Estão patentes ao público na actual exposição temporária peças deste espaço museológico, que permite ao visitante descobrir a história do café e o surgimento da Delta Cafés e sua evolução até aos dias de hoje em Campo Maior.
A partir de 1/2/11 este blogue deixa de ter sentido para o qual foi criado, uma vez que a responsável pela sua concepção teve de deixar um museu a que tanto se dedicou. As mudanças sucedem-se... É preciso resistir e encarar o futuro positivamente. E o passado fica para trás. Mas nunca o devemos esquecer! Porque reabrir um museu e torná-lo operacional não foi tarefa fácil. Por isso,este blogue continua online, passando a divulgar apenas a cultura popular e a importância dos museus na comunidade!
sexta-feira, 19 de março de 2010
Museu do Café
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segunda-feira, 15 de março de 2010
Opinião de um visitante anglófano
Really good and easy to understand.
Highly recommended!
(Assinatura ilegível)
domingo, 14 de março de 2010
Opinião de um visitante italiano
Molto, molto bene!
Sia l`ollest imensio de la parte didactica.
Gracie,
Pietro E. Piene
Itália
26/08/2009
sábado, 13 de março de 2010
Opinião de um visitante francês
Félicitations pour cette remarquable exposition et ainsi merci de nous permettre de connaître la richesse de l`artisanat de l`Alentejo.
G.T de Paris
28/09/2009
sexta-feira, 12 de março de 2010
Opiniões de um visitante brasileiro
Exposição maravilhosa. Nunca vi tamanha riqueza em artesanato.
Parabéns a todos que aqui trabalham ou trabalharam com o fim da valorizar o Alentejo.
Muitos parabéns mais uma vez!
M. Castro Afonso
17/10/2009
quinta-feira, 11 de março de 2010
Opiniões de uma turma universitária
Todos os anos trago um grupo de alunos de Português para Estrangeiros a visitar aquele que considero um dos melhores museus que conheço. Eles também gostam sempre!
Muito obrigada,
Isabel Pessoa
Universidade Nova de Lisboa
14/11/2009
quarta-feira, 10 de março de 2010
Opiniões de amantes do Alentejo
Apreciei muito esta exposição. Esta região está de parabéns pela alegria que transmite em vários sentidos!
2/02/2010
Ana Fama - Coimbra
terça-feira, 9 de março de 2010
Opiniões de visitantes de uma turma eborense
Gostámos imenso de ver o Centro de Artes Tradicionais.
É arte popular, tradicional, uma grande e importante marca na nossa história.
É saber quem somos e a memória do nosso povo.
Gostámos de ter a oportunidade de poder ver o que de bom tem a nossa região.
É uma pena os costumes irem-se perdendo cada vez mais.
Um bem haja,
A turma do 10.º M de Aeronaves/Electromecânica da Escola Secundária Gabriel Pereira de Évora.
segunda-feira, 8 de março de 2010
Opiniões de uma visitante
Ao longo desta semana vamos publicar alguns comentários dos nossos visitantes sobre o Centro de Artes Tradicionais e que nos deixam sempre orgulhosos:
I enjoyed your museum so much.
To visit your museum enrich our interest in Portugal
Astrid - Holanda
domingo, 7 de março de 2010
sábado, 6 de março de 2010
sexta-feira, 5 de março de 2010
quinta-feira, 4 de março de 2010
quarta-feira, 3 de março de 2010
terça-feira, 2 de março de 2010
segunda-feira, 1 de março de 2010
Artesãos de Campo Maior
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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Resultados da exposição "Presépios do Alentejo"
No período em que decorreu a exposição supracitada, de 10 de Dezembro de 2009 a 6 de Fevereiro de 2010, o Centro de Artes Tradicionais recebeu 1032 visitantes, sendo 879 nacionais e 153 estrangeiros. O passado mês de Dezembro foi, inclusive, o melhor Dezembro a nível de visitantes que o Centro de Artes Tradicionais obteve desde a sua reabertura, em 2007.
Do total de visitantes, destacamos os seguintes segmentos:
Crianças: 190;
Estudantes: 48;
Escolas: 167;
Idosos: 94;
Visitas organizadas: 166;
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Visitantes
Lagar-Museu
Inauguradao em 25 de Abril de 2005, o Lagar-Museu do Palácio Visconde d`Olivã é o mais recente espaço museológico de Campo Maior.
Dedicado à olivicultura, recria-se neste local um lagar de azeite.
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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
LAGAR - MUSEU DE CAMPO MAIOR
Estruturado para funcionar como um espaço único, o museu apresenta, no entanto, áreas distintas. Partindo do seu núcleo, onde é recriado um lagar de azeite e todo o seu funcionamento, o visitante tem ainda acesso a uma sala multimédia, à zona de etnografia e à de exposições temporárias.
Promover a Olivicultura e Campo Maior, enquanto concelho com grandes tradições nesta área, é o principal objectivo do Lagar-Museu.
Fonte: http://www.cm-campo-maior.pt/
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domingo, 21 de fevereiro de 2010
MUSEU ABERTO DE CAMPO MAIOR
Situado no Largo do Barata, na Casa do Assento, o Museu Aberto pretende ser o ponto de partida para o estabelecimento do primeiro contacto com todo o património cult
ural do concelho.
Ainda que simbólico, é através desta porta que se pode tomar contacto com a estrutura dos serviços que compõem o Território–Museu e, a partir daí, iniciar a sua descoberta. Neste espaço, é dada a conhecer a extraordinária história deste concelho e das suas gentes, desde a pré-história até à actualidade, sem esquecer a permanente ligação a Espanha.
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sábado, 20 de fevereiro de 2010
FESTAS DAS FLORES DE CAMPO MAIOR
Todos os milhares e milhares de flores, todas as rosas, todos os cravos, todas as tulipas, todas as glicínias, todas as papoilas garridas foram preparadas com amor, carinho e grande espírito de vontade. Raro espectáculo que se nos oferece, além das maravilhosas ruas “enramadas” são também as encantadoras e suaves melodias – as célebres “saias” – inspiradas em quadras soltas e acompanhadas de ritmo vivo e alegre com pandeiretas e castanholas, que se cantam e bailam (balham), em todas as ruas de Campo Maior.
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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
FESTAS DAS FLORES DE CAMPO MAIOR
Consiste na decoração das ruas de Campo Maior (sobretudo no Centro Histórico) com flores de papel e outros objectos em cartão e papel, feitos pelos residentes de cada rua.
São festas que não se realizam ciclicamente, mas quando o Povo entende. As últimas Festas do Povo realizaram-se em 2004, não estando, de momento, ainda marcada a realização da próxima edição.
Descrever estas festas não é tarefa fácil. Envolve-as um mundo de esforços, de dedicação, de poesia, que se torna muito difícil descrever e transmitir.
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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
domingo, 14 de fevereiro de 2010
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Grupo Cantares Despertar Alentejano de Campo Maior
Durante a inauguração este grupo campomaiorense animou bastante o Centro de Artes Tradicionais, dando um colorido a esta festa!
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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Nova exposição temporária do Centro de Artes Tradicionais
“Descobrir Campo Maior..." através do seu património etnográfico, arquitectónico, museológico e das suas principais actividades culturais é um dos objectivos desta exposição, onde se dá destaque às famosas festas das flores deste município. O primeiro a responder ao desafio lançado pela Turismo do Alentejo, E.R.T., no âmbito da promoção intra-regional da região.
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
DESCOBRIR CAMPO MAIOR
A Expo
sição "Descobrir Campo Maior...“ conta a história desta vila do Alto Alentejo, desde a lenda da sua fundação aos dias de hoje. Situada no distrito de Portalegre, a apenas 10 km da fronteira, Campo Maior é conhecido mundialmente não só pelas suas Festas das Flores, mas também pela sua oferta cultural e patrimonial. Esta exposição faz uma viagem por Campo Maior Monumental, pelos seus edifícios municipais, os seus museus, passando pelo artesanato e as actividades dominantes. Terra de flores e café, Campo Maior há muito que deixou de ser apenas mais uma vila raina, sendo agora um dínamo de cultura e desenvolvimento.
sição "Descobrir Campo Maior...“ conta a história desta vila do Alto Alentejo, desde a lenda da sua fundação aos dias de hoje. Situada no distrito de Portalegre, a apenas 10 km da fronteira, Campo Maior é conhecido mundialmente não só pelas suas Festas das Flores, mas também pela sua oferta cultural e patrimonial. Esta exposição faz uma viagem por Campo Maior Monumental, pelos seus edifícios municipais, os seus museus, passando pelo artesanato e as actividades dominantes. Terra de flores e café, Campo Maior há muito que deixou de ser apenas mais uma vila raina, sendo agora um dínamo de cultura e desenvolvimento.
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
NOVA EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIA NO CENTRO DE ARTES TRADICIONAIS
DESCOBRIR CAMPO MAIOR...
Venha à inauguração hoje às 19.30 e assista a
um concerto de cantares alentejanos desta localidade do Norte Alentejano
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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Turismo do Alentejo programa novas exposições para o Centro de Artes Tradicionais
No âmbito da sua actividade de promoção turística, a Turismo do Alentejo, E.R.T. programou para o espaço do Centro de Artes Tradicionais – Antigo Museu do Artesanato, localizado em Évora, um conjunto de actividades de divulgação das potencialidades turísticas dos concelhos da região. Com esta iniciativa a Turismo do Alentejo, ERT pretende divulgar junto dos milhares de turistas que ocorrem anualmente a Évora, a oferta turística e cultural de toda a região, procurando induzir naqueles a vontade de conhecer in loco o restante território, idealmente no quadro de futuras visitas ao Alentejo.
Em complemento, a Turismo do Alentejo, E.R.T. espera também com esta iniciativa contribuir para a diversidade da programação cultural e de animação da cidade de Évora, oferecendo aos seus residentes mais uma opção de lazer e entretenimento focada no conhecimento e na interpretação da identidade regional alentejana.
O concelho de Campo Maior inaugurou este ciclo de eventos, através da apresentação de uma exposição temporária alusiva ao tema “Descobrir Campo Maior...” que irá patente ao público até ao dia 27 de Março. Nesta inciativa propõe-se um breve olhar sobre a alma Campomaiorense, as suas gentes e tradições, a sua cultura e tudo aquilo que torna esta vila do interior alentejano tão especial, que fica no coração de quem a visita.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
ÚLTIMO DIA DA EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIA "PRESÉPIOS DO ALENTEJO"
Avisamos que hoje é o último dia da exposição temporária do Centro de Artes Tradicionais com presépios da colecção do General Canha da Silva. Não perca esta última oportunidade!
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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Exposição temporária “Presépios do Alentejo” prolongada até ao dia 6 de Fevereiro
Não perca esta última oportunidade de conhecer as peças da colecção do General Fernando Canha da Silva de artesãos do Alentejo sobre o tema, uma iniciativa organizada pela Turismo do Alentejo E.R.T.
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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
domingo, 31 de janeiro de 2010
sábado, 30 de janeiro de 2010
Hino à terra - Poema de Conceição Gadeiro
Quando pela aurora
Me ponho a pensar,
Nas gentes de outrora
Deste mesmo lugar.
Mão calejada
Pelo amanhar do campo,
Rosto enrugado
Manchado de pranto.
Corpo cansado
Escorrendo suor,
Deus seja louvado
Haja Paz e Amor.
Por estes caminhos
Cobertos de pó,
Vinham pobrezinhos
Que metiam dó.
Um prato de sopa,
Um naco de pão,
Pediam para a boca
Como em oração.
Velhinhas fiando
A lã e o linho,
Crianças brincando
Á corda e arquinho.
Das casas branquinhas
Brilhando ao luar,
Saíam ladainhas
Histórias de encantar.
Gente de saber,
Fé e tradição,
Assim fez crescer
O meu Gavião.
Tem na forma um coração
O morango do Pardal
É um doce em Gavião
De sabor não há igual
Quando acaba a Primavera
Eu oiço o pardal cantar
A anunciar que da terra
Pode o morango apanhar
Sou feliz e tem encanto
A vida que Deus me deu
Por isso te amo tanto
Ó meu São Bartolomeu
Conceição Gadeiro
Gavião, 05-10-2009
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Depoimento de Conceição Gadeiro
Nasci em Gavião em 21/09/54, terra de toda a minha família, onde casei e baptizei meus filhos. De cá saí com 3 anos, vivi no Ribatejo, Trás-os-Montes e por fim Lisboa, onde estudei na Escola Industrial Dona Luísa de Gusmão.
Em 74 empreguei-me na CP, onde trabalhei sempre na Direcção de Informática, em 2000 saí da parte técnica e fui secretariar o director (que por acaso é de Évora). Saí da empresa no final do ano de 2006.
Quando os meus filhos já estavam mais crescidos e não precisavam tanto dos meus cuidados, em horário pós-laboral fui fazendo toda a formação que podia: Cerâmica, 2 anos na Barracha-professora Susana Cintra. Pintura em Porcelana, 10 anos - professora Laura Pinho. Óleo e Aguarela, 1 ano - professora Rita Fialho. Curso de flores artificiais, em vários materiais, como por exemplo casca de cebola.
Faço trabalhos em cortiça e pele de cortiça. Fiz pesquisa e reprodução de técnicas antigas de bordado, como por exemplo o bordado a semente de melão. Apresentei um quadro com esta técnica na Associação dos Artesãos de Lisboa e Arredores e com ele fui aceite com
o sócia. Sou sócia da União Portuguesa de Arte em Porcelana - UPAP.
o sócia. Sou sócia da União Portuguesa de Arte em Porcelana - UPAP. Tenho recebido alguns prémios nos concursos de presépios e tronos de Santo António, pela Associação dos Artesãos. Uma menção-honrosa na área do bordado no concurso Sintra em Flor em 2008. Estive na FIA em 2008 e 2009, pelo distrito de Portalegre. Recentemente foi-me dado pelo PPART o selo de reconhecimento de Unidade Produtiva Artesanal e de Artesão. Tenho o Certificado de Aptidão Profissional-CAP e inscrita na bolsa de formadores pelo Alentejo.
Tenho participado em workshops e conferências na área do artesanato, a última em Setembro de 2009 na Conferência Internacional de "Criatividade um Desafio Permanente" em Coimbra. Dou aulas na Universidade Sénior de Gavião em regime de voluntariado. Para além das artes tenho cursos de Informática e Inglês, sou sócia do National Geographic, da livraria Folio em Londres.
No início de 2007 vim viver para a minha terra, recuperei a minha casa e com a ajuda do IEFP fiz um projecto, em 2008 abri a minha loja/oficina - Artes e Saberes, que funciona no rés-do-chão da minha habitação.
ARTESANATO AO VIVO NO SÁBADO À TARDE
No próximo sábado, dia 30 de Janeiro à tarde, irá estar presente numa sessão de "Artesanato ao Vivo" a artesã Conceição Gadeiro, com os seus trabalhos em cerâmica e cortiça, no Centro de Artes Tradicionais.
Natural de Gavião, onde nasceu em 1954, esta antiga empregada da CP, dedica-se ao artesanato desde 2006. Frequentou formações em Cerâmica, Pintura em Porcelana, Óleo e Aguarela, Curso de flores artificiais, para puder executar trabalhos em cerâmica. Com uma oficina em Gavião, a artesã acrescenta nas suas pinturas, poemas da sua própria autoria.
Posteriormente, por sua própria iniciativa passou também a dedicar-se ao trabalho em cortiça e pele de cortiça. Foi com os trabalhos em cortiça, um deles presente na nossa exposição temporária "Presépios do Alentejo" – o que levou a Turismo do Alentejo a convidar esta artesã -, que Conceição Gadeiro recebeu um 3.º prémio no concurso "Santo António de Lisboa" da Associção dos Artesãos .
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Os Três Reis Magos
A tradição que vem do século II terá sido que os 3 reis Magos foram visitar o Menino Jesus logo após o seu nascimento. Terão sido 3 por representarem o mundo conhecido da altura: a Europa, a África e a Ásia. Há quem diga que este número representa as três idades do Homem, pois Belchior, o mais velho, representa a velhice, com a sua barba branca, Gaspar - a meia idade e Baltazar, a juventude, por ter apenas 21 anos. O número 3 generalizou-se também, por simetria, com a Santíssina Trindade.
Citado de ARAÚJO, Silva, Viver o Natal, 3ª edição, Braga, Livraria Apostolado da Imprensa, 1994.
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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Presépio de José Parreira
Publicamos hoje um excerto de uma entrevista concedida pelo artesão em 2002, e de cuja autoria existe uma peça presente na nossa exposição temporária:
Trabalho no artesanato há cerca de 25 anos, desde 1977. Trabalhava com um colega na agricultura. Ele sabia fazer peças em miniatura. Dormíamos no local de trabalho e como tínhamos tempo livre ele ensinou-me a fazer tarros.
Antigamente havia muita gente a fazer isto. Agora já há pouco quem faça. Só pessoas de mais idade é que fazem, os mais jovens não se interessam por estas actividades. Quando comecei só fazia a Feira de Estremoz. Actualmente faço as feiras aqui da região. Mesmo que não se venda, mostramos a habilidade que temos. É uma forma de divulgar o trabalho.
NA OFICINA, compro a cortiça aos tiradores. Em primeiro lugar tiro a “raspa” (superfície exterior de cor escura). Depois de mergulhar a cortiça em água, coloco-a dentro de um recipiente e ponho-a ao lume para cozer. Quando ainda está quente enrolo a cortiça com a forma da peça que quero realizar. Para colocar o fundo e a tampa, volto a mergulhar em água quente, e a peça é toda raspada para retirar o sujo da cozedura. O acabamento é feito com lixas. Em seguida a peça é pregada com “tornos” em volta da base. A asa é colocada no bordo superior com dois “tornos” da asa.
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terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Presépio de Quirina Marmelo
O trabalho da artesã Quirina Marmelo, artesã já falecida, confunde-se com a história da produção de bonecos em Estremoz no século XX, colaborando para a fixação do repertório de peças tradicionais.
Como forma de homenagear Quirina Marmelo, autora do presépio da imagem, na nossa exposição temporária, publica-se também um excerto de uma entrevista concedida pela barrista em 2002:
“Tinha 23 anos quando comecei a aprender com o meu marido, que trabalhou na Olaria Alfacinha. Ajudava-o aos fins de semana e feriados. Em 1982, por sua morte, comecei a trabalhar sozinha. O artesanato é uma coisa que faço por gosto. O meu bisneto tem 14 anos e já tem muitas peças dele. Executo os bonecos com o barro de Estremoz que o meu filho prepara no barreiro. Começo por fazer a base onde assenta o boneco. Faço o tronco, pernas, cabeça e os braços. Visto o boneco, que permanece em repouso durante algum tempo para secar naturalmente. Vai cozer ao forno de lenha durante cerca de 14 horas. Depois de arrefecer é pintado com tintas já preparadas.”
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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
PRESÉPIO DE PERFEITO NEVES
Aprendi com os meus pais. Tinha 9 anos quando comecei a trabalhar “ao banco”. Aos 22 iniciei a actividade por conta própria. Senti que estava habilitado a realizar trabalho em condições.
O meu sonho era aprender e dar a conhecer aquilo que fazia. As feiras de artesanato eram uma forma de escoar as obras e angariar clientes. Quando consegui o que pretendia, deixei de fazer feiras. Quando comecei eram os verdadeiros artesãos que frequentavam essas feiras. Hoje é mais um centro comercial ambulante que outra coisa. As feiras de artesanato tornaram-se corriqueiras. Actualmente só faço a Feira de Estremoz.
Em termos de futuro não vejo continuidade no ofício. Sou o mais novo de sete irmãos e só que é que aprendi o ofício. A minha esperança é a do meu filho que tem 7 anos e já vem para aqui mexer nas ferramentas. Se ele quiser continuar não vai ser aos 18 anos que começa a aprendizagem. Os grandes artistas têm de começar cedo. Foi assim que comecei.
No entanto não tenho aprendizes, um rapaz com 18 anos tem de ganhar um ordenado e não temos possibilidades de pagar. Os cursos de formação não permitem que uma pessoa faça um curso em três anos e venha cá para fazer trabalho de entalhador.
NA OFICINA, talho a peça a partir de um desenho que colo ou risca na madeira e recorto-a. Os recortes são feitos com o auxílio de uma serra tico-tico, com goivas ou palhetas. Os acabamentos podem ser feitos a nível de cera, ou marmoreados e dourados, ou com goma-laca.
Contactos
Perfeito dos Santos Neves
Quinta de Santa Teresinha
7100-137 Estremoz
telefone 268332580
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domingo, 24 de janeiro de 2010
PRESÉPIO DE JOAQUIM SIQUENIQUE
Mais conhecido como "Ti das Ovelhas", o pastor Joaquim Siquenique elabora ingénuas miniaturas de presépios e cenas da vida rural.
O presépio em exposição foi adquirido pelo Major General Canha da Silva ao artesão em 2009, sendo uma das peças mais recentes da sua colecção.
Contactos
Oficina / loja aberta a partir das 16.00
Monte das Flores
Foros da Fonte SEca
7170 Redondo
Te.266909371
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sábado, 23 de janeiro de 2010
Registos e Maquinetas de Guilhermina Maldonado
Guilhermina Maldonaldo, artesã de Estremoz, dedica-se à execução de presépios em maquinetas e registos, alguns dos quais na exposição "Presépios do Alentejo". Publicamos hoje um excerto de uma entrevista concedida pela própria em 2002:
Sobrinha de Vence
slau Lobo (dono dos Museus de Cristo de Borba - actualmente em Sousel - antiquário de grande gabarito). Na casa do meu tio existiam muitos registos e maquinetas que ele adquirira. Eu gostava muito de ver aquelas maravilhas. Já numa fase da vida com certa maturidade, por volta dos 37 anos, dediquei-me a fazer estas peças.
A primeira exposição que fiz foi promovida pelo senhor Vermelho, então director do Museu, intitulada “Guilhermina Maldonado e o falar das mãos (1987)”. As pessoas gostaram, começaram a pedir, incentivaram-me a fazer exposições e foi tudo uma bola de neve. É preciso divulgar a feira de artesanato de Estremoz, não há publicidade e isso é muito importante.
Contactos
Guilhermina de Sousa Maldonado
Rua Heróis da Índia, 30 – 1º
7100-103 Estremoz
telefone 268322696
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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Depoimento de Isidro Verdasca
Comecei a fazer nos tempos livres umas peçazinhas que me pediam. Quando me reformei, há cerca de 25 anos, passei a dedicar-me ao artesanato a tempo inteiro.
Para me safar do trabalho de sol a sol, trabalhei em barbeiro e estabeleci-me na Azaruja. Nos tempos livres ia fazendo umas peças em cortiça.
O artesanato é difícil de vender. Todos gostam muito, mas quando lhes digo o preço não compram. Se vender 2 ou 3 peças por semana já é bom. Isto leva muito tempo a fazer. É preciso paciência e muito jeito. Se vivesse disto morria de fome. Mas gozo um bocadinho quando vejo as peças feitas. Nunca ensinei.
NA OFICINA, adquiro cortiça já cozida nas fábricas da Azaruja. Com um canivete vou fazendo o corte na cortiça, conforme a peça que quero executar. O acabamento é feito com lixa, e certos componentes de determinadas peças são colados ou cravados com preguetes de chapa.
Contactos
Rua da Mouraria, 48 - A
7000-741 Évora
(Atelier-loja aberto ao público das 10-12.30 e das 15-17.00. com marcação prévia)
Serradores de Isidro Verdasca
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Cantil, de Isidoro Valério
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Depoimento de José Vinagre
Aprendi aos 10, 11 anos. Quando andava a guardar ovelhas achei um bocadito de cortiça que comecei a cortar e daí nasceu um pastor. Entre os 18 e os 30 anos desmaginei-me disso. Desde que me casei, aos 30 anos, tenho vindo a dedicar-me ao ofício.
Tenho peças no Museu de Estremoz. No jornal “Brados do Alentejo” foi publicado um artigo sobre o meu trabalho, mas não dão valor ao que a gente faz. Às vezes até fazem pouco de pedir dinheiro para um bocado de cortiça. Aqui há tempo vendi umas peças para a Câmara de Estremoz por causa disso. Mas por vezes são os clientes que me oferecem cortiça em troca de uma peça ou outra que realizo.
Tenho vendido peças para Lisboa, Porto e Braga. Através do I.E.F.P. as peças têm sido expostas em várias cidades e vilas do país. É pena as pessoas não quererem seguir esta vida. Estive 7 meses a ensinar a 8 raparigas, mas não aprenderam nada. Isto um dia acaba, não posso dizer que vou fazer isto já muitos anos...
NA OFICINA, a cortiça é cozida para retirar a “costa”. Começo a executar as peças (que geralmente representam o quotidiano da vida rural) com uma navalha.
Contactos
José Joaquim Vinagre
Rua Sousa Maldonado, 13 - Veiros
7100-709 Estremoz
telefone 268929431
Pastor, de José Vinagre
José Vinagre, artesão de Veiros, concelho de Estremoz, emprestou ao Centro de Artes Tradicionais uma peça da sua colecção, o Pastor, como forma de renovar temporariamente o núcleo "Esculturas em Cortiça", peça que está em exposição até 10 de Fevereiro.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
domingo, 17 de janeiro de 2010
EXPOSIÇÃO PERMANENTE RENOVA-SE
Tendo retirado
os presépios da exposição permanente, para a actual temporária, aproveitamos esta oportunidade para renovar parte do núcleo "Olaria
da Viana do Alentejo", com espólio que estava nas nossas reservas até à data.
Foram escolhidas peças da colecção que demonstram a variedade decorativa deste centro oleiro do distrito de Évora, e principalmente, o famoso verde de Viana do Alentejo.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
PRESÉPIO DE ANTÓNIO PALMIRA RODRIGUES
António Palmira Rodrigues, oleiro de Mourão, também está representado na exposição temporária "Presépios do Alentejo", com uma peça pertencente à colecção do Major General Canha da Silva.
Publicamos também um excerto de uma entrevista concedida por este artesão em 2002:
Apesar de estar empregado, tenho estado sempre ligado ao artesanato. O meu pai é uma pessoa habilidosa, sempre o vi dedicar-se a desenhar e a estudar obras. Talvez por isso adquiri o gosto. Agora estou desempregado e passei a dedicar-me em exclusivo ao artesanato.
Actualmente (2002) estou a dedicar-me à mistura de pintura com escultura. É um misto de arte/ artesanato. Mesmo que seja um pouco mais caro, mas é diferente dentro dos artigos regionais. Importa preservar e ter qualidade dentro daquilo que se faz. Estive a fazer uma atelier com exposição onde posso trabalhar e receber produtos para escoamento. Sempre tenho tido uma vocação para estas coisas. Muitas vezes faço sem levar dinheiro. Mas gosto de fazer. Já dei aulas de trabalhos manuais.
Tenho feito várias exposições, a última foi em Viana do Alentejo e Moura, e a próxima que se segue é na Casa do Alentejo, em Lisboa. Acho que o artesanato tem pernas para andar. São os próprios artesãos que o vão matar ou não. Se é artesanato não introduzam a máquina.
Contactos:
ANTÓNIO PALMIRA RIÇO RODRIGUES
Dr. José Joaquim de Vasconcelos Gusmão, 11
7240-254 MOURÃO
Telefone: 935865520
E-mail: apalmira@sapo.pt
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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
PRESÉPIO DE ISABEL CATARRILHAS PIRES
Outra artesã de Estremoz, a quem o Major General Canha da Silva adquiriu um presépio que está na exposição "Presépios do Alentejo" é o de Isabel Catarrilhas Pires.
Iniciei a aprendizagem com algumas peças simples, mas não cozia o barro. Não aprendi com ninguém, excepto o processo de cozedura. Foi através de experiências que evoluí. Comecei a actividade em 1986.
O que eu entendo pela Barrística de Estremoz, tem muito a ver com as características fundamentais e com a criatividade que cada artesão geralmente lhe imprime. Comparando o boneco do século XVIII com os do século XX são diferentes. Os bonecos nascem nus, e vai-se vestindo. Isso é tipicamente característico. Cada artesão tem uma forma própria de realizar. Os meus modelos nada têm com o estilo tradicional de Estremoz. Acho que ninguém faz igual. Interessei-me pelas figuras do Museu Municipal de Estremoz, as mais antigas, e atribuí-lhes um cunho pessoal. Segundo o antigo director do museu, o prof. Joaquim Vermelho o meu trabalho assume um tratamento naturalista menos ingénuo, ao reflectir um sentido de observação pelos mais pequenos pormenores.
A minha divulgação tem sido em “bola de neve”. Um cliente traz outro e assim sucessivamente. Em 1992 ganhei um prémio especial de cerâmica com o trabalho “O quiosque”. Participei na F.I.A. de 1993 a 1995 e em 2001 através do I.E.F.P.
Contactos:
Maria Isabel Dias Catarrillhas Pires
Bairro da Salsinha, Rua Nossa Senhora do Carmo - lote 37
7100-102 Estremoz
Telefone 268322183. 964294389
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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Aviso
O Centro de Artes Tradicionais encontra-se hoje encerrado devido a reunião interna dos serviços
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
PRESÉPIOS DE ANA BOSSA
Hoje publicamos um pequeno excerto de uma entrevista concedida pela artesã em 2002:
Como estudante havia necessidade de fazer um part-time. Era uma forma de ganhar algum dinheiro e ocupar os tempos livres. Comecei a fazer e juntamente com a Catarina temos vindo a desenvolver a actividade em conjunto.
Há muito bom artesanato. Nós também gostamos de comprar, perdemos a cabeça. Há uma falta de informação para a designação de artesanato. Nas feiras aparecem muitas coisas feitas por moldes em série que são designadas como artesanato.
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