quarta-feira, 31 de março de 2010

Inauguração da exposição temporária "As Artes Tradicionais de Santiago do Cacém"

O Presidente da Turismo do Alentejo, E.R.T António Ceia da Silva, na posse da palavre
Álvaro Beijinha, Vereador da Cultura da Câmara Municipal de Santiago do Cacém , na posse da palavra.

terça-feira, 30 de março de 2010

Inauguração da exposição temporária "As Artes Tradicionais de Santiago do Cacém"

A inauguração da exposição temporária “As Artes Tradicionais de Santiago do Cacém” decorre hoje, dia 30 de Março, às 16h30, no Centro de Artes Tradicionais/Antigo Museu do Artesanato- Celeiro Comum.
No âmbito da sua actividade de promoção turística, a Turismo do Alentejo, E.R.T., tem vindo a programar para o espaço do Centro de Artes Tradicionais, um conjunto de actividades de divulgação das potencialidades turísticas dos concelhos da região, divulgando assim entre os milhares de turistas que ocorrem anualmente a Évora, a oferta turística e cultural de toda a região, procurando induzir naqueles a vontade de conhecer in loco o restante território, idealmente no quadro de futuras visitas ao Alentejo.
O município de Santiago do Cacém ao aderir a esta iniciativa, concebeu a exposição temporária alusiva ao tema “As Artes Tradicionais de Santiago do Cacém”, como uma forma de promover o seu rico património etnográfico, resultado da concentração do maior número de artesãos de todo o Baixo Alentejo neste concelho.
Quem desejar pode vir assistir a este acto, ao qual se seguirá um Alentejo de Honra, com produtos regionais provenientes de Santiago do Cacém. A entrada é livre.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Câmara de Santiago de Cacém organiza a nova exposição temporária do Centro de Artes Tradicionais

O artesanato ou arte popular, como também, por vezes é designado, faz parte integrante da cultura que caracteriza e define a identidade de um povo, transmitindo de geração em geração um conjunto de tradições e saberes, de técnicas e formas de representar o mundo. No Concelho de Santiago do Cacém o artesanato estabelece uma ponte de ligação entre o mundo urbano e o mundo rural onde encontra matérias-primas e fontes de inspiração. Santiago do Cacém é considerado um dos concelhos com maior número de artesãos no Baixo Alentejo. Estes artesãos encontram-se distribuídos por todas as freguesias do concelho.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Opinião de visitantes à exposição "Presépios do Alentejo"

“Felicitations pelos presépios. Felicitações aos “artistas” à pessoa que organizou esta exposição e a todos os que me permitiram ver belos presépios, bem diferentes do que estou habituada a ver nas igrejas de Paris ” 10.12.2009 (O Filho Pródigo) “Como todas as exposições feitas com presépios da colecção do Sr. Major General Canha e Silva fiquei encantada. A exposição está bem organizada e com peças muito bonitas. A Amiga Feverónia” 10.12.2009 “É uma arte linda para verdadeiros apreciadores.” Ana Vinagre Lúcio 10.12.2009 Obrigado! Obrigado pela forma simpática, gentil, pela sensibilidade como perpetua a memória do artesão António Cunha, tão dignamente enquadrado nesta belíssima colecção de presépios – FELICIDADES e parabéns ao casal Fernanda e Fernando Canha da Silva. Teresa Cunha, Monforte – Alentejo Eu herdei todo o saber Do baú da minha avó A arte não pode morrer E a trabalhar não estou só. Obrigada por esta magnífica oportunidade e este excelente momento. Conceição Gadeiro – Gavião Extraordinária mostra de identidade regional de um “povo” de grande nobreza – o Alentejano. Partilho essa riqueza com a alma plena de alegria, como seu irmão pois sou português e pretendo continuar a sê-lo. Évora, 2009/12/30 Fernando Silveira Martins

quinta-feira, 25 de março de 2010

Capela dos Ossos de Campo Maior

Adjacente à Igreja Matriz de Campo Maior encontra-se a Capela dos Ossos, um monumento que data de 1766 e que foi construído em memória das vítimas da explosão de um paiol local em 1732.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Pelourinho de Campo Maior

Localizado na Praça da República em Campo Maior, este pelourinho do Séc. XVII está assente num soco escalonado de 4 degraus quadrangulares. Com base composta por plinto quadrado, escócia sobreposta de base com ábaco facetado em forma de campainha invertida e rematado por bocelão de perfil convexo duplo, facetado, possui um fuste octogonal decorado de molduras verticais formando painéis.
Este monumento, tem um capitel de coxim muito alto,octogonal, decorado de mascarões e folhas estilizadas, e ábaco de planta circular octogonal sobrepojado por uma esfera com decoração vegetalista e carrancas, da qual saem quatro ferros de sujeição recurvos. Sobre o globo, assente numa base quadrada, uma estátua figurando a justiça com a espada e a balança de ferro.
Citado de: Direcção Geral de Edifícios e Monumentos Nacionais Fonte: http://www.cm-campo-maior.pt/

domingo, 21 de março de 2010

Castelo de Campo Maior

Fortificação abaluartada: magistral de traçado abaluartado formando polígono irregular de 10 lados com alguns troços de cortina desaparecidos; flanqueando as cortinas e partindo do sector Sul e no sentido dos ponteiros do relógio, apresenta:
baluarte da Boa Vista
meio baluarte de São Sebastião
Portas da Vila
meio baluarte de Lisboa
meio baluarte do Curral dos Coelhos
baluarte de Santa Cruz
baluarte do Cavaleiro ou de São João
meio baluarte do Príncipe
baluarte da Fonte do Concelho
meio baluarte de São Francisco
meio baluarte de Santa Rosa e poterna
A fortaleza ainda possui o fosso e a contra-escarpa em boa parte da sua extensão, nomeadamente de S. a NE., bem como 4 revelins;
O castelo possui 2 das 6 torres, de planta rectangular; as muralhas, de planta trapezoidal, estão ameadas e possuem adarve que permitem a circulação completa passando pelas torres remanescentes; também estas torres estão ameadas e, tal como as das muralhas, possuem terminação tronco-piramidal com arredondamento no topo; qualquer das torres tem sala abobadada ao nível do adarve, possuindo a torre N. uma janela com decoração renascentista; para S. estendem-se as muralhas da cerca urbana da vila velha, formando, de forma grosseira, uma meia elipse com 7 torreões (6 com planta rectangular e 1 com planta octogonal, a NE., por onde se realiza a entrada);
Fortificação abaluartada: cortinas escarpadas de traçado abaluartado, com paramentos de alvenaria de pedra disposta à fiada e argamassa de cal; fosso e contra-escarpa construída com a mesma técnica utilizada nas cortinas; enchimento dos muros a pedra miúda e terra argilosa; obras exteriores à base de maciços de terra confinados por muros escarpados formando revelins.

sábado, 20 de março de 2010

Museu de Arte Sacra de Campo Maior

Reunindo cerca de 150 peças num conjunto de elevado interesse artístico e cultural, o Museu de Arte Sacra permite aos visitantes um encontro com a beleza, a arte, a história e a cultura cristã, constituindo um lugar de reflexão para todos os católicos.
Parte dos seus tesouros estão presentes na exposição temporária "Descobrir Campo Maior..." no Centro de Artes Tradicionais, até ao dia 27 de Março.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Museu do Café

Inaugurado em 1994, o Museu do Café da Nova Delta, nasceu da concretização do Comendador Rui Nabeiro, o fundador da Delta Cafés, em Campo Maior.
Estão patentes ao público na actual exposição temporária peças deste espaço museológico, que permite ao visitante descobrir a história do café e o surgimento da Delta Cafés e sua evolução até aos dias de hoje em Campo Maior.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Opinião de um visitante anglófano

Really good and easy to understand. Highly recommended! (Assinatura ilegível)

domingo, 14 de março de 2010

Opinião de um visitante italiano

Molto, molto bene! Sia l`ollest imensio de la parte didactica. Gracie, Pietro E. Piene Itália 26/08/2009

sábado, 13 de março de 2010

Opinião de um visitante francês

Félicitations pour cette remarquable exposition et ainsi merci de nous permettre de connaître la richesse de l`artisanat de l`Alentejo.
G.T de Paris 28/09/2009

sexta-feira, 12 de março de 2010

Opiniões de um visitante brasileiro

Exposição maravilhosa. Nunca vi tamanha riqueza em artesanato. Parabéns a todos que aqui trabalham ou trabalharam com o fim da valorizar o Alentejo. Muitos parabéns mais uma vez! M. Castro Afonso 17/10/2009

quinta-feira, 11 de março de 2010

Opiniões de uma turma universitária

Todos os anos trago um grupo de alunos de Português para Estrangeiros a visitar aquele que considero um dos melhores museus que conheço. Eles também gostam sempre! Muito obrigada, Isabel Pessoa Universidade Nova de Lisboa 14/11/2009

quarta-feira, 10 de março de 2010

Opiniões de amantes do Alentejo

Apreciei muito esta exposição. Esta região está de parabéns pela alegria que transmite em vários sentidos! 2/02/2010 Ana Fama - Coimbra

terça-feira, 9 de março de 2010

Opiniões de visitantes de uma turma eborense

Gostámos imenso de ver o Centro de Artes Tradicionais. É arte popular, tradicional, uma grande e importante marca na nossa história. É saber quem somos e a memória do nosso povo. Gostámos de ter a oportunidade de poder ver o que de bom tem a nossa região. É uma pena os costumes irem-se perdendo cada vez mais. Um bem haja, A turma do 10.º M de Aeronaves/Electromecânica da Escola Secundária Gabriel Pereira de Évora.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Opiniões de uma visitante

Ao longo desta semana vamos publicar alguns comentários dos nossos visitantes sobre o Centro de Artes Tradicionais e que nos deixam sempre orgulhosos:
I enjoyed your museum so much. To visit your museum enrich our interest in Portugal Astrid - Holanda

terça-feira, 2 de março de 2010

Ceramistas de Campo Maior

Peças em cerâmica da empresa dos artesãos Lavadinho & Espada estão presentes na exposição temporária "Descobrir Campo Maior...", que pode visitar no Centro de Artes Tradicionais até ao dia 27 de Março.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Artesãos de Campo Maior

Povo artista, os campomaiorenses são hábeis no trabalho do barro, do metal, dos têxteis, do papel e da madeira.
A partir desta semana publicamos imagens de algumas peças em exposição dos artesãos desta localidade alentejana. Como é o caso destas peças em madeira, da autoria de Júlio Trindade.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Resultados da exposição "Presépios do Alentejo"

No período em que decorreu a exposição supracitada, de 10 de Dezembro de 2009 a 6 de Fevereiro de 2010, o Centro de Artes Tradicionais recebeu 1032 visitantes, sendo 879 nacionais e 153 estrangeiros. O passado mês de Dezembro foi, inclusive, o melhor Dezembro a nível de visitantes que o Centro de Artes Tradicionais obteve desde a sua reabertura, em 2007.
Do total de visitantes, destacamos os seguintes segmentos: Crianças: 190; Estudantes: 48; Escolas: 167; Idosos: 94; Visitas organizadas: 166;

Lagar-Museu

Inauguradao em 25 de Abril de 2005, o Lagar-Museu do Palácio Visconde d`Olivã é o mais recente espaço museológico de Campo Maior.
Dedicado à olivicultura, recria-se neste local um lagar de azeite.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

LAGAR - MUSEU DE CAMPO MAIOR

Inteiramente dedicado à olivicultura, uma das actividades agrícolas mais importantes do concelho, o museu está instalado no antigo lagar de azeite do Palácio do Visconde d’Olivã, um edifício de inestimável valor patrimonial e histórico, que a Autarquia de Campo Maior tem vindo a recuperar.
Estruturado para funcionar como um espaço único, o museu apresenta, no entanto, áreas distintas. Partindo do seu núcleo, onde é recriado um lagar de azeite e todo o seu funcionamento, o visitante tem ainda acesso a uma sala multimédia, à zona de etnografia e à de exposições temporárias.
Promover a Olivicultura e Campo Maior, enquanto concelho com grandes tradições nesta área, é o principal objectivo do Lagar-Museu. Fonte: http://www.cm-campo-maior.pt/

domingo, 21 de fevereiro de 2010

MUSEU ABERTO DE CAMPO MAIOR

Situado no Largo do Barata, na Casa do Assento, o Museu Aberto pretende ser o ponto de partida para o estabelecimento do primeiro contacto com todo o património cultural do concelho.
Ainda que simbólico, é através desta porta que se pode tomar contacto com a estrutura dos serviços que compõem o Território–Museu e, a partir daí, iniciar a sua descoberta. Neste espaço, é dada a conhecer a extraordinária história deste concelho e das suas gentes, desde a pré-história até à actualidade, sem esquecer a permanente ligação a Espanha.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

FESTAS DAS FLORES DE CAMPO MAIOR

Todos os milhares e milhares de flores, todas as rosas, todos os cravos, todas as tulipas, todas as glicínias, todas as papoilas garridas foram preparadas com amor, carinho e grande espírito de vontade. Raro espectáculo que se nos oferece, além das maravilhosas ruas “enramadas” são também as encantadoras e suaves melodias – as célebres “saias” – inspiradas em quadras soltas e acompanhadas de ritmo vivo e alegre com pandeiretas e castanholas, que se cantam e bailam (balham), em todas as ruas de Campo Maior.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

FESTAS DAS FLORES DE CAMPO MAIOR

Consiste na decoração das ruas de Campo Maior (sobretudo no Centro Histórico) com flores de papel e outros objectos em cartão e papel, feitos pelos residentes de cada rua.
São festas que não se realizam ciclicamente, mas quando o Povo entende. As últimas Festas do Povo realizaram-se em 2004, não estando, de momento, ainda marcada a realização da próxima edição.
Descrever estas festas não é tarefa fácil. Envolve-as um mundo de esforços, de dedicação, de poesia, que se torna muito difícil descrever e transmitir.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Grupo Cantares Despertar Alentejano de Campo Maior

Durante a inauguração este grupo campomaiorense animou bastante o Centro de Artes Tradicionais, dando um colorido a esta festa!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Nova exposição temporária do Centro de Artes Tradicionais

“Descobrir Campo Maior..." através do seu património etnográfico, arquitectónico, museológico e das suas principais actividades culturais é um dos objectivos desta exposição, onde se dá destaque às famosas festas das flores deste município. O primeiro a responder ao desafio lançado pela Turismo do Alentejo, E.R.T., no âmbito da promoção intra-regional da região.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

DESCOBRIR CAMPO MAIOR

A Exposição "Descobrir Campo Maior...“ conta a história desta vila do Alto Alentejo, desde a lenda da sua fundação aos dias de hoje. Situada no distrito de Portalegre, a apenas 10 km da fronteira, Campo Maior é conhecido mundialmente não só pelas suas Festas das Flores, mas também pela sua oferta cultural e patrimonial. Esta exposição faz uma viagem por Campo Maior Monumental, pelos seus edifícios municipais, os seus museus, passando pelo artesanato e as actividades dominantes. Terra de flores e café, Campo Maior há muito que deixou de ser apenas mais uma vila raina, sendo agora um dínamo de cultura e desenvolvimento.

IMAGENS DA INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO SOBRE CAMPO MAIOR

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

NOVA EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIA NO CENTRO DE ARTES TRADICIONAIS

DESCOBRIR CAMPO MAIOR...
Venha à inauguração hoje às 19.30 e assista a
um concerto de cantares alentejanos desta localidade do Norte Alentejano

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Turismo do Alentejo programa novas exposições para o Centro de Artes Tradicionais

No âmbito da sua actividade de promoção turística, a Turismo do Alentejo, E.R.T. programou para o espaço do Centro de Artes Tradicionais – Antigo Museu do Artesanato, localizado em Évora, um conjunto de actividades de divulgação das potencialidades turísticas dos concelhos da região. Com esta iniciativa a Turismo do Alentejo, ERT pretende divulgar junto dos milhares de turistas que ocorrem anualmente a Évora, a oferta turística e cultural de toda a região, procurando induzir naqueles a vontade de conhecer in loco o restante território, idealmente no quadro de futuras visitas ao Alentejo.
Em complemento, a Turismo do Alentejo, E.R.T. espera também com esta iniciativa contribuir para a diversidade da programação cultural e de animação da cidade de Évora, oferecendo aos seus residentes mais uma opção de lazer e entretenimento focada no conhecimento e na interpretação da identidade regional alentejana.
O concelho de Campo Maior inaugurou este ciclo de eventos, através da apresentação de uma exposição temporária alusiva ao tema “Descobrir Campo Maior...” que irá patente ao público até ao dia 27 de Março. Nesta inciativa propõe-se um breve olhar sobre a alma Campomaiorense, as suas gentes e tradições, a sua cultura e tudo aquilo que torna esta vila do interior alentejano tão especial, que fica no coração de quem a visita.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

ÚLTIMO DIA DA EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIA "PRESÉPIOS DO ALENTEJO"

Avisamos que hoje é o último dia da exposição temporária do Centro de Artes Tradicionais com presépios da colecção do General Canha da Silva. Não perca esta última oportunidade!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Exposição temporária “Presépios do Alentejo” prolongada até ao dia 6 de Fevereiro

Não perca esta última oportunidade de conhecer as peças da colecção do General Fernando Canha da Silva de artesãos do Alentejo sobre o tema, uma iniciativa organizada pela Turismo do Alentejo E.R.T.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Hino à terra - Poema de Conceição Gadeiro

Quando pela aurora Me ponho a pensar, Nas gentes de outrora Deste mesmo lugar. Mão calejada Pelo amanhar do campo, Rosto enrugado Manchado de pranto. Corpo cansado Escorrendo suor, Deus seja louvado Haja Paz e Amor. Por estes caminhos Cobertos de pó, Vinham pobrezinhos Que metiam dó. Um prato de sopa, Um naco de pão, Pediam para a boca Como em oração. Velhinhas fiando A lã e o linho, Crianças brincando Á corda e arquinho. Das casas branquinhas Brilhando ao luar, Saíam ladainhas Histórias de encantar. Gente de saber, Fé e tradição, Assim fez crescer O meu Gavião. Tem na forma um coração O morango do Pardal É um doce em Gavião De sabor não há igual Quando acaba a Primavera Eu oiço o pardal cantar A anunciar que da terra Pode o morango apanhar Sou feliz e tem encanto A vida que Deus me deu Por isso te amo tanto Ó meu São Bartolomeu
Conceição Gadeiro Gavião, 05-10-2009

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Depoimento de Conceição Gadeiro

Nasci em Gavião em 21/09/54, terra de toda a minha família, onde casei e baptizei meus filhos. De cá saí com 3 anos, vivi no Ribatejo, Trás-os-Montes e por fim Lisboa, onde estudei na Escola Industrial Dona Luísa de Gusmão.
Em 74 empreguei-me na CP, onde trabalhei sempre na Direcção de Informática, em 2000 saí da parte técnica e fui secretariar o director (que por acaso é de Évora). Saí da empresa no final do ano de 2006.
Quando os meus filhos já estavam mais crescidos e não precisavam tanto dos meus cuidados, em horário pós-laboral fui fazendo toda a formação que podia: Cerâmica, 2 anos na Barracha-professora Susana Cintra. Pintura em Porcelana, 10 anos - professora Laura Pinho. Óleo e Aguarela, 1 ano - professora Rita Fialho. Curso de flores artificiais, em vários materiais, como por exemplo casca de cebola.
Faço trabalhos em cortiça e pele de cortiça. Fiz pesquisa e reprodução de técnicas antigas de bordado, como por exemplo o bordado a semente de melão. Apresentei um quadro com esta técnica na Associação dos Artesãos de Lisboa e Arredores e com ele fui aceite como sócia. Sou sócia da União Portuguesa de Arte em Porcelana - UPAP.
Tenho recebido alguns prémios nos concursos de presépios e tronos de Santo António, pela Associação dos Artesãos. Uma menção-honrosa na área do bordado no concurso Sintra em Flor em 2008. Estive na FIA em 2008 e 2009, pelo distrito de Portalegre. Recentemente foi-me dado pelo PPART o selo de reconhecimento de Unidade Produtiva Artesanal e de Artesão. Tenho o Certificado de Aptidão Profissional-CAP e inscrita na bolsa de formadores pelo Alentejo.
Tenho participado em workshops e conferências na área do artesanato, a última em Setembro de 2009 na Conferência Internacional de "Criatividade um Desafio Permanente" em Coimbra. Dou aulas na Universidade Sénior de Gavião em regime de voluntariado. Para além das artes tenho cursos de Informática e Inglês, sou sócia do National Geographic, da livraria Folio em Londres.
No início de 2007 vim viver para a minha terra, recuperei a minha casa e com a ajuda do IEFP fiz um projecto, em 2008 abri a minha loja/oficina - Artes e Saberes, que funciona no rés-do-chão da minha habitação.

ARTESANATO AO VIVO NO SÁBADO À TARDE

No próximo sábado, dia 30 de Janeiro à tarde, irá estar presente numa sessão de "Artesanato ao Vivo" a artesã Conceição Gadeiro, com os seus trabalhos em cerâmica e cortiça, no Centro de Artes Tradicionais.
Natural de Gavião, onde nasceu em 1954, esta antiga empregada da CP, dedica-se ao artesanato desde 2006. Frequentou formações em Cerâmica, Pintura em Porcelana, Óleo e Aguarela, Curso de flores artificiais, para puder executar trabalhos em cerâmica. Com uma oficina em Gavião, a artesã acrescenta nas suas pinturas, poemas da sua própria autoria.
Posteriormente, por sua própria iniciativa passou também a dedicar-se ao trabalho em cortiça e pele de cortiça. Foi com os trabalhos em cortiça, um deles presente na nossa exposição temporária "Presépios do Alentejo" – o que levou a Turismo do Alentejo a convidar esta artesã -, que Conceição Gadeiro recebeu um 3.º prémio no concurso "Santo António de Lisboa" da Associção dos Artesãos .

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Os Três Reis Magos

A tradição que vem do século II terá sido que os 3 reis Magos foram visitar o Menino Jesus logo após o seu nascimento. Terão sido 3 por representarem o mundo conhecido da altura: a Europa, a África e a Ásia. Há quem diga que este número representa as três idades do Homem, pois Belchior, o mais velho, representa a velhice, com a sua barba branca, Gaspar - a meia idade e Baltazar, a juventude, por ter apenas 21 anos. O número 3 generalizou-se também, por simetria, com a Santíssina Trindade.
Citado de ARAÚJO, Silva, Viver o Natal, 3ª edição, Braga, Livraria Apostolado da Imprensa, 1994.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Presépio de José Parreira

Falecido há cerca de dois anos, José Parreira, artesão estremocense e antigo tirador de cortiça, aproveitava os bocados de cortiça que achava mais adequado às peças.
Publicamos hoje um excerto de uma entrevista concedida pelo artesão em 2002, e de cuja autoria existe uma peça presente na nossa exposição temporária:
Trabalho no artesanato há cerca de 25 anos, desde 1977. Trabalhava com um colega na agricultura. Ele sabia fazer peças em miniatura. Dormíamos no local de trabalho e como tínhamos tempo livre ele ensinou-me a fazer tarros.
Antigamente havia muita gente a fazer isto. Agora já há pouco quem faça. Só pessoas de mais idade é que fazem, os mais jovens não se interessam por estas actividades. Quando comecei só fazia a Feira de Estremoz. Actualmente faço as feiras aqui da região. Mesmo que não se venda, mostramos a habilidade que temos. É uma forma de divulgar o trabalho.
NA OFICINA, compro a cortiça aos tiradores. Em primeiro lugar tiro a “raspa” (superfície exterior de cor escura). Depois de mergulhar a cortiça em água, coloco-a dentro de um recipiente e ponho-a ao lume para cozer. Quando ainda está quente enrolo a cortiça com a forma da peça que quero realizar. Para colocar o fundo e a tampa, volto a mergulhar em água quente, e a peça é toda raspada para retirar o sujo da cozedura. O acabamento é feito com lixas. Em seguida a peça é pregada com “tornos” em volta da base. A asa é colocada no bordo superior com dois “tornos” da asa.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Presépio de Quirina Marmelo

O trabalho da artesã Quirina Marmelo, artesã já falecida, confunde-se com a história da produção de bonecos em Estremoz no século XX, colaborando para a fixação do repertório de peças tradicionais.
Como forma de homenagear Quirina Marmelo, autora do presépio da imagem, na nossa exposição temporária, publica-se também um excerto de uma entrevista concedida pela barrista em 2002: “Tinha 23 anos quando comecei a aprender com o meu marido, que trabalhou na Olaria Alfacinha. Ajudava-o aos fins de semana e feriados. Em 1982, por sua morte, comecei a trabalhar sozinha. O artesanato é uma coisa que faço por gosto. O meu bisneto tem 14 anos e já tem muitas peças dele. Executo os bonecos com o barro de Estremoz que o meu filho prepara no barreiro. Começo por fazer a base onde assenta o boneco. Faço o tronco, pernas, cabeça e os braços. Visto o boneco, que permanece em repouso durante algum tempo para secar naturalmente. Vai cozer ao forno de lenha durante cerca de 14 horas. Depois de arrefecer é pintado com tintas já preparadas.”

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

PRESÉPIO DE PERFEITO NEVES

Entalhador de escultura em madeira, Perfeito Neves, de Estremoz, tem igualmente um presépio seu na exposição temporária do Centro de Artes Tradicionais Tendo concedido uma entrevista em 2002, publicamos hoe um excerto da mesma:
Aprendi com os meus pais. Tinha 9 anos quando comecei a trabalhar “ao banco”. Aos 22 iniciei a actividade por conta própria. Senti que estava habilitado a realizar trabalho em condições. O meu sonho era aprender e dar a conhecer aquilo que fazia. As feiras de artesanato eram uma forma de escoar as obras e angariar clientes. Quando consegui o que pretendia, deixei de fazer feiras. Quando comecei eram os verdadeiros artesãos que frequentavam essas feiras. Hoje é mais um centro comercial ambulante que outra coisa. As feiras de artesanato tornaram-se corriqueiras. Actualmente só faço a Feira de Estremoz.
Em termos de futuro não vejo continuidade no ofício. Sou o mais novo de sete irmãos e só que é que aprendi o ofício. A minha esperança é a do meu filho que tem 7 anos e já vem para aqui mexer nas ferramentas. Se ele quiser continuar não vai ser aos 18 anos que começa a aprendizagem. Os grandes artistas têm de começar cedo. Foi assim que comecei. No entanto não tenho aprendizes, um rapaz com 18 anos tem de ganhar um ordenado e não temos possibilidades de pagar. Os cursos de formação não permitem que uma pessoa faça um curso em três anos e venha cá para fazer trabalho de entalhador.
NA OFICINA, talho a peça a partir de um desenho que colo ou risca na madeira e recorto-a. Os recortes são feitos com o auxílio de uma serra tico-tico, com goivas ou palhetas. Os acabamentos podem ser feitos a nível de cera, ou marmoreados e dourados, ou com goma-laca.
Contactos Perfeito dos Santos Neves Quinta de Santa Teresinha 7100-137 Estremoz telefone 268332580

domingo, 24 de janeiro de 2010

PRESÉPIO DE JOAQUIM SIQUENIQUE

Mais conhecido como "Ti das Ovelhas", o pastor Joaquim Siquenique elabora ingénuas miniaturas de presépios e cenas da vida rural.
O presépio em exposição foi adquirido pelo Major General Canha da Silva ao artesão em 2009, sendo uma das peças mais recentes da sua colecção. Contactos Oficina / loja aberta a partir das 16.00 Monte das Flores Foros da Fonte SEca 7170 Redondo Te.266909371

sábado, 23 de janeiro de 2010

Registos e Maquinetas de Guilhermina Maldonado

Guilhermina Maldonaldo, artesã de Estremoz, dedica-se à execução de presépios em maquinetas e registos, alguns dos quais na exposição "Presépios do Alentejo". Publicamos hoje um excerto de uma entrevista concedida pela própria em 2002: Sobrinha de Venceslau Lobo (dono dos Museus de Cristo de Borba - actualmente em Sousel - antiquário de grande gabarito). Na casa do meu tio existiam muitos registos e maquinetas que ele adquirira. Eu gostava muito de ver aquelas maravilhas. Já numa fase da vida com certa maturidade, por volta dos 37 anos, dediquei-me a fazer estas peças.
A primeira exposição que fiz foi promovida pelo senhor Vermelho, então director do Museu, intitulada “Guilhermina Maldonado e o falar das mãos (1987)”. As pessoas gostaram, começaram a pedir, incentivaram-me a fazer exposições e foi tudo uma bola de neve. É preciso divulgar a feira de artesanato de Estremoz, não há publicidade e isso é muito importante.
Considero que esta arte está em franca expansão. Nunca vi trabalhos iguais aos meus. Não são melhores nem piores, são diferentes. Procuro pôr sempre o antigo. Contacto com muitos antiquários, o que me permite adquirir grande conhecimento nesta matéria. Tenho sempre muitas encomendas. Ensinei a uma senhora de Évora e de Castelo Branco. Gosto de passar testemunhos do ofício para que este tenha continuidade. Muitos trabalhos que tenho para executar são feitos com colaboração dessas pessoas porque sozinha não tenho disponibilidade.
NA OFICINA Procuro em alfarrabistas as gravuras a preto e branco. Os tecidos, as flores, galões antigos também são materiais difíceis de encontrar. Concebida a ideia, o vidro é cortado à medida do modelo, é armado e depois cortada a parte de trás do registo. É sobre essa parte que executo a decoração. Esta pode ser bordada a ouro, prata ou simplesmente com linhas de seda. Os motivos bordados são da minha inspiração. Por fim, fecho a caixa que é toda colada e contornada com galões de papel.
Contactos
Guilhermina de Sousa Maldonado Rua Heróis da Índia, 30 – 1º 7100-103 Estremoz telefone 268322696