A partir de 1/2/11 este blogue deixa de ter sentido para o qual foi criado, uma vez que a responsável pela sua concepção teve de deixar um museu a que tanto se dedicou. As mudanças sucedem-se... É preciso resistir e encarar o futuro positivamente. E o passado fica para trás. Mas nunca o devemos esquecer! Porque reabrir um museu e torná-lo operacional não foi tarefa fácil. Por isso,este blogue continua online, passando a divulgar apenas a cultura popular e a importância dos museus na comunidade!
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sábado, 25 de setembro de 2010
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Último dia de inscrições
Hoje é o último dia para se inscrever, se desejar participar na visita orientada pelos agentes de polícia/ artistas que vão explicar o porquê da sua arte. Aproveite esta oportunidade! A entrada é livre!
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Visita orientada
O Centro de Artes Tradicionais oferece no sábado dia 25, pelas 15 horas, uma visita orientada à exposição temporária "Polícias e a Arte", apresentada por alguns autores das peças. Esta é uma iniciativa promovida pela Turismo do Alentejo, E.R.T., com a colaboração da P.S.P. de Évora, de forma a comemorar, antecipadamente, o Dia Mundial do Turismo, neste espaço.
As inscrições são gratuitas com um limite máximo de 30 visitantes. Podem ser feitas para o 266771212 ou para o cat.celeirocomum@turismodoalentejo-ert.pt, até ao dia 24 de Setembro.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
VISITA ORIENTADA
Exposição temporária
POLÍCIAS E A ARTE
25 de Setembro de 2010
Inscrição obrigatória e gratuita.
N.º máximo de participantes: 30
Contacte-nos:
Telefone 266 77 12 12
Email cat.celeirocomum@turismodoalentejo-ert.pt
domingo, 28 de setembro de 2008
A nossa primeira visita guiada
Faz hoje um ano que fizemos a nossa primeira visita guiada!
Para comemorar o acontecimento, não perdemos a oportunidade de tirar uma fotografia ao grupo, a turma de segundo ano do Curso Profissional de Animador Sócio-Cultural, da Escola Profissional Bento de Jesus Caraça de Beja, acompanhado pela professora Luz Domingos.
Esta visita foi a primeira de muitas, já organizamos visitas guiadas a vários grupos etários, desde os três anos aos oitenta!
Se pretender marcar uma visita basta contactar-nos com antecedência. Para as escolas, a entrada é livre mas para grupos/ visitas organizadas fazemos 5o% de desconto, cobrando apenas 1 € por pessoa.
domingo, 31 de agosto de 2008
O Prof. Francisco Ramos e a sua visita temática de 29 de Maio
Para completar o ciclo de visitas, realizado na Primavera, foi convidado o professor universitário e estudioso das artes tradicionais, prof. Francisco Ramos. Através desta visita, ficamos a saber mais sobre o artesanato e a cestaria, no âmbito do tema “A problemática e a evolução do artesanato. O caso da cestaria” :
Os cestos, feitos com os materiais como a mimosa, acácia, lodão, palha de centeio, tinham essencialmente a função utilitária, servindo como contentores para transporte. Os cestos, com função decorativa são os mais modernos, uma vez que no século XIX não se faziam.
Sobre a Cestaria, ficamos a saber que esta é das actividades mais antigas que se conhecem devido à necessidade de transporte na nomadização, todos os caçadores/ predador tinham cestos, tendo posteriormente recuperado a sua posição a nível doméstico, pela força da sua utilidade.
O prof. Francisco Ramos defende que o artesão é possuidor da propriedade do seu trabalho e do seu instrumento de produção, no entanto, a sua profissão entrou em decadência no início do século XIX, pelos seguintes motivos:
Motivo económico (diminuição do seu peso);
Problemas derivados das conjunturas económicas;
Alto preço da mão de obra;
Aperfeiçoamento da indústria,
Não associação de artesãos e a não- adaptação;
Frágil formação profissional;
Concorrência industrial;Escassez das matérias-primas;sábado, 30 de agosto de 2008
Visita temática "As peças do Museu de Évora em exposição no Centro de Artes Tradicionais"
A segunda visita temática, realizada no dia 24 de Abril, ficou a cargo do Dr. Joaquim Caetano, Director do Museu de Évora, melhor do que ninguém para nos apresentar com detalhe o tema desse dia “As peças do Museu de Évora em exposição no Centro de Artes Tradicionais”.A primeira peça, que está na imagem, foi o Bispote, diminutivo de bispo, este é um bacio mais elevado do que o normal. Esta peças por vezes era adaptada a cadeiras ou arcas.
Durante o Renascimento, a individualização dos espaços tornou-se mais maleável, essencialmente os espaços, transformados numa corte com um vida itinerante, eram constituídos por 3 divisões: câmara, re-câmara e retrete.
Uma outra peça, a lavanda, é o exemplo de uma tentativa de cópia da porcelana que havia na Europa. Deveria ter um gomil, para completar o conjunto.
Também a lavanda é demonstrativa de uma sociedade hierarquizada, tal como no bispote, onde era obrigação dos escravos deitar fora o conteúdo destes vasos, também quem lava as mãos do senhor é o criado.
Esta ritualização de hábitos públicos, que mostrava a grandeza de quem os praticava, vem do tempo da organização palatina.
Por fim, o conjunto de duas passadeiras e um tapete de Arraiolos, datados da 2ª. metade do século XVIII, provenientes do Seminário de Évora, demonstram o gosto neo-clássico da época, com um desenho floral mais simplificado, tem um enquadramento das flores simétrico. Este modelo orieantalizante foi-se perdendo.
Um tapete constrói uma arquitectura, marca um espaço, coloca-se aos pés da cama, ou na escada de altar. Também os tapetes eram oferecidos em dotes, ou ofertas diplomáticas, devido ao seu elevado valor.
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
As características arquitectónicas do Celeiro Comum, segundo o Dr. Manuel Branco
Continuando a reportar o que aprendemos na nossa primeira visita, que decorreu a 27 de Março, fica aqui mais um pequeno resumo das características arquitectónicas do Celeiro Comum, segundo o historiador Dr. Manuel Branco:
O Celeiro Comum, de arquitectura civil e utilitária tem uma mensagem do exterior de aparato.
No entanto, o seu interior é muito simples. Com uma planta ortogonal, possui 4 naves com 5 tramos, para ser o mais amplo possível, de modo a se compartimentar o trigo dentro de tapumes. Para isso era utilizado o entalhe da pilastra.
A posição das janelas, muito altas, explica-se pela necessidade de arejamento. Era preciso que o ar mais quente saísse para que a temperatura de trigo fosse o mais estável possível. Desta forma se mantinha uma temperatura equilibrada no interior do edifício.
O Portal, de alto aparato tem as ferragens e portas originais, datadas do século XVIII, do final do reinado de D. José, ao estilo D. João V. A madeira possui um trabalho delicado, uma “corda” a fazer lembrar a talha das igrejas, enquanto o frontão assemelha-se a uma quina do navio virada ao contrário. A concha, elemento típico do rococó, o fogaréu, as armas de Portugal, a coroa e cruz do rei fidelíssimo são alguns dos elementos decorativos visíveis.
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
A história do Celeiro Comum segundo o Dr. Manuel Branco
Foi após o início da Primavera e no âmbito da iniciativa “Rota dos Sabores”, organizada pela Câmara Municipal de Évora, que o Centro de Artes Tradicionais organizou três visitas temáticas, com a participação de personalidades ilustres da cidade de Évora.
A primeira visita decorreu a 27 de Março. Dedicada às características arquitectónicas do Celeiro Comum e da sua história, o Dr. Manuel Branco explicou entusiasticamente o porquê deste edifício. Para quem não pôde estar presente, apresento aqui um pequeno resumo do que foi dito:
O Celeiro Comum é criado com a finalidade de armazenar trigo para a época de crise, evitando a carência de bens alimentares, por isso é encarregue de comprar trigo na época da colheita, quando é mais barato. Vendia também o trigo um vintém mais barato. O Celeiro Comum servia igualmente como o depositário do trigo dos órfãos e o trigo das capelas.
O edifício que alberga hoje o actual Centro de Artes Tradicionais foi do primeiro Celeiro Comum instituído em Portugal, sendo o segundo Beja, o terceiro Moura e no Alentejo, o quarto Grândola.
A instituição que gere o Celeiro Comum acaba por perder pujança no século XIX, com a transferência para os bancos agrícolas, motivo pelo qual esteve projectada uma prisão para este espaço.
Amanhã, retomo este tema, referindo as características arquitectónicas do edifício, que foi igualmente explicado pelo historiador eborense, Dr. Manuel Branco.
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