Aos 22 iniciei a actividade por conta própria. Senti que estava habilitado a realizar trabalho em condições. O meu sonho era aprender e dar a conhecer aquilo que fazia. As feiras de artesanato eram uma forma de escoar as obras e angariar clientes. Quando consegui o que pretendia, deixei de fazer feiras. Quando comecei eram os verdadeiros artesãos que frequentavam essas feiras. Hoje é mais um centro comercial ambulante que outra coisa. As feiras de artesanato tornaram-se corriqueiras. Actualmente só faço a Feira de Estremoz.
Em termos de futuro não vejo continuidade no ofício. Sou o mais novo de sete irmãos e só que é que aprendi o ofício. A minha esperança é a do meu filho que tem 7 anos e já vem para aqui mexer nas ferramentas. Se ele quiser continuar não vai ser aos 18 anos que começa a aprendizagem. Os grandes artistas têm de começar cedo. Foi assim que comecei. No entanto não tenho aprendizes, um rapaz com 18 anos tem de ganhar um ordenado e não temos possibilidades de pagar. Os cursos de formação não permitem que uma pessoa faça um curso em três anos e venha cá para fazer trabalho de entalhador.
NA OFICINA, talho a peça a partir de um desenho que colo ou risca na madeira e recorto-a. Os recortes são feitos com o auxílio de uma serra tico-tico, com goivas ou palhetas. Os acabamentos podem ser feitos a nível de cera, ou marmoreados e dourados, ou com goma-laca.
Contactos Perfeito dos Santos Neves Quinta de Santa Teresinha 7100-137 Estremoz telefone 268332580

domingo, 24 de janeiro de 2010

PRESÉPIO DE JOAQUIM SIQUENIQUE

Mais conhecido como "Ti das Ovelhas", o pastor Joaquim Siquenique elabora ingénuas miniaturas de presépios e cenas da vida rural.
O presépio em exposição foi adquirido pelo Major General Canha da Silva ao artesão em 2009, sendo uma das peças mais recentes da sua colecção. Contactos Oficina / loja aberta a partir das 16.00 Monte das Flores Foros da Fonte SEca 7170 Redondo Te.266909371

sábado, 23 de janeiro de 2010

Registos e Maquinetas de Guilhermina Maldonado

Guilhermina Maldonaldo, artesã de Estremoz, dedica-se à execução de presépios em maquinetas e registos, alguns dos quais na exposição "Presépios do Alentejo". Publicamos hoje um excerto de uma entrevista concedida pela própria em 2002: Sobrinha de Venceslau Lobo (dono dos Museus de Cristo de Borba - actualmente em Sousel - antiquário de grande gabarito). Na casa do meu tio existiam muitos registos e maquinetas que ele adquirira. Eu gostava muito de ver aquelas maravilhas. Já numa fase da vida com certa maturidade, por volta dos 37 anos, dediquei-me a fazer estas peças.
A primeira exposição que fiz foi promovida pelo senhor Vermelho, então director do Museu, intitulada “Guilhermina Maldonado e o falar das mãos (1987)”. As pessoas gostaram, começaram a pedir, incentivaram-me a fazer exposições e foi tudo uma bola de neve. É preciso divulgar a feira de artesanato de Estremoz, não há publicidade e isso é muito importante.
Considero que esta arte está em franca expansão. Nunca vi trabalhos iguais aos meus. Não são melhores nem piores, são diferentes. Procuro pôr sempre o antigo. Contacto com muitos antiquários, o que me permite adquirir grande conhecimento nesta matéria. Tenho sempre muitas encomendas. Ensinei a uma senhora de Évora e de Castelo Branco. Gosto de passar testemunhos do ofício para que este tenha continuidade. Muitos trabalhos que tenho para executar são feitos com colaboração dessas pessoas porque sozinha não tenho disponibilidade.
NA OFICINA Procuro em alfarrabistas as gravuras a preto e branco. Os tecidos, as flores, galões antigos também são materiais difíceis de encontrar. Concebida a ideia, o vidro é cortado à medida do modelo, é armado e depois cortada a parte de trás do registo. É sobre essa parte que executo a decoração. Esta pode ser bordada a ouro, prata ou simplesmente com linhas de seda. Os motivos bordados são da minha inspiração. Por fim, fecho a caixa que é toda colada e contornada com galões de papel.
Contactos
Guilhermina de Sousa Maldonado Rua Heróis da Índia, 30 – 1º 7100-103 Estremoz telefone 268322696

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Depoimento de Isidro Verdasca

Comecei a fazer nos tempos livres umas peçazinhas que me pediam. Quando me reformei, há cerca de 25 anos, passei a dedicar-me ao artesanato a tempo inteiro.
Para me safar do trabalho de sol a sol, trabalhei em barbeiro e estabeleci-me na Azaruja. Nos tempos livres ia fazendo umas peças em cortiça. O artesanato é difícil de vender. Todos gostam muito, mas quando lhes digo o preço não compram. Se vender 2 ou 3 peças por semana já é bom. Isto leva muito tempo a fazer. É preciso paciência e muito jeito. Se vivesse disto morria de fome. Mas gozo um bocadinho quando vejo as peças feitas. Nunca ensinei.
NA OFICINA, adquiro cortiça já cozida nas fábricas da Azaruja. Com um canivete vou fazendo o corte na cortiça, conforme a peça que quero executar. O acabamento é feito com lixa, e certos componentes de determinadas peças são colados ou cravados com preguetes de chapa. Contactos
Rua da Mouraria, 48 - A 7000-741 Évora (Atelier-loja aberto ao público das 10-12.30 e das 15-17.00. com marcação prévia)

Serradores de Isidro Verdasca

Isidro Verdasca, antigo barbeiro, dedica-se desde a sua reforma a esculpir a cortiça, inspirando-se em temas sobre a agricultura, como esta peça cedida ao Centro de Artes Tradicionais os Serradores, a cortar os troncos para criar barrotes para os telhados de casas rurais, em exposição no núcleo Esculturas em Cortiça, até 10 de Fevereiro de 2010.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Cantil, de Isidoro Valério

Isidoro Valério, artesão de Portalegre, também cedeu uma peça feita por si para expor no núcleo "Esculturas em Cortiça" do Centro de Artes Tradicionais.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Depoimento de José Vinagre

Aprendi aos 10, 11 anos. Quando andava a guardar ovelhas achei um bocadito de cortiça que comecei a cortar e daí nasceu um pastor. Entre os 18 e os 30 anos desmaginei-me disso. Desde que me casei, aos 30 anos, tenho vindo a dedicar-me ao ofício.
Tenho peças no Museu de Estremoz. No jornal “Brados do Alentejo” foi publicado um artigo sobre o meu trabalho, mas não dão valor ao que a gente faz. Às vezes até fazem pouco de pedir dinheiro para um bocado de cortiça. Aqui há tempo vendi umas peças para a Câmara de Estremoz por causa disso. Mas por vezes são os clientes que me oferecem cortiça em troca de uma peça ou outra que realizo.
Tenho vendido peças para Lisboa, Porto e Braga. Através do I.E.F.P. as peças têm sido expostas em várias cidades e vilas do país. É pena as pessoas não quererem seguir esta vida. Estive 7 meses a ensinar a 8 raparigas, mas não aprenderam nada. Isto um dia acaba, não posso dizer que vou fazer isto já muitos anos...
NA OFICINA, a cortiça é cozida para retirar a “costa”. Começo a executar as peças (que geralmente representam o quotidiano da vida rural) com uma navalha.
Contactos José Joaquim Vinagre Rua Sousa Maldonado, 13 - Veiros 7100-709 Estremoz telefone 268929431

Pastor, de José Vinagre

José Vinagre, artesão de Veiros, concelho de Estremoz, emprestou ao Centro de Artes Tradicionais uma peça da sua colecção, o Pastor, como forma de renovar temporariamente o núcleo "Esculturas em Cortiça", peça que está em exposição até 10 de Fevereiro.

domingo, 17 de janeiro de 2010

EXPOSIÇÃO PERMANENTE RENOVA-SE

Tendo retirado os presépios da exposição permanente, para a actual temporária, aproveitamos esta oportunidade para renovar parte do núcleo "Olaria da Viana do Alentejo", com espólio que estava nas nossas reservas até à data.
Foram escolhidas peças da colecção que demonstram a variedade decorativa deste centro oleiro do distrito de Évora, e principalmente, o famoso verde de Viana do Alentejo.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

PRESÉPIO DE ANTÓNIO PALMIRA RODRIGUES

António Palmira Rodrigues, oleiro de Mourão, também está representado na exposição temporária "Presépios do Alentejo", com uma peça pertencente à colecção do Major General Canha da Silva. Publicamos também um excerto de uma entrevista concedida por este artesão em 2002:
Apesar de estar empregado, tenho estado sempre ligado ao artesanato. O meu pai é uma pessoa habilidosa, sempre o vi dedicar-se a desenhar e a estudar obras. Talvez por isso adquiri o gosto. Agora estou desempregado e passei a dedicar-me em exclusivo ao artesanato. Actualmente (2002) estou a dedicar-me à mistura de pintura com escultura. É um misto de arte/ artesanato. Mesmo que seja um pouco mais caro, mas é diferente dentro dos artigos regionais. Importa preservar e ter qualidade dentro daquilo que se faz. Estive a fazer uma atelier com exposição onde posso trabalhar e receber produtos para escoamento. Sempre tenho tido uma vocação para estas coisas. Muitas vezes faço sem levar dinheiro. Mas gosto de fazer. Já dei aulas de trabalhos manuais. Tenho feito várias exposições, a última foi em Viana do Alentejo e Moura, e a próxima que se segue é na Casa do Alentejo, em Lisboa. Acho que o artesanato tem pernas para andar. São os próprios artesãos que o vão matar ou não. Se é artesanato não introduzam a máquina. Contactos:
ANTÓNIO PALMIRA RIÇO RODRIGUES
Dr. José Joaquim de Vasconcelos Gusmão, 11
7240-254 MOURÃO
Telefone: 935865520

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

PRESÉPIO DE ISABEL CATARRILHAS PIRES

Outra artesã de Estremoz, a quem o Major General Canha da Silva adquiriu um presépio que está na exposição "Presépios do Alentejo" é o de Isabel Catarrilhas Pires.
Publicamos hoje um excerto de uma entrevista concedida pela artesã em 2002, durante o recenseamento dos artesãos do distrito de Évora:
Iniciei a aprendizagem com algumas peças simples, mas não cozia o barro. Não aprendi com ninguém, excepto o processo de cozedura. Foi através de experiências que evoluí. Comecei a actividade em 1986. O que eu entendo pela Barrística de Estremoz, tem muito a ver com as características fundamentais e com a criatividade que cada artesão geralmente lhe imprime. Comparando o boneco do século XVIII com os do século XX são diferentes. Os bonecos nascem nus, e vai-se vestindo. Isso é tipicamente característico. Cada artesão tem uma forma própria de realizar. Os meus modelos nada têm com o estilo tradicional de Estremoz. Acho que ninguém faz igual. Interessei-me pelas figuras do Museu Municipal de Estremoz, as mais antigas, e atribuí-lhes um cunho pessoal. Segundo o antigo director do museu, o prof. Joaquim Vermelho o meu trabalho assume um tratamento naturalista menos ingénuo, ao reflectir um sentido de observação pelos mais pequenos pormenores. A minha divulgação tem sido em “bola de neve”. Um cliente traz outro e assim sucessivamente. Em 1992 ganhei um prémio especial de cerâmica com o trabalho “O quiosque”. Participei na F.I.A. de 1993 a 1995 e em 2001 através do I.E.F.P. Contactos:
Maria Isabel Dias Catarrillhas Pires Bairro da Salsinha, Rua Nossa Senhora do Carmo - lote 37 7100-102 Estremoz Telefone 268322183. 964294389

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Aviso

O Centro de Artes Tradicionais encontra-se hoje encerrado devido a reunião interna dos serviços

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

PRESÉPIOS DE ANA BOSSA

Ana Bossa, uma jovem de Estremoz, actualmente a residir em Lisboa, já pouco se dedica ao artesanato. Contudo, na colecção do Major General Canha da Silva existem duas peças que estão na exposição temporária do Centro de Artes Tradicionais "Presépios do Alentejo".
Hoje publicamos um pequeno excerto de uma entrevista concedida pela artesã em 2002:
Como estudante havia necessidade de fazer um part-time. Era uma forma de ganhar algum dinheiro e ocupar os tempos livres. Comecei a fazer e juntamente com a Catarina temos vindo a desenvolver a actividade em conjunto.
Há muito bom artesanato. Nós também gostamos de comprar, perdemos a cabeça. Há uma falta de informação para a designação de artesanato. Nas feiras aparecem muitas coisas feitas por moldes em série que são designadas como artesanato.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Presépios da Oficina da Terra

Os presépios de Tiago Cabeça e Magda Ventura também estão presentes na actual exposição temporária. Aqui fica excerto de uma entrevista do artesão:
Comecei por acidente. Descobri uma vocação para a escultura há 3 anos, quando estava a brincar com um sobrinho a fazer bonecos de plasticina. Em casa, comecei a fazer bonecos em barro que os meus amigos divulgavam. Também aprendi algumas técnicas de trabalhar o barro na Olaria Guimarães Velho, Orlando Guimarães e António Velho em S. Pedro do Corval. Comecei a trabalhar em 1998. A minha primeira exposição, “À procura de um corpo”, surgiu 6 meses depois de mexer no barro, foi em Évora, juntamente com uma pintora local. A minha primeira exposição individual foi em 1999, na Pousada dos Lóios, designava-se “Paixão” porque era alusivo ao episódio bíblico da Paixão de Cristo. Desde a primeira exposição individual até agora já ganhamos por 3 vezes consecutiva o primeiro prémio da F.I.A., e o primeiro prémio nacional de Artesanato Bienal – 2001-2003 do I.E.F.P.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Presépios dos Irmãos Ginja

Afonso Ginja (n.1949) e Arlindo Ginja (n.1938) são dois barristas estremocenses que trabalham num atelier em funcionamento nas instalações do Museu Municipal Professor Joaquim Vermelho, onde os conceituados irmãos mantêm, desde há muitos anos, o processo tradicional de fabrico dos bonecos de Estremoz.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Presépio das Irmãs Flores

Maria Mateus (n.1957) e Perpétua Sousa (n.1958) são duas irmãs barristas que aprenderam a sua arte com a famosa Sabina da Conceição.
As peças destas irmãs alcançam o difícil compromisso entre a tradição e a marca pessoal, contribuindo com cores vibrantes e jocosas para o repertório tradicional dos bonecos de Estremoz.
Venha apreciar ao vivo este Presépio no Fidalgo, uma adaptação pessoal destas artesãs da tradicional peça local.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Bonecos de Estremoz na exposição "Presépios do Alentejo"

Os bonecos em barro de Estremoz são uma feliz combinação entre a escultura e a pintura, seguindo a tradição das imagens de culto em madeira e cerâmica que, policromadas, estavam presentes em retábulos e oratórios desde o século XVI.

Os bonecos conservam porém uma mescla de escárnio e divertimento que se pode associar com os presépios em terracota da segunda metade do século XVIII. O tratamento naturalista de um vasto leque de personagens que incluía músicos, camponeses com apetrechos de trabalho, e animais, como vacas, cabras, patos e galinhas, expostos com grande solenidade nas igrejas conventuais parece ter estimulado as oficinas da região a satisfazerem encomendas particulares que rapidamente conquistaram um lugar obrigatório na festa popular.

Nas primeiras décadas do século XX, assiste-se a um capítulo importante de fixação e ênfase nos aspectos regionais, com o trabalho de recuperação do fabrico dos bonecos protagonizado pelo escultor José Maria de Sá Lemos, que convidou Mariano da Conceição - neto de Caetano Augusto da Conceição, o fundador da Olaria Alfacinha - para professor da Escola de Artes e Ofícios de Estremoz.
A exposição do Mundo Português, celebrada em 1940, veio dar visibilidade ao trabalho de Mariano da Conceição e alimentar uma longa tradição familiar, que se estende até os dias de hoje. No labor de continuidade da sua irmã Sabina Santos, é importante a formação de várias aprendizes, entre as quais Fátima Estróia e as Irmãs Flores.
Tão importante quanto a manutenção das técnicas e tipos tradicionais, é a actividade de artesãos contemporâneos que têm utilizado a capacidade de síntese dos grupos escultóricos de barro para a crítica da sociedade moderna. Fonte: "ROTEIRO DOS ARTESÃOS DO DISTRITO DE ÉVORA - BONECOS DE ESTREMOZ. TRADICIONAIS E CONTEMPORÂNEOS"

Manuel Martins na última sessão de Artesanato ao Vivo de 2009

sábado, 26 de dezembro de 2009

Presépio de Manuel Martins

Manuel Martins, autor de um dos presépios em exposição, vai estar presente na sessão de artesanato ao vivo desta tarde, aprendeu a esculpir este futo cerca de 28 anos, quando viu as cabaças expostas no Museu do Artesanato. No início comprava cabaças mas como era difícil de adquirir comecei a plantar sementeiras . Tenho tido muito sucesso, a nível de exposição e de feiras de artesanato, quer no país, quer no estrangeiro. Isto como se diz “quem corre por gosto não cansa”. Em termos monetários não compensa, se fosse rentável já alguém tinha começado a fazer...

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

FELIZ NATAL DE 2009

A Turismo do Alentejo deseja a todos os visitantes do Centro de Artes Tradicionais votos de um Santo e Feliz Natal!
Este espaço museológico está hoje encerrado ao público, mas amanhã voltaremos a abrir as nossas portas de forma a que todos possam usufruir da exposição "Presépios do Alentejo".

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

ARTESANATO AO VIVO NO SÁBADO À TARDE

No dia 26 de Dezembro, Manuel Martins vai estar presente na Sessão de Artesanato ao Vivo aos Sábados à Tarde, onde vai executar os seus Presépios em Cabaças.
Manuel Martins especializou-se nos seus tempos livres na preparação e decoração de cabaças, com motivos estilizados ou referências concretas ao viver do Alentejo. Recentemente, este artesão de Évora passou a criar presépios com este fruto.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

CELEBRE O NATAL NO CENTRO DE ARTES TRADICIONAIS

Venham celebrar esta quadra natalícia visitando a exposição temporária do Centro de ArtesTradicionais "Presépios do Alentejo"!
Organizada pela Turismo do Alentejo E.R.T., pode apreciar nesta exposição presépios de cerca de 40 artesãos, na sua grande maioria da colecção do General Fernando Canha da Silva.
Votos de um Feliz Natal e de um Próspero Ano Novo de toda a nossa equipa!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Trabalhos em cortiça de Adélio Real

Há cerca de 20 anos que este artesão de Portalegre trabalha a cortiça. Em criança, enquanto via o seu avô fazer "brincava" com a cortiça e em adulto, ao conviver com pastores e ganadeiros, durante a sua profissão, começou a criar tarros, corchos, saleiros, presépios e esculturas como o Santo António.
Venha ver como se faz este tipo de peças e conviver com o artesão amanhã à tarde numa das nossas Sesssõs de Artesanato ao vivo, a partir das 15 horas.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIA - PRESÉPIOS DO ALENTEJO

A nova exposição temporária do Centro de Artes Tradicionais possui presépios de cerca de 40 artesãos do Alentejo, na sua maioria cedidos pelo coleccionador General Fernando Canha da Silva. Executados com materiais típicos da região - cortiça, madeira e cerâmica, cada retrato do nascimento do Menino Jesus em exposição mostra uma adaptação ao gosto e tradição local, assim como um cunho pessoal dos artesãos alentejanos.
A exposição vai estar patente ao público até 30 de Janeiro de 2010. Durante este período, as "Sessões de Artesanato ao Vivo aos Sábados à Tarde" vão contar com a presença de alguns autores dos presépios.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

A tinturaria natural

Quem participou no workshop sobre tinturaria natural, não fez apenas o banho dos corantes mas também ficou a saber muito mais sobre os corantes, como por exemplo que a produção de têxteis com cor foi iniciada pelo Homem pé-histórico. Os corantes naturais eram extraídos por processos físico-químicos.

Os corantes usados no workshop do Centro de Artes Tradicionais foram o sulfato de cobre e o alumen, que se transformam em 4 cores diferentes, devido ao banho com 2 diluentes: casca de cebola e perpétua.
Esta actividade esteve inserida num Projecto da Universidade de Évora, do estudo de corantes antigos (anterior a 1850).

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Alexandra Graça na Sessão de Artesanato ao Vivo desta tarde

Processo de tinturaria natural

O Centro de Artes Tradicionais recebe hoje alunos eborenses para o terceiro e último workshop de tinturaria natural, actividade que obedece às seguintes etapas:

1.º - "Morder" a lã, ou seja colocar a lã num mordente; 2.º - Dar um banho ao corante, solúvel em água; 3.º - Tingir a lã "mordida";

TROVAS NATALÍCIAS

No âmbito da exposição temporária "Presépios do Alentejo", entre os dias 15 e 18 de Dezembro, a Turismo do Alentejo organiza no Centro de Artes Tradicionais a actividade pedagógica "Trovas Natalícias", com leituras de trovas populares dedicadas ao Nascimento de Jesus.
Para participar nesta actividade vocacionada para as escolas, para crianças a partir dos 5 anos, solicita-se marcação prévia até à véspera da visita.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Trabalhos de Alexandra Graça

Venha com os seus alunos aprender a colorir a lã natural

Durante os vários Workshops de Tinturaria Natural, organizados com o apoio do Centro Hércules da Universidade de Évora, os alunos aprendem a morder a lã, ou seja, a juntar o sal do metal à lã, para posteriormente preparar um banho corante à parte com água quente, de forma a dissolver o sal e a tornar a cor mais viva.

A lã virgem, como a da foto, "transforma-se" de acordo com os corantes utilizados: a flor do campo - a perpétua, o alúmen, a casca de cebola e o sulfato de cobre.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Sessão de Artesanato ao Vivo de hoje

Alexandra Graça fez na Sessão de Artesanato ao Vivo no Centro de Artes Tradicionais um presépio muito colorido numa moldura, como podem ver pelas imagens que aqui publicamos.

Peddy Paper Infantil

O Centro de Artes Tradicionais recebeu hoje um peddy paper infantil do Infantário de Nossa Senhora da Piedade, onde pais e crianças participaram num jogo a celebrar o Natal, após visitar a nova exposição temporária "Presépios do Alentejo".