sexta-feira, 18 de Dezembro de 2009

Trabalhos em cortiça de Adélio Real

Há cerca de 20 anos que este artesão de Portalegre trabalha a cortiça. Em criança, enquanto via o seu avô fazer "brincava" com a cortiça e em adulto, ao conviver com pastores e ganadeiros, durante a sua profissão, começou a criar tarros, corchos, saleiros, presépios e esculturas como o Santo António.
Venha ver como se faz este tipo de peças e conviver com o artesão amanhã à tarde numa das nossas Sesssõs de Artesanato ao vivo, a partir das 15 horas.

quarta-feira, 16 de Dezembro de 2009

EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIA - PRESÉPIOS DO ALENTEJO

A nova exposição temporária do Centro de Artes Tradicionais possui presépios de cerca de 40 artesãos do Alentejo, na sua maioria cedidos pelo coleccionador General Fernando Canha da Silva. Executados com materiais típicos da região - cortiça, madeira e cerâmica, cada retrato do nascimento do Menino Jesus em exposição mostra uma adaptação ao gosto e tradição local, assim como um cunho pessoal dos artesãos alentejanos.


A exposição vai estar patente ao público até 30 de Janeiro de 2010. Durante este período, as "Sessões de Artesanato ao Vivo aos Sábados à Tarde" vão contar com a presença de alguns autores dos presépios.

terça-feira, 15 de Dezembro de 2009

A tinturaria natural

Quem participou no workshop sobre tinturaria natural, não fez apenas o banho dos corantes mas também ficou a saber muito mais sobre os corantes, como por exemplo que a produção de têxteis com cor foi iniciada pelo Homem pé-histórico. Os corantes naturais eram extraídos por processos físico-químicos.

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Os corantes usados no workshop do Centro de Artes Tradicionais foram o sulfato de cobre e o alumen, que se transformam em 4 cores diferentes, devido ao banho com 2 diluentes: casca de cebola e perpétua.

Esta actividade esteve inserida num Projecto da Universidade de Évora, do estudo de corantes antigos (anterior a 1850).

segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009

Alexandra Graça na Sessão de Artesanato ao Vivo desta tarde



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Processo de tinturaria natural

O Centro de Artes Tradicionais recebe hoje alunos eborenses para o terceiro e último workshop de tinturaria natural, actividade que obedece às seguintes etapas:

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1.º - "Morder" a lã, ou seja colocar a lã num mordente;
2.º - Dar um banho ao corante, solúvel em água;
3.º - Tingir a lã "mordida";

TROVAS NATALÍCIAS

No âmbito da exposição temporária "Presépios do Alentejo", entre os dias 15 e 18 de Dezembro, a Turismo do Alentejo organiza no Centro de Artes Tradicionais a actividade pedagógica "Trovas Natalícias", com leituras de trovas populares dedicadas ao Nascimento de Jesus.


Para participar nesta actividade vocacionada para as escolas, para crianças a partir dos 5 anos, solicita-se marcação prévia até à véspera da visita.

domingo, 13 de Dezembro de 2009

Trabalhos de Alexandra Graça



Venha com os seus alunos aprender a colorir a lã natural



Durante os vários Workshops de Tinturaria Natural, organizados com o apoio do Centro Hércules da Universidade de Évora, os alunos aprendem a morder a lã, ou seja, a juntar o sal do metal à lã, para posteriormente preparar um banho corante à parte com água quente, de forma a dissolver o sal e a tornar a cor mais viva.

A lã virgem, como a da foto, "transforma-se" de acordo com os corantes utilizados: a flor do campo - a perpétua, o alúmen, a casca de cebola e o sulfato de cobre.

sábado, 12 de Dezembro de 2009

Sessão de Artesanato ao Vivo de hoje








Alexandra Graça fez na Sessão de Artesanato ao Vivo no Centro de Artes Tradicionais um presépio muito colorido numa moldura, como podem ver pelas imagens que aqui publicamos.

Peddy Paper Infantil


O Centro de Artes Tradicionais recebeu hoje um peddy paper infantil do Infantário de Nossa Senhora da Piedade, onde pais e crianças participaram num jogo a celebrar o Natal, após visitar a nova exposição temporária "Presépios do Alentejo".

O artesanato segundo Alexandra Graça

Sou uma auto didacta no mundo das artes, estudo as técnicas, leio e pesquiso … depois é dar largas à imaginação!
Cada um dos meus trabalhos é elaborado com todo o amor e dedicação...não sei trabalhar de outra forma.

A arte tem um papel fundamental na minha vida, é uma fonte de energia inesgotável.

Para quem desejar saber um pouco mais sobre os trabalhos de Alexndra Graça pode consultar o seu blogue: http://cabecinhasvoadoras.com.sapo.pt/

sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009

Alexandra Graça - Presépios / Artesanato Contemporâneo



Na próxima "Sessão de Artesanato ao vivo no Sábado à tarde" vai estar presente Alexandra Graça, educadora de infância de profissão. Esta artesã de Beja dedica-se a criar presépios nos seus tempos livres, desde 1997. Inspirando-se no imaginário infantil, cria as suas peças de uma forma muito própria, dando-lhes vida ao escrever histórias sobre a peça, com o objectivo de também dar outras visões do Natal.

PRESÉPIOS DO ALENTEJO




O Centro de Artes Tradicionais de Évora tem a partir de hoje uma nova exposição temporária para oferecer aos seus visitantes - Presépios do Alentejo e que vai estar patente ao público até 30 de Janeiro de 2010!

Inauguração da exposição temporária "Presépios do Alentejo"




terça-feira, 8 de Dezembro de 2009

Processo final da tinturaria natural


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Último dia da exposição temporária "Artesanato de Nisa - Ponto por Ponto, Pedra por Pedra"


Celebre o feriado de N. Sra. da Conceição a passear pela cidade de Évora e venha usufruir das ofertas culturais que temos para oferecer no Centro de Artes Tradicionais, onde hoje tem a última oportunidade para conhecer a beleza da olaria pedrada e dos bordados de Nisa.

segunda-feira, 7 de Dezembro de 2009

TERCEIRO WORKSHOP DE TINTURARIA NATURAL



No dia 14 de Dezembro à tarde é a última oportunidade dos alunos participarem nos Worskhops de Tinturaria Natural do Centro de Artes Tradicionais, de aprenderem a preparar vários banhos com corantes de forma a produzir diferentes cores nas fibras.
Inscreva os seus alunos para esta actividade organizada pelo Centro Hercules, da Universidade de Évora.

sexta-feira, 4 de Dezembro de 2009

Trabalhos em Estanho na próxima Sessão de Artesanato ao Vivo

Maria Clotilde Marques é uma eborense que se dedica ao artesanato há cerca de 6 anos, desde que tirou um curso em estanho. Aplicando o estanho em peças de madeira e cerâmica, a artesã cria guarda-jóias, caixas, quadros, presépios, etc.

quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009


quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009

Programação das sessões de "Artesanato ao Vivo aos Sábados à Tarde" de Dezembro


5 de Dezembro

Maria Clotilde Marques - Trabalhos em Estanho
12 de Dezembro

Alexandra Graça - Presépios / Artesanato Contemporâneo

19 de Dezembro

Adélio Real - Trabalhos em cortiça


26 de Dezembro

Manuel Martins - Presépios / Cabaças

terça-feira, 1 de Dezembro de 2009

Vaso de Noite

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segunda-feira, 30 de Novembro de 2009


A actividade "Cadeiras para que te quero" continua a ter muitos participantes! As crianças que visitam o Centro de Artes Tradicionais conhecem a cadeira da saudade e a cadeira malcheirosa! Inscreva já a sua escola, pois esta actividade pedagógica termina no início de Dezembro.

domingo, 29 de Novembro de 2009

Exposição temporária "Artesanato de Nisa"

Informamos os nossos visitantes que a exposição temporária "Artesanato de Nisa - Ponto por Ponto, Pedra por Pedra", patente no Centro de Artes Tradicionais até 29 de Novembro, foi prolongada até 8 de Dezembro! Aproveite esta oportunidade se ainda não conseguiu apreciar até hoje a beleza do artesanato genuíno do Norte Alentejano.

sábado, 28 de Novembro de 2009

Aplicações em feltro


Venha conhecer as aplicações em feltro de Nisa expostas na temporária do Centro de Artes Tradicionais.
HOJE À TARDE


ARTESANATO AO VIVO



NO CENTRO DE ARTES
TRADICIONAIS




JOAQUIM JOSÉ SERRALHO


MÁQUINAS AGRÍCOLAS DE CORTIÇA EM MINIATURA

quinta-feira, 26 de Novembro de 2009

Alteração na Sessão de Artesanato ao vivo de 28 de Novembro

Por motivos alheios ao Centro de Artes Tradicionais, informamos que a artesã Helena Costa, da Oficina de Tecelagem de Mértola não vai puder participar na próxima sessão de Artesanato ao Vivo, conforme estava previsto.

Por este motivo, foi substituída por Joaquim José Serralho, artesão de Montemor-o-Novo que cria máquinas agrícolas de cortiça em miniatura. Desde os seus 9 anos que Joaquim Serralho trabalha nesta arte: faz o estudo prévio dos diferentes modelos dos tractores e reproduz-os minuciosamente em cortiça, de forma a ficar o mais original possível, chegando inclusive a pintar as peças.
Este artesão especializou-se na execução de tractores agrícolas, por ter sido vendedor deste tipo de equipamento que utiliza igualmente como agricultor, sabendo toda a história destas máquinas.

quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

Tecelagem de Mértola ao Vivo no próximo Sábado

A Cooperativa/ Oficina de Tecelagem de Mértola, criada em 1986, promove desde esta data a tecelagem tradicional do Baixo Alentejo, utilizando a lã, o linho e o algodão como matérias-primas primordiais nas suas mantas. No dia 28 de Novembro, a partir das 15 horas, a artesã Helena Costa irá demontrar-nos algumas das técnicas necessárias desta arte.

segunda-feira, 23 de Novembro de 2009






Faz hoje um mês que a Turismo do Alentejo e a Câmara Municipal de Nisa organizaram uma visita a esta localidade, rica em artesanato. Para quem não pôde participar nesta actividade, fica aqui o nosso convite para visitar a exposição temporária do Centro de Artes Tradicionais "Artesanato de Nisa -Ponto por Ponto - Pedra por Pedra", com olaria pedrada e alinhavados de Nisa.

sábado, 21 de Novembro de 2009

ARTESANATO AO VIVO
ESTA TARDE NO
CENTRO DE
ARTES TRADICIONAIS
ISIDORO VALÉRIO
TRABALHOS EM CORTIÇA
PORTALEGRE

quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

Trabalhos em cortiça de Isidoro Valério

Este antigo trabalhador rural de profissão de Portalegre começou a dedicar-se ao artesanato em 1993, criando várias peças em cortiça, como tarros e corchos, trabalhos que serão executados na sessão de Artesanato ao Vivo de 21 de Novembro, no Centro de Artes Tradicionais.

quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

Centro de Artes Tradicionais recebeu ontem mais um grupo de alunos para o workshop de tinturaria natural





Antes de iniciar o workshop, a prof.a Cristina Dias, da Universidade de Évora, apresenta um powerpoint sobre a história da tinturaria e dos vários corantes utilizados ao longo dos tempos, no auditório do Centro de Artes Tradicionais.

terça-feira, 17 de Novembro de 2009

HOJE À TARDE O CENTRO DE ARTES TRADICIONAIS OFERECE UMA SEGUNDA SESSÃO DO WORKSHOP DE TINTURARIA NATURAL


As formadoras Cristina Dias, Teresa Ferreira, Dora Teixeira e Ana Manhita do Centro HERCULES, da Universidade de Évora vão hoje à tarde, das 14.30 às 16.00 horas, organizar mais um workshop de tinturaria para os grupos escolares. Se é professor e gostaria de participar com os seus alunos ainda tem mais uma oportunidade para inscrever a sua turma para a última sessão, a 14 de Dezembro.

Casas em pedra



João Banha, começou a pintar pedras do caminho de ferro há poucos anos. Tendo aprendido com um artesão, já falecido, de Monforte, que iniciou esta arte, dá-lhe um cunho pessoal ao recriar pequenas casas de montes alentejanos, ao estilo das gaiolas de madeira.

segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

Cadeira Alentejana


No dia 13 de Novembro mais uma escola participou na actividade pedagógica "Cadeiras para que te quero", que tem tido bastante adesão por parte da comunidade escolar da cidade.
O Centro de Artes Tradicionais colabora numa iniciativa organizada pelo Museu de Évora, juntamente com outras unidades museológicas da cidade, de forma a que as nossas crianças possam conhecer estes espaços e distinguir os vários assentos que utilizamos.











João Banha é o único artesão que continua a fazer gaiolas em madeira na cidade de Estremoz, tradição usada nas barbearias locais - colocava-se o pintassilgo que com os seus movimentos fazia girar a roda e assim distrair a criança que cortava o cabelo


domingo, 15 de Novembro de 2009

Execução de Gaiolas de Estremoz







sábado, 14 de Novembro de 2009

HOJE Á TARDE NA SESSÃO DE ARTESANATO GAIOLAS EM MADEIRA

Foto:Manuel Ribeiro

sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

Workshop de tinturaria natural





Terça-feira que vem o Centro de Artes Tradicionais vai organizar mais um workshop em colaboração com o Centro Hércules da Universidade de Évora, sendo o último dia em que estamos a receber inscrições. Hoje publicamos imagens da última sessão, com uma turma da escola de Arraiolos.

quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

CONTINUAM AS CADEIRAS PARA QUE TE QUERO



quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

João Banha na Sessão de Artesanato ao Vivo de 14 de Novembro

Desde 1995 que este artesão executa gaiolas em madeira, dedicando-se a tempo parcial a esta arte, típica nas barbearias em Estremoz. Todas possuem uma roda, que ao mover-se com o saltitar do pássaro, faz com que os bonecos se movimentem, de forma a entreter as crianças enquanto cortam o cabelo.
Venha descobrir o seu mecanismo no próximo sábado, a partir das 15 horas!

terça-feira, 10 de Novembro de 2009


segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

IMAGENS DA PARTICIPAÇÃO DE ANTÓNIO PALMIRA NAS SESSÕES DE ARTESANATO AO VIVO







sábado, 7 de Novembro de 2009

ARTESANATO AO VIVO
ESTA TARDE
NO CENTRO DE
ARTES TRADICIONAIS
ANTÓNIO PALMIRA
OLARIA DE MOURÃO

sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

VISITA ÀS OFICINAS DE ARTESANATO DE NISA - OLARIA PEQUITO

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quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

António Palmira na próxima Sessão de Artesanato ao Vivo

António Palmira, de Mourão, passou a dedicar-se em exclusivo à olaria em 2003, criando as mais variadas peças de cerâmica e de azulejaria, bastante originais por incluir materiais como a madeira ou a cortiça.

quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

Cadeiras para que te quero com EB1 André de Resende


A actividade pedagógica "Cadeiras para que te quero" - na qual o Centro de Artes Tradicionais orgulha-se de participar - é organizada pelos Serviços Educativos do Museu de Évora, até inícios de Dezembro. Se for professor de uma turma do pré-escolar ao básico inscreva-se já! Para isso basta ligar o 266702604 se quiser percorrer alguns espaços da cidade de Évora e conhecer os diferentes assentos que se têm utilizado.

terça-feira, 3 de Novembro de 2009

PROGRAMAÇÃO DAS SESSÕES DE ARTESANATO AO VIVO EM NOVEMBRO

7 de Novembro
António Palmira - Olaria
14 de Novembro
João Banha - Gaiolas de Madeira
21 de Novembro
Isidoro Valério - Trabalhos em cortiça
28 de Novembro
Cooperativa de Tecelagem de Mértola

segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

MANUEL CARVALHO NA SESSÃO DE 31 DE OUTUBRO







domingo, 1 de Novembro de 2009

Visita ao Grupo de Alinhavados de Nisa

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sábado, 31 de Outubro de 2009


HOJE À TARDE

ARTESANATO AO VIVO


AFTERNOON CRAFT LIVE
L´ARTISANAT APRÈS-MIDI EN DIRECT

EMBARCACIONES DE LA TARDE EN VIVO
NACHMITTAG HANDWERK LIVE
IMBARCAZIONI POMERIGGIO LIVE


ESCULTURAS EM CERÂMICA – VIDIGUEIRA

SCULPTURES IN CERAMICS
SCULPTURES DANS CÉRAMIQUE

ESCULTURAS EN CERÁMICA

SKULPTUREN IN DER KERAMIK

CADEIRAS PARA QUE TE QUERO


Hoje de manhã um grupo de crianças do Infantário Irene Lisboa, de Évora, participou na actividade "Cadeiras para que te quero", organizada pelo Museu de Évora, e vinham bem preparados para comemorar o Halloween!

sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

José Narciso, de Estremoz



quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

António Piedade e Antónia Carita, de Nisa




A partir de hoje publicamos no nosso blogue imagens de sessões de artesanato passadas durante este mês.

quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

Visita às oficinas de Nisa transmitida no Portugal em Directo

Para quem não conseguiu ver a reportagem do programa Portugal em Directo sobre a visita às oficinas de Nisa, nesta tarde, publicamos no nosso blogue o seguinte link: http://localhost/multimedia/?tvprog=19455&idpod=31258

Cerâmica da Vidigueira na sessão de artesanato ao vivo do próximo sábado

Funcionário público de profissão, Manuel Carvalho executa nos seus tempos livres peças em cerâmica há 15 anos: figuras típicas do Alentejo e esculturas contemporâneas, após frequentar os ateliers da Câmara Municipal da Vidigueira sobre esta arte.

terça-feira, 27 de Outubro de 2009



HOJE À TARDE VAI REALIZAR-SE O 1.º WORKSHOP DE TINTURARIA NATURAL DO CENTRO DE ARTES TRADICIONAIS

segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

Visita a oficinas de Nisa acompanhada pela RTP


A RTP1, através da Delegação de Castelo Branco, acompanhou a iniciativa da Turismo do Alentejo e da Câmara Municipal de Nisa, organizadores das visitas às oficinas de Nisa. Veja a reportagem no Programa Portugal em Directo, durante esta semana, a partir das 18 horas.

domingo, 25 de Outubro de 2009

Visita a uma oficina de aplicações em feltro de Nisa

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sábado, 24 de Outubro de 2009


HOJE À TARDE

ARTESANATO AO VIVO


AFTERNOON CRAFT LIVE
L´ARTISANAT APRÈS-MIDI EN DIRECT

EMBARCACIONES DE LA TARDE EN VIVO
NACHMITTAG HANDWERK LIVE
IMBARCAZIONI POMERIGGIO LIVE


ARTE PASTORIL – ESTREMOZ

PASTORAL ART

ART PASTORAL

ARTE PASTORAL

SCHAFERKUNST

sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

IMAGENS DA VISITA À NISA

Visita do Grupo a uma Oficina de Bordados de Nisa


Visita do grupo à Olaria Pequito


Visita guiada ao Museu do Barro e do Bordado de Nisa


quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

José Narciso vai estar presente na próxima sessão de artesanato ao vivo

Este artesão de Estremoz, já com 80 anos, cria miniaturas em madeira desde os anos 70, como colheres bordadas, alfaias agríciolas (carros de parelha, carroças, trilhos, arados, araveças, forquilhas) e maquetes de monumentos históricos.

terça-feira, 20 de Outubro de 2009


segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

VISITA ÀS OFICINAS DE ARTESANATO DE NISA

Hoje é o último dia de inscrições para puder viajar connosco até Nisa, de forma a conhecer as oficinas e olarias tradicionais desta localidade, assim como o Museu do Bordado e do Barro da vila.

Telefone para o Centro de Artes Tradicionais - 266 77 12 12 - para conhecer o artesanato característico do Norte do Alentejo!

domingo, 18 de Outubro de 2009

Amanhã é o último dia de inscrições para a visita a Nisa



Para descobrir os segredos dos Bordados da Olaria Pedrada de Nisa, tem até amanhã para se inscrever para vir connosco visitar esta localidade e as suas casas de artesanato!
Não perca esta oportunidade! A viagem é gratuita! Basta telefonar para o Centro de Artes Tradicionais, para o 266 77 12 12.

sábado, 17 de Outubro de 2009


HOJE À TARDE

ARTESANATO AO VIVO


AFTERNOON CRAFT LIVE
L´ARTISANAT APRÈS-MIDI EN DIRECT

EMBARCACIONES DE LA TARDE EN VIVO
NACHMITTAG HANDWERK LIVE
IMBARCAZIONI POMERIGGIO LIVE


OLARIA PEDRADA DE NISA

POTTERY WITH SMALL STONES

POTERIE AVEC PETITES ROCHES

CERÁMICA DE ROCAS PEQUEÑAS

KLEINE FELSEN IN DER KERAMIK

TERRAGLIE DI PEDRADA

sexta-feira, 16 de Outubro de 2009


quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

OLARIA PEDRADA AO VIVO NA PRÓXIMA SESSÃO DE ARTESANATO

Com 56 anos, António Piedade trabalha a tempo parcial na olaria com a esposa Antónia Carita, que desde os seus 8 anos decora peças típicas de Nisa como o barril, a cantarinha, o pote e o azado com pequenas pedras de quartzo proveniente da Serra de S. Miguel.

quarta-feira, 14 de Outubro de 2009

Pedrado de 3.ª - Olaria de Nisa


A olaria de Nisa, cuja variedade decorativa pode ser apreciada na exposição temporária "Artesanato de Nisa - Ponto por Ponto, Pedra por Pedra" obedece a vários tipos, sendo o pedrado de terceira qualidade, um desenho mais aberto, menos detalhado e em que a pedra é de crivo maior, conforme se pode ver pela peça em 1.º plano.




terça-feira, 13 de Outubro de 2009

Inscrições abertas para workshop de tinturaria natural

No último trimestre de 2009, o Centro de Artes Tradicionais/ Antigo Museu do Artesanato de Évora tem para oferecer às escolas um Workshop de Tinturaria Natural nos dias 27 de Outubro, 17 de Novembro e 14 de Dezembro, das 14h30 às 16h00, com o objectivo de ensinar aos jovens como se preparam banhos corantes e se tingem tecidos com corantes naturais, quer sejam animais ou vegetais.





A actividade, organizada pelo Centro HÉRCULES, da Universidade de Évora, é dirigida a grupos do pré-escolar ao secundário, havendo limite de 20 pessoas por sessão. A inscrição é gratuita e deve ser feita até à sexta-feira anterior ao workshop: 23 de Outubro, 13 de Novembro e 11 de Dezembro.

segunda-feira, 12 de Outubro de 2009


VISITA ÀS OFICINAS DE ARTESANATO DE NISA

23 DE OUTUBRO (SEXTA-FEIRA)

10H30 – 18H00

TRANSPORTE E INSCRIÇÕES GRATUITAS

DATA LIMITE DE INSCRIÇÃO: 19 DE OUTUBRO

Centro de Artes Tradicionais
Largo 1.º de Maio, n.º 3 7000-650 Évora (Junto à Capela dos Ossos)
Telefone 266 77 12 12
Email cat.celeirocomum@turismodoalentejo-ert.pt

domingo, 11 de Outubro de 2009

AVISO

Ontem à tarde a pintora de cerâmica Rosário Martelo não participou na Sessão de Artesanato ao Vivo por motivos de doença. Facto que lamentamos junto dos nossos visitantes.

sábado, 10 de Outubro de 2009


HOJE À TARDE


ARTESANATO AO VIVO



AFTERNOON CRAFT LIVE
L´ARTISANAT APRÈS-MIDI EN DIRECT

EMBARCACIONES DE LA TARDE EN VIVO

NACHMITTAG HANDWERK LIVE
IMBARCAZIONI POMERIGGIO LIVE



PINTURA DE CERÂMICA -
REDONDO



CERAMICS PAINTING
PEINTURE DE CÉRAMIQUE
PINTURA DE LA CERÁMICA
KERAMIKANSTRICH


PITTURA DELLA CERAMICA

sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

UNIVERSIDADE DE ÉVORA COLABORA MAIS UMA VEZ COM O CENTRO DE ARTES TRADICIONAIS

O CENTRO HÉRCULES, da Universidade de Évora, vai colaborar com o Centro de Artes Tradicionais para a realização de workshops vocacionados para as escolas no último trimestre de 2009! Consulte o nosso blogue nos próximos dias para saber mais informações!

quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

VISITA ÀS OFICINAS DE ARTESANATO DE NISA

No âmbito da exposição temporária do Centro de Artes Tradicionais "Artesanato de Nisa - Ponto por Ponto, Pedra por Pedra", a Turismo do Alentejo, E.R.T., em parceria com a Câmara Municipal de Nisa, está a promover uma visita às Oficinas de Artesanato de Nisa para o dia 23 de Outubro, sexta-feira.

Com partida de Évora às 10h30, o programa consta de uma visita a uma oficina de artesanato - permitindo descobrir como se fazem aplicações em feltro, bordados e alinhavados, a uma olaria local, para apreciar o oleiro a executar as peças na roda enquanto a sua esposa decora-as com pedrinhas em quartzo. O dia termina com uma visita ao Museu do Barro e do Bordado de Nisa, para que todos conheçam a importância destas actividades na economia local ao longo da sua história.

O transporte, a inscrição e as entradas no Museu do Barro e do Bordado de Nisa são gratuitas. Almoço não incluído.

Venha participar nesta iniciativa! O prazo limite de inscrição é até ao dia 19 de Outubro (segunda-feira), inclusive.

quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

ROSÁRIO MARTELO NA SESSÃO DE ARTESANATO AO VIVO DE 10 DE OUTUBRO


Esta pintora de cerâmica e o seu marido herdaram o atelier de Adriano Martelo, no Redondo, em 2002, procurando sempre manter viva a tradição deste pintor que se dedicou durante a sua vida à pesquisa dos desenhos mais antigos deste centro oleiro.

terça-feira, 6 de Outubro de 2009

JOSÉ CHINARRO NA ÚLTIMA SESSÃO DE ARTESANATO AO VIVO


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segunda-feira, 5 de Outubro de 2009

PINTURAS DE MOBILIÁRIO EM MINIATURA





domingo, 4 de Outubro de 2009

PINTURA DE CANDEEIRO EM MINIATURA POR JOSÉ CHINARRO

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sábado, 3 de Outubro de 2009


HOJE À TARDE

ARTESANATO AO VIVO


AFTERNOON CRAFT LIVE
L´ARTISANAT APRÈS-MIDI EN DIRECT
EMBARCACIONES DE LA TARDE EN VIVO
NACHMITTAG HANDWERK LIVE
IMBARCAZIONI POMERIGGIO LIVE


PINTURA DE MOBILIÁRIO
EM MINIATURA - ÉVORA

PAINTING IN FURNITURE IN MINIATURE

PEINTURE DES MEUBLES DANS MINIATURES

PINTURA EN MUEBLES EN MINIATURA

ANSTRICH IN DEN MOBELN IN DER MINIATUR

PITTURA IN MOBILIA IN MINIATURA

sexta-feira, 2 de Outubro de 2009

AMANHÃ À TARDE JOSÉ CHINARRO ESTARÁ PRESENTE NA SESSÃO DE ARTESANATO AO VIVO

Artesão eborense, aprendeu a pintar aos 17 anos com o famoso artista local Mestre Paulino. Desde que se reformou que se dedica exlusivamente à pintura de mobiliário tradicional em miniatura, e não só, tendo participado em várias exposições locais e feiras nacionais.

quinta-feira, 1 de Outubro de 2009

PROGRAMAÇÃO DAS SESSÕES DE ARTESANATO AO VIVO EM OUTUBRO

3 DE OUTUBRO
José Chinarro, Pintura de Mobiliário em Miniatura - Évora
10 DE OUTUBRO
Rosário Martelo, Pintura de Cerâmica - Redondo

17 DE OUTUBRO
António Piedade e Antónia Carita, Olaria Pedrada - Nisa
24 DE OUTUBRO
José Narciso, Arte Pastoril - Estremoz
31 DE OUTUBRO
Manuel Carvalho, Esculturas de Cerâmica - Vidigueira

quarta-feira, 30 de Setembro de 2009

Cantigas de Pedro Mestre

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A aprendizagem de Pedro Mestre




Pedro Mestre nutre um enorme gosto pela música tradicional alentejana, devido ao facto de ouvir a sua mãe cantar modas alentejanas. Aos 10 anos entrou para o Coral Infantil “Os Carapinhas” e, aos 12 anos, aprendeu a tocar viola campaniça com o mestre Francisco António (mais conhecido por Chico Bailão).
Aos 13 anos ingressou no Coral Masculino “Os Ganhões” e um ano mais tarde assumiu o cargo de Mestre Ensaiador do mesmo grupo.Em 2001, foi fundador de dois grupos corais da freguesia de Santa Bárbara de Padrões: Grupo Coral e Etnográfico “Os Cardadores” e Grupo Coral e Etnográfico “As Papoilas”, sendo também o mestre Ensaiador dos mesmos.
Em 2002, assume o lugar do seu mestre – Chico Bailão –, dando continuidade ao Grupo de Violas Campaniças de Castro Verde, no qual fica a tocar com o mestre Manuel Bento. Neste ano também se dedica à construção de Violas Campaniças, que aprendeu a construir com o artesão Amílcar Silva. Em 2003, fundou, na Aldeia da Sete, a Associação de Cante Alentejano “Os Cardadores, com o objectivo de preservar os usos e costumes do concelho de Castro Verde. Neste ano e, em 2004, foi formador na Escola/Oficina de Violas Campaniças, dinamizada pela Cortiçol – Cooperativa de Informação e Cultura de Castro Verde. Em 2007 foi participação especial no espectáculo multicultural, “O Homem que À Terra Canta”, no IV Encontro de Culturas de Serpa (Portugal), que reuniu artistas de Portugal, Brasil, Espanha e Cabo Verde. Em 2007 lançou ao lado do Violeiro do Brasil Chico Lobo o Cd 'Encontro de Violas – Viola Campaniça e Viola Caipira" – trabalho inédito no mundo e que demonstra como duas culturas podem interagir pelas cordas das violas"Nos anos lectivos 06/07 e 07/08 foi animador de música tradicional/cante alentejano, na disciplina de música tradicional/cante Alentejano nos quatro anos de escolaridade dos alunos das escolas do 1º ciclo do ensino básico, do concelho de Almodôvar.
Pedro Mestre já editou vários trabalhos de grupos corais, dos quais é Mestre e mantém actualmente como ninguém a tradição do toque da viola campaniça, efectuando espectáculos por todo o País e no estrangeiro. Para além disto, também é artesão e preside uma das maiores associações do concelho de Castro Verde, a ACA Os Cardadores.
Actualmente, Pedro Mestre apresenta a viola campaniça em três formas: uma com o Grupo de Violas Campaniças, acompanhado de vozes femininas, outra acompanhando improvisadores do cante de despique e baldão e, outra ainda, apresentado modas campaniças a solo, acompanhado por outros instrumentos (viola ritmo, viola baixo e precursão).

terça-feira, 29 de Setembro de 2009

Acordes de Pedro Mestre

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segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

A viola campaniça


A viola campaniça tem uma cintura muito acentuada, muito delicada, que forma um oito, e uma sonoridade muito doce e característica. Tem cordas em aço, por vezes em latão, é dedilhada com o polegar da mão direita e ponteada segundo uma técnica que é diferente de todos os outros instrumentos.

Citado de: http://pedromestrecampanica.blogspot.com/

Pedro Mestre e as suas violas campaniças







domingo, 27 de Setembro de 2009

Dia Internacional do Turismo de 2009

O Dia Mundial do Turismo, a 27 de Setembro, dia instituído em 1980 pela Organização Mundial do Turismo - OMT é dedicado este ano ao tema “Mudanças Climáticas: o turismo em busca da Ecoeficiência”.

O principal objectivo do Dia Mundial do Turismo é promover o conhecimento para a comunidade internacional sobre a importância do turismo, os seus valores sociais, culturais, económicos e políticos, cuidando ainda dos impactos causados pela actividade, além de se observar a importância na resolução dos problemas relacionados à igualdade social.

Como o Centro de Artes Tradicionais está encerrado aos domingos para descanso do pessoal, esta iniciativa é lembrada entre os nossos visitantes na véspera e no dia posterior, 26 e 28 de Setembro, com a entrega de uma mensagem da Organização Mundial do Turismo.

sábado, 26 de Setembro de 2009


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VIOLAS CAMPANIÇAS

ALTOS CAMPANIÇAS
BRATSCHEN CAMPANIÇAS
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sexta-feira, 25 de Setembro de 2009

CENTRO DE ARTES TRADICIONAIS CELEBROU MAIS UM ANIVERSÁRIO

O Centro de Artes Tradicionais de Évora celebrou ontem, dia 21 de Setembro, o seu segundo aniversário, ao organizar a conferência “A Evolução dos Bordados e Barros de Nisa – Ponto por Ponto, Pedra por Pedra”, proferida pela Dra. Carla Sequeira, técnica superior do Museu do Bordado e do Barro de Nisa.


A Dra. Carla Sequeira destacou o ponto “caramelo”, que teve origem em Itália no século XVI, como a base dos alinhavados de Nisa, assim como, a técnica das aplicações em feltro, cujos trabalhos em faixa são provenientes da Beira Baixa.


Sobre a olaria pedrada de Nisa ficou-se a saber que todas as peças possuem um desenho simétrico na sua decoração. Os motivos dos girassóis, corações, espiga de milho e “cobrinhas” estão presentes nas diferentes tipologias de pedrado: Pedrado de 1.ª - onde a decoração da peça é muito trabalhada, Pedrado de 2.ª, as peças apresentam um desenho mais simples e Pedrado de 3.ª ou Pedrado antigo, característico por ter um desenho mais aberto.


Seguiu-se à conferência uma visita à exposição temporária, dedicada ao Artesanato de Nisa, onde foram explicadas as diferentes técnicas com mais pormenor. Na assistência estiveram presentes artesãos, representantes da Câmara Municipal de Nisa, da Associação de Artes e Ofícios de Évora, da Direcção Regional da Agricultura e Pesca de Évora, do Governo Civil de Évora, assim como professores, estudantes universitários, guias turísticos, coleccionadores, entre outros.

quinta-feira, 24 de Setembro de 2009

Castelo de Marvão reproduzido por Nelson Ramos






Hoje publicamos algumas peças criadas pelo escultor Nelson Ramos, residente em Marvão, que gosta de reproduzir o famoso castelo desta localidade
Executando placas de madeira com vários motivos, desde monumentos, cristos, etc. o artesão que esteve presente no passado dia 19 cria de tudo um pouco. Quem desejar encomendar uma peça deste tipo basta enviar um email ao artesão talhanelsonramos@sapo.pt

quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

Pedro Mestre e as suas violas campaniças

Não tendo comparecido o mês passado por motivos inesperados, Pedro Mestre vai participar na sessão de 26 de Setembro, através da execução de violas campaniças.

Artesão e tocador, Pedro Mestre é responsável por oficinas e workshops de música tradicional alentejana. Procurando revitalizar a viola campaniça, executa as próprias violas que toca, com o objectivo de preservar os usos e costumes do concelho de Castro Verde.

terça-feira, 22 de Setembro de 2009

Imagens da celebração do 2.º aniversário do CAT
















segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

CENTRO DE ARTES TRADICIONAIS CELEBRA O SEU 2.º ANIVERSÁRIO

No sentido de comemorar o segundo aniversário do Centro de Artes Tradicionais, vai realizar-se neste local no dia 21 de Setembro, às 16.30 horas, a conferência “A Evolução dos Bordados e Barros de Nisa – Ponto por Ponto, Pedra por Pedra”. Apresentada pela Dra. Carla Sequeira, técnica superior do Museu do Bordado e do Barro de Nisa, seguir-se-á uma visita à exposição temporária, dedicada ao artesanato de Nisa. A entrada é livre, sendo apenas necessário inscrição prévia por haver o limite máximo de 20 participantes.

Inaugurado em 2007, o Centro de Artes Tradicionais atingiu já os 18.500 visitantes, na sua maioria portugueses, que tiveram a possibilidade de conhecer a exposição permanente designada “Marcas de Identidade” e várias exposições temporárias que têm decorrido ao longo do tempo, inclusivamente, a actual exposição, intitulada “Artesanato de Nisa – Ponto por Ponto, Pedra por Pedra”, que está patente ao público até ao dia 8 de Dezembro.

A Entidade Regional de Turismo do Alentejo tem assim ao longo destes dois anos incentivado a divulgação do artesanato, como elemento da oferta turística da região, ao promover neste espaço cultural não só exposições de diferentes temáticas, como outras actividades, desde ateliers para crianças do pré-escolar, sessões de artesanato ao vivo, visitas guiadas a conferências.

domingo, 20 de Setembro de 2009

Centro de Artes Tradicionais adere ao Facebook

Faz hoje dois anos que o Centro de Artes Tradicionais foi inaugurado com pompa e circustância! Para celebrar o nosso 2.º Aniversário aderimos à rede Facebook, como uma forma de nos aproximarmos dos nossos visitantes e artesãos!

Visite-nos em http://www.facebook.com/profile.php?id=100000248628489&ref=name

Se preferir venha assistir amanhã à tarde, pelas 16.30 à conferência proferida pela Dra. Carla Sequeira sobre "A evolução do bordado e do barro de Nisa - Ponto por Ponto, Pedra por Pedra". Celebre connosco os dois anos de abertura oficial ao público do Celeiro Comum!

sábado, 19 de Setembro de 2009

A aprendizagem de um escultor de madeira do castanheiro

Nelson Ramos, nascido em 1973 em Faro, rendeu-se à beleza da Vila de Marvão e trocou o Algarve pelo Alto Alentejo.


É um artista autodidacta, sendo a sua grande motivação o gosto de trabalhar a madeira gostando especialmente de elaborar trabalhos que tenham a ver com sentimentos.
Desde muito cedo, com cerca de 5 anos de idade, que Nelson Ramos começou a ter gosto por trabalhos manuais.


Adorava pintar, moldar figuras de barro, fazer esculturas na areia da praia. Não possuindo nenhuma formação na área de talha em madeira foi inicialmente uma ocupação para os seus tempos livres. A partir dos 20 anos dedicou-se ao trabalho da talha de uma forma mais séria.

Decidido a aprofundar o seu conhecimento na arte da madeira frequentou um curso de carpintaria / marcenaria e de restauro de móveis. Neste curso aprendeu várias técnicas que lhe permitiram restaurar mobiliário e obras de arte antigas, assim como realizar trabalhos em talha de madeira com uma qualidade superior aos antigos realizados.


Apesar de gostar de criar a partir da sua própria inspiração, dá-lhe um especial gozo conseguir captar as motivações e os sentimentos que se escondem nos trabalhos que lhe são encomendados.


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ESCULTURA EM
MADEIRA DE CASTANHEIRO

SCULPTURE CHESTNUT
SCULPTURE DE CHÂTAIGNIER
ESCULTURA DE CASTAÑO
SKULPTUR KASTANIEN
SCULTURA DI CASTAGNO

sexta-feira, 18 de Setembro de 2009

Amanhã à tarde sessão de artesanato ao vivo com Nelson Ramos

Amanhã à tarde, a partir das 15 horas, Nelson Ramos, residente em Marvão, vai estar presente nas Sessões de Artesanato ao Vivo do Centro de Artes Tradicionais e executar peças em madeira de castanheiro.

Até lá, publica-se um pequeno texto no nosso blogue sobre o percurso do artesão, escrito pelo próprio.

Nelson Ramos, nascido a 21/03/1973, no Hospital velho da Sé de Faro.
Recentemente rendeu-se à beleza da Vila de Marvão e trocou o Algarve pelo Alto Alentejo.
É um artista autodidacta, sendo a sua grande motivação o gosto de trabalhar a madeira gostando especialmente de elaborar trabalhos que tenham a ver com sentimentos.
Desde muito cedo, com cerca de 5 ou 6 anos de idade, que Nelson Ramos começou a ter gosto por trabalhos manuais.
Adorava pintar, moldar figuras de barro, fazer esculturas na areia da praia.
Não possuindo nenhuma formação na área de talha em madeira foi inicialmente uma ocupação para os seus tempos livres. A partir dos 20 anos dedicou-se ao trabalho da talha de uma forma mais séria. (...)
Decidido a aprofundar o seu conhecimento na arte da madeira frequentou um curso de carpintaria / marcenaria e de restauro de móveis. Neste curso aprendeu várias técnicas que lhe permitiram restaurar mobiliário e obras de arte antigas, assim como realizar trabalhos em talha de madeira com uma qualidade superior aos antigos realizados.
Apesar de gostar de criar a partir da sua própria inspiração, dá-lhe um especial gozo conseguir captar as motivações e os sentimentos que se escondem nos trabalhos que lhe são encomendados.
Para mais informações consultar o blogue http://www.talhanelsonramos.blogspot.com/

quinta-feira, 17 de Setembro de 2009

Olaria Pedrada do casal Pequito






António e Joaquina Pequito, um casal de artesãos de Nisa, estiveram presentes no CAT a 22 de Agosto a executar olaria pedrada.




quarta-feira, 16 de Setembro de 2009

EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIA







ARTESANATO DE NISA






PONTO POR PONTO



PEDRA POR PEDRA




Patente ao público no Centro de Artes Tradicionais até 8 de Dezembro






terça-feira, 15 de Setembro de 2009

Venha celebrar connosco o nosso 2.º Aniversário!

Inaugurado a 20 de Setembro de 2007, o Centro de Artes Tradicionais/ Antigo Museu do Artesanato de Évora comemora no dia 21 de Setembro, o primeiro dia de abertura ao público, dois anos de existência!

Para comemorar a efeméride vai decorrer neste dia a conferência “A evolução dos bordados e barros de Nisa - Ponto por Ponto, Pedra por Pedra" às 16h30, que será apresentada pela Dra. Carla Sequeira, Técnica Superior do Museu do Bordado e do Barro de Nisa.

Para participar nesta iniciativa, basta fazer a sua inscrição directamente no Centro de Artes Tradicionais. Tem até à véspera para o fazer!! O número máximo de participantes é de 20 pessoas e a entrada é livre.

Para mais informações e inscrições contactar:
Centro de Artes Tradicionais
Largo 1.º de Maio, n.º 3 - 7000-650 Évora
Telefone – 266 77 12 12
Fax – 266 730 450
Email – cat.celeirocomum@turismodoalentejo-ert.pt

Esculturas de Marvão na próxima sessão

A 19 de Setembro Nelson Ramos vem a Évora participar nas Sessões de Artesanato ao Vivo e mostrar aos nossos visitantes esculturas em madeira de castanheiro.

Este jovem escultor e restaurador da vila de Marvão, zona rica em castanheiros, dedica-se à arte sacra talhada e execução de brasões, relógios, placas e esculturas em madeira de castanheiro e não só.

segunda-feira, 14 de Setembro de 2009

Como se borda um Tapete de Arraiolos

Pequeno filme feito durante a sessão de Artesanato ao Vivo de 29 de Agosto, a uma representante da casa de Tapetes de Arraiolos Lóios, enquanto bordava um tapete modelo "Espírito Santo".

video

domingo, 13 de Setembro de 2009

Tapetes de Arraiolos


A 29 de Agosto a Casa de Tapetes de Arraiolos Lóios esteve presente numa Sessão de Artesanato ao Vivo com a D. Maria José, artesã nos seus tempos livres, que aprendeu esta arte em criança com familiares na vila de Arraiolos.





D. Maria José esteve a bordar o fundo do tapete denominado de "Espírito Santo", ou seja, a "preencher", trabalho que a artesã diz que gosta menos de fazer por ser mais monótono.




O tapete na imagem é uma cópia do século XVIII e um dos truques que a artesã nos ensinou é que a linha de bordar não deve ser muito comprida, porque isso obriga a esticar muito, apertando muito os fios, o que causa um tapete "abaulado".

sábado, 12 de Setembro de 2009


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OLARIA EGÍDIO SANTOS

POTTERY EGÍDIO SANTOS
POTERIE EGÍDIO SANTOS
EGÍDIO SANTOS CERÁMICA
KERAMIK EGÍDIO SANTOS
SANTOS CERAMICA EGÍDIO

quinta-feira, 10 de Setembro de 2009

2.º ANIVERSÁRIO DO CENTRO DE ARTES TRADICIONAIS

21 / 09

Conferência

“A evolução dos bordados e barros de Nisa - Ponto por Ponto, Pedra por Pedra”

Dra. Carla Sequeira

16h30m
Inscrição gratuita
Número máximo de participantes: 20 pessoas

Olaria de São Pedro do Corval

Como a olaria de S. Pedro do Corval constitui um autêntico espelho da vida rural, através de um espírito muito próprio, o Município de Reguengos de Monsaraz aposta no desenvolvimento sustentado deste Centro Oleiro pelo que registou no ano de 2008, no Instituto Nacional da Propriedade Industrial, as marcas nacionais “Olaria de São Pedro do Corval” e “Olaria" para os seguintes produtos e/ou serviços: argila de oleiro, tijolos, barro para tijolos, utensílios de cozinha, loiça de barro vidrado, loiça não em metais preciosos, tigelas e utensílios de uso doméstico não em metais preciosos, recipientes para o uso doméstico ou para cozinha não em metais preciosos.
Venha assistir na tarde de 12 de Setembro à execução de peças de cerâmica pelo jovem oleiro Egídio Santos.


Citado de:http://www.cm-reguengos-monsaraz.pt/pt/conteudos/noticias/notas+de+imprensa/maior+centro+oleiro+do+pais+torna-se+capital+iber.htm

quarta-feira, 9 de Setembro de 2009

Olaria de São Pedro do Corval presente no próximo sábado

No sábado 12 de Setembro, a Olaria Egídio Santos vai estar presente na sessão de Artesanato ao Vivo no Centro de Artes Tradicionais, em Évora. Aproveitamos esta oportunidade para publicar aqui um pouco sobre a história deste centro oleiro.
S. Pedro do Corval é considerado o maior do país com 26 olarias em actividade que continuam a pintar os motivos típicos do Alentejo. A olaria de S. Pedro do Corval data a sua existência, ao menos, do período da dominação árabe, conforme o atesta o teor do Foral Afonsino outorgado a Monsaraz em 1276, mas também, a linguagem e a terminologia muito próprias ainda em uso.

Em S. Pedro do Corval podem ser encontradas as mais belas e formosas peças de barro, trabalhadas por habilidosos artesãos que assim continuam uma tradição multissecular de fabrico de louça tosca, vidrada e decorativa, de extraordinário valor estético e etnográfico. Artesãos que dão provas da sua arte aproveitando os magníficos barros das herdades vizinhas da Revilheira, da Folgoa, do Duque e de Avieiros, conjugando, assim, as matérias-primas que os recursos naturais ainda oferecem.

terça-feira, 8 de Setembro de 2009

12 de Setembro - Olaria de S. Pedro do Corval

No próximo sábado irá estar presente nas "Sessões de Artesanato ao Vivo do Centro de Artes Tradicionais" um jovem casal do maior centro oleiro do país - São Pedro do Corval - Egídio Santos, que aprendeu com o seu pai, Teodósio Santos, na Olaria Patalim. Há poucos anos criou a sua própria olaria em S. Pedro do Corval, produzindo todo o tipo de loiça utilitária e decorativa, com a ajuda da sua esposa.

Cafeteira


Com o nº. de inventário CAT 222.MET, apresentamos hoje mais uma peça de metal do espólio do Centro de Artes Tradicionais.

Esta cafeteira de base circular, vai estreitando ligeiramente até ao bordo, que é saliente. Possui uma tampa, também circular, e tem uma pega semicircular ao centro, com as laterais dobradas. A asa, semicircular, foi fixa ao bordo. Esta é de latão e apresenta volutas na extremidades, onde por sua vez foi fixa a uma pequena asa circular, pregada e soldada à peça. Também uma asa lateral foi soldada à peça, entre o bordo e o bojo, apresenta na parte superior uma folha, dobrada a forrar o seu interior.


O aparecimento de folhas metálicas representou uma revolução, ao permitir confeccionar artefactos leves e resistentes que rapidamente vieram substituir os até então produzidos em barro ou madeira.A folha de Flandres, ou chapa zincada, adaptáveis à satisfação de necessidades com determinada especificidade como objectos domésticos ou artigos agrícolas, tudo era executado pelos latoeiros.
A latoaria teve o seu auge antes do aparecimento de matérias-primas concorrentes como o plástico. A introdução deste novo material no mercado provocou uma crise no sector da latoaria, que deixou de ter capacidade para concorrer com uma produção industrializada, que coloca no mercado objectos similares, mais leves e duradouros, a preços reduzidos. Por isso, os actuais latoeiros sentem dificuldades em manter-se no ofício, sobrevivendo porque há artefactos tipicamente feitos neste material, ou porque alguns dos objectos utilitários do passado são actualmente procurados como artefactos decorativos (LIMA, 2001).

segunda-feira, 7 de Setembro de 2009

Talha de azeite


Na colecção de metais do espólio do Centro de Artes Tradicionais existem bastantes peças em latoria, cuja autoria é desconhecida.


É o caso desta talha de azeite , com o nº. de inventário CAT 227.MET, uma peça de base circular, estreita na parte superior do bojo para dar origem ao gargalo, que apresenta um bordo saliente (assim como a tampa).
Toda a peça foi pintada de cor laranja. A decoração na talha é proporcionada através de seis anéis circulares no bojo da peça, e um a dividir o bojo do gargalo. Na parte inferior do bojo uma torneira (peça tubular que permite fechar, abrir ou regular o escoamento do líquido).
Em cada parte lateral duas asas circulares que baixam ao centro. A talha possui uma tampa circular, de forma cónica, agregada através de uma dobradiça em metal, na parte traseira da peça, e um fecho em latão colocado na sua face frontal.

domingo, 6 de Setembro de 2009

Candeia



A candeia, com o n.º de inventário CAT 216.MET é um objecto de utilidade doméstica mas que também tem uma função decorativa. Pertencente ao espólio do Centro de Artes Tradicionais, esta candeia, descendente da lucerna, tem um reservatório, aberto, circular na base com um bico, onde a torcida aflora. É constituída por dois reflectores hexagonais em cima de uma haste vertical, possuindo no verso um gancho de braço para suspensão.

A peça que apresenta uma decoração na margem através de linhas salientes, tem autor desconhecido e está datada entre 1962 e 1986.

sábado, 5 de Setembro de 2009

Hoje à tarde descubra peças de latoaria no Centro de Artes Tradicionais

A partir das 15 horas de hoje assista à execução de algumas peças em latoaria. Descubra qual destas peças que o Latoeiro Francisco Almeida vai criar: cilindros, cafeteiras, calhas para água de chuva, latas para mantimentos, baldes, regadores, chaleiras, lamparinas, candeias, baldes, canecas e tantos outros.

sexta-feira, 4 de Setembro de 2009

Como se faz uma peça de latoaria

A produção de objectos de folha de Flandres depende de uma série de operações de rebatimento e dobragem que, por vezes, exige pontos de solda, de peças previamente riscadas e cortadas a partir de moldes.
Assim, para se obter um objecto de latoaria procede-se, primeiramente, à riscagem da peça e consequente corte a partir de moldes. Seguidamente, efectuam-se os vincos e as dobras. Com a ajuda de uma bigorna estreita, bate-se a chapa com o maço de madeira e, finalmente, soldam-se os vários componentes.
Trata-se, portanto, de um processo de fabrico simples que requer do artesão mais habilidade manual do que, propriamente, a utilização de recursos técnicos ou ferramentas complexas.Deste modo, os instrumentos utilizados pelo latoeiro reduzem-se a uma tesoura para cortar a chapa, um maço de madeira ou "mascoto" para bater a folha, uma bigorna e uma trancha (para efectuar a curvatura das peças) e uma máquina de dobragem. Através deste processo de fabrico são feitos diversos objectos, nomeadamente candeias, candeeiros e lanternas que, antigamente, se distinguiam nas linhas de produção do latoeiro pela sua utilidade doméstica e mesmo profissional, e os regadores, que eram feitos em chapa zincada.


quinta-feira, 3 de Setembro de 2009

Latoaria tradicional na próxima sessão de Artesanato ao Vivo

A tradicional arte da latoaria que, outrora, mobilizava muitos artesãos, os quais executavam uma gama variada de objectos em folha de Flandres foram muitos populares, na medida em que estavam bem adaptados à sua função na vida rural, num passado ainda recente.

Contudo, ainda que existam certas peças de latoaria que respondam às necessidades da vida rural e que continuam a ser fabricadas nalgumas oficinas, com a descoberta da electricidade, do plástico e da produção em série, muitos utensílios de folha de Flandres perderam a sua função inicial ou foram substituídos por outros.

Algunss artigos de latoaria ligados com as actividades rurais - a lata para conservação de chouriço, o funil para enchidos, a marmita para transporte de comida para o campo, o cântaro para água, a bilha para o azeite, a bilha para o leite , o funil para o vinho, as candeias e as lanternas ainda hoje são objectos usados na vida rural, mas com menor procura ao nível comercial.
A sua refuncionalização, como objecto de adorno, ou através das miniaturas, assegura a continuidade desta actividade artesanal, hoje em franco declínio.
Venha conhecer no Centro de Artes Tradicionais um dos poucos artesãos que trabalham em latoaria na região de Évora, no dia 5 de Setembro, a partir das 15 horas.


Citado http://arte-na-lata.blogspot.com/2007/08/latoaria-tradicional-heranca-de-portugal.html

quarta-feira, 2 de Setembro de 2009

FRANCISCO ALMEIDA

O artesão que irá participar na próxima sessão de Artesanato ao Vivo, no sábado, dia 5 de Setembro, é natural de Reguengos de Monsaraz. Este idoso de 74 anos foi vendedor ambulante em toda a sua vida, tendo aprendido a trabalhar na latoaria com o seu irmão em S.Miguel de Machede, um verdadeiro mestre segundo Francisco Almeida, que desde novo trabalha nesta arte.
O senhor Almeida faz peças nos seus tempos livres e trabalha mais por encomenda, mas diz que nunca tirou proveito na venda de peças feitas em folha de Flandres, porque leva muito tempo a fazer e dá pouco dinheiro.

terça-feira, 1 de Setembro de 2009

Programação das Sessões de Artesanato ao Vivo do mês de Setembro


5 DE SETEMBRO
Francisco Almeida
Latoaria

12 DE SETEMBRO
Egídio Santos
Olaria de São Pedro do Corval

19 DE SETEMBRO
Nelson Ramos
Esculturas em madeira de castanheiro

26 DE SETEMBRO
Pedro Mestre
Violas Campaniças

segunda-feira, 31 de Agosto de 2009

Sessões de Artesanato ao vivo com eco na imprensa nacional


Em Agosto, o suplemento "Notícias Magazine" do jornal nacional Diário de Notícias publicou um pequeno artigo a divulgar os temas e artesãos que participaram neste mês.

domingo, 30 de Agosto de 2009

Flores e animais em papel












Artesão Carlos Barreto

Estevas em papel















Rato em papel

sábado, 29 de Agosto de 2009

Maria José Lóios

Hoje à tarde o Centro de Artes Tradicionais recebe mais um artesão na sessão de "Artesanato ao vivo aos Sábados à Tarde" - Maria José Lóios, da Casa de Tapetes de Arraiolos Lóios.

sexta-feira, 28 de Agosto de 2009

Tapete de Arraiolos da nossa colecção

Também está em exposição um Tapete de Arraiolos rectangular, proveniente do espólio do antigo Museu do Artesanato e que possui ao centro um medalhão circular (envolvido por flores e festões nas extremidades) em tons de azul, cuja tonalidade se apresenta na barra.

De acordo com o ficheiro do G.A.R.D.E. - Gabinete de Artesanato da Região do Distrito de Évora, o exportador de Tapetes de Arraiolos para esta instituição era a firma M. J. Pinto Xavier & Cª, Lda. de Arraiolos, que produzia a marca Kalifa. O que nos permitiu sbaer que a peça é datada dos anos 80 e originária da actual casa de tapetes de Arraiolos Califa.

quinta-feira, 27 de Agosto de 2009

Núcleo Tapetes de Arraiolos


No sábado à tarde, além de poder usufruir dos conhecimentos da bordadeira Maria José Lóios, pode igualmente visitar no Centro de Artes Tradicionais vários tapetes expostos no núcleo "Tapetes de Arraiolos", como o da imagem, uma peça emprestada pelo Museu de Évora e que é proveniente do Seminário Maior de Évora, estando datada de finais do século XVIII - inícios do XIX.

quarta-feira, 26 de Agosto de 2009

Opinião de Maria José Lóios sobre os Tapetes de Arraiolos

Temos grande dificuldade em caminhar em frente. A invasão do mercado pelos tapetes chineses foi muito prejudicial.

Há sempre quem queira aprender. O grande problema reside na concorrência estrangeira, tenho fé que tudo se há de modificar. Tenho amor à arte e dificilmente me darei por vencida. Grande defensora do tapete clássico, reconheço que este tem de se adoptar às necessidades do mercado. Não podemos parar. Brevemente será formalizado o “selo de garantia” dos nosso tapetes. É uma defesa e uma valorização para os nossos produtos.

terça-feira, 25 de Agosto de 2009

Na oficina com Maria José Lóios

Maria José Lóios, bordadeira de tapetes de Arraiolos no centro da vila, realiza todo o processo de execução de um tapete, inclusive o desenho. Publicamos hoje um excerto de uma entrevista dada em 2002 pela artesã, no âmbito de um recenseamento, em que explica as etapas necessárias para se fazer um tapete.

Procedo à contagem de toda a tela de acordo com o desenho. O tapete é embainhado. Faço a contagem da barra. Armo a barra, faço a armação do interior do tapete (os contornos do desenho). Faço o matiz (encho os contornos) e por fim os fundos. Finalmente faço a franja e aplico-a no tapete.
Venha assistir ao vivo a este trabalho na tarde de 29 de Agosto, a partir das 15 horas, no Centro de Artes Tradicionais.

segunda-feira, 24 de Agosto de 2009

Tapetes de Arraiolos


Na sessão de Artesanato ao vivo de 29 de Agosto estará presente a bordadeira de tapetes de Arraiolos Lóios, Maria José Lóios, autora da peça da imagem

Foto: Manuel Ribeiro.

domingo, 23 de Agosto de 2009

Tapetes de Arraiolos na próxima sessão de Artesanato ao Vivo

Maria José Lóios, sócia da Casa de Tapetes de Arraiolos Lóios desde os 39 anos, é a artesã convidada para participar na próxima sessão de artesanato ao vivo. A sua aprendizagem começou aos 12 anos. A sua mãe e irmãs mais velhas incentivaram-me bastante. Aos 14 anos entrou para empresa Califa, que ainda existe, permanecendo cerca de 7 anos na empresa.

sexta-feira, 21 de Agosto de 2009

António Pequito

António Pequito trabalha desde 1965 na olaria, em conjunto com a sua esposa Joaquina Pequito, a responsável pela decoração pedrada das peças. Ambos com 67 anos são os mestres mais velhos da olaria tradicional de Nisa.

quinta-feira, 20 de Agosto de 2009

Olaria de Nisa na próxima sessão de Artesanato ao vivo

No próximo sábado à tarde irá estar presente um oleiro de Nisa, que irá fazer peças em barro a partir das 15 horas no Cntro de Artes Tradicionais, sendo acompanhado pela sua esposa, responsável pela decoração pedrada das peças.

quarta-feira, 19 de Agosto de 2009

As origens do Centro de Artes Tradicionais


A sociedade rural, marcada pelos latifúndios do sul e o mundo das aldeias da outras zonas, foi confrontada, em especial desde os anos 60, com processos que modificaram os seus contornos e estruturas. A transformação tecnológica da agricultura e dos hábitos e consumos da população reflectiram-se também nos ofícios e tarefas do trabalhos agrícola e rural: os saberes técnicos tornam-se cada vez mais necessários e tendem a substituir os saberes tradicionais. Sendo o Alentejo, tradicionalmente, uma zona rica nesta área patrimonial e fecunda em artesanato, urgia a concepção de uma política de intervenção.

O GARDE - Gabinete de Artesanato Regional do Distrito de Évora - foi um organismo criado, na década de 60, pela Junta Distrital de Évora para funcionar como entreposto comercial, ou seja enquanto instrumento de ligação entre a oficina artesanal e o comerciante (especialmente o exportador), por forma a que a divulgação, embalagem e distribuição dos produtos originários da arte popular alentejana se processasse em termos de fomento e de incentivo. Nesse sentido foram levados a cabo contactos e pesquisas - com instituições, artesãos, etc. - no intuito de promover o artesanato regional enquanto actividade económica ligada à exportação e ao turismo; para tal terá sido inaugurada, em 1962, uma exposição que terá dado início à colecção do Museu de Artesanato Regional.

A colecção incorpora uma série de formas e materiais - barro, couro, peles, lã, chifre, madeira, trapo, buinho, cortiça, vime, ferro, cobre, folha de "flandres", pedra, etc. e o seu principal objectivo era o de dar a conhecer o artesanato mais representativo do distrito de Évora, um dos três - com o de Beja e Portalegre - que constituem a vasta região do Alentejo.
Autoria: Dulce Correia

terça-feira, 18 de Agosto de 2009

Execução de Chocalhos








segunda-feira, 17 de Agosto de 2009

Execução de Chocalhos em Miniatura

video

Maria Manuela, eborense de nascimento, viveu muitos anos em França. Quando voltou pediu emprego na Casa Pardalinho, onde lhe ensinaram a fazer chocalhos em miniatura há mais de um ano, não tendo parado desde aí. Todos os dias tem de fazer cerca de 150 chocalhos por dia para terminar uma encomenda de 3.000 chocalhos até ao fim do mês.

Todo o processo de fabrico é igual a um chocalho em tamanho normal, inclusivamente o embarramento, a única diferença é que vão todos juntos para o forno, criando-se uma grande bola de coscumalho, que e depois partida.

domingo, 16 de Agosto de 2009

Como se faz um chocalho

Ontem à tarde o artesão Francisco Cardoso não compareceu por motivos imprevistos, tendo sido substituído por dois dos seus colegas: Feliciano e Maria Manuela. Publicamos hoje no nosso blogue um pequeno vídeo sobre a execução de um chocalho, feito por um dos mais jovens artesãos desta arte nas Alcáçovas, que mantém assim uma tradição familiar desde os seus 16 anos.

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sábado, 15 de Agosto de 2009

Francisco Cardoso

Hoje à tarde estará presente o artesão Francisco Cardoso na "Sessão de Artesanato ao Vivo", a partir das 15 horas. Venha descobrir como se faz um chocalho - utensílio utilizado para identificar o gado, auxiliando os pastores, com os seus timbres característicos e marcas visuais - a reconhecerem os rebanhos e cuja produção se desenvolveu nas Alcáçovas, concelho de Viana do Alentejo.

Uma breve história sobre a origem dos chocalhos

A produção de chocalhos, no Distrito de Évora, localiza-se especificamente em Alcáçovas (Viana do Alentejo), desenvolvendo-se em círculos familiares muito fechados. A obrigatoriedade da utilização de chocalhos remonta a 1375, data das mais antigas Posturas da Cidade de Évora, onde se regulamentava o seu uso nos animais, e desde 1439 documenta-se o fabrico de chocalhos em Alcáçovas, quando os seus mesteirais se arregimentaram na Casa dos Vinte e Quatro, em Évora (MONIZ, 2000).
Uma actividade que continuava florescente nos finais do século XIX, já que em 1890, existiam em Alcáçovas dez oficinas com vinte chocalheiros. Em 1913, dezassete famílias trabalhavam nesta indústria (PINHEIRO, 1995).
Quando da constituição do Gabinete do Artesanato Regional do Distrito de Évora (G.A.R.D.E.), em 1963, no âmbito do Museu do Artesanato Regional, existiam as seguintes oficinas em laboração: António Grosso Sim-Sim, João Chibeles Penetra, Joaquim Firmino da Silva Sim-Sim, Francisco Barroso e Silvério Augusto Sim-Sim, que forneceram chocalhos para exposição e também para venda ao mercado.

sexta-feira, 14 de Agosto de 2009

Chocalho estreito

Um outro tipo de chocalhos do espólio do Centro de Artes Tradicionais é o chocalho estreito, diferindo na forma e no tipo de badalo dos restantes. Um exemplo é da peça da imagem, com o número de inventário CAT 9.MET.


Chocalho cilíndrico, de tipo estreito, de pequenas dimensões, realizado em chapa de ferro, de cor acobreada, possivelmente utilizado para ovelhas. Possui asa semi-circular, lisa, soldada ao corpo do chocalho que apresenta uma fita no bordo da peça para impedir que abra.Tem um badalo fabricado com folha de metal enrolado sobre si mesma, do mesmo comprimento do chocalho, preso na parte superior, notando-se, no exterior, uma aleta de reforço.

Chocalho reboleiro

No espólio do Centro de Artes Tradicionais existem vários tipos de chocalhos. A peça apresentada hoje tem o número de inventário CAT 38.MET, tendo autoria e datação desconhecida.


Este chocalho cilíndrico de tipo reboleiro, originário das Alcáçovas, é executado em chapa de ferro, de cor acobreada. Possui asa semi-circular, com as laterais dobradas, soldada ao corpo do chocalho. Este vai-se estreitando até ao bordo, formando dois bicos salientes na parte superior.
Apresenta uma pequena fita no bordo lateral para impedir que o chocalho abra e sinais de raspagem em todo o corpo do chocalho.Tem um badalo de azinho (cartel), do mesmo comprimento do chocalho, com um bico saliente de forma côncava, que é fixo por uma fita de cabedal enrolada a uma argola de metal, presa na parte superior, notando-se, no exterior, uma aleta de reforço.

quinta-feira, 13 de Agosto de 2009

Chocalho embarrado

Como na próxima sessão de Artesanato ao vivo vão ser executados este tipo de peças, aproveitamos esta oportunidade para divulgar no blogue alguns chocalhos da colecção do Centro de Artes Tradicionais.
De forma a melhor compreender o seu processo de fabrico, hoje publicamos uma imagem de um Chocalho embarrado, com o número de inventário CAT 195.MET. Da autoria de João Chibeles Penetra (n. 1926), chocalheiro das Alcáçovas e fundzador do Museu do Chocalho na localidade, esta peça data dos anos 80.
Após a fase de corte e de enrolamento (o processo de moldar chama o chocalheiro de enrolamento) estar completa, inicia-se a fase de embarrar o chocalho. Este é envolto por uma mistura de barro amassado de saibro (argila com mistura de areia e pedras) misturado com moinha (fragmentos miúdos de palha que ficam na eira depois da debulha dos cereais, actualmente isso já não acontece e o artesão compra a palha e manda-a para um triturador para ficar o tamanho conforme se quer) que tem a finalidade de não deixar gretar o barro e de conseguir aguentar o calor da forja.

O chocalheiro põe o barro seco num barreiro com água, abrindo sulcos e põe-o em lama, levando-o para a pedra de amassar o barro, e conforme a sua quantidade, idêntica é a quantidade da moinha. O barro espalma-se de modo a cobrir por completo o chocalho em bruto, colocando-se no seu interior pequenos pedaços de latão, que são distribuídos pelas duas faces. Este metal é que vai soldar o chocalho e cobrear.

quarta-feira, 12 de Agosto de 2009

Como se faz um chocalho

Numa chapa de ferro polido riscam-se vários chocalhos com o mesmo tamanho. Depois de cortados os vários rectângulos, são talhados.
O chocalho é enrolado com um martelo, bigorna, e a força das mãos. Seguidamente fazem-se outras componentes do corpo do chocalho – asa, céu, batente com os instrumentos anteriormente referidos. Em seguida, utiliza-se o barro que é derregado e amassado com palha triturada, que se designa moinha. Esta serve para embarrar o chocalho, corta-se o latão para ser colocado e entre a pasta e o chocalho, que tem de enxugar muito bem para que não fique com humidade, o que pode demorar uma a duas semanas.

Quando está bem seco vai ser soldado, a fusão do latão com a chapa de ferro permite soldar as costuras, dar consistência à chapa, além de dar cor ao chocalho. Para isso a chapa de ferro tem de ficar ao rubro. É retirado o chocalho e rebolado no chão em cima do cisco de forma a que o latão , enquanto está liquido cubra todo o chocalho, sem ficar demasiado retido na boca.

O chocalho é mergulhado em água. Parte-se o cuscumalho, e vai a afinar na bigorna com o martelo através de pancadas até chegar ao som pretendido. A afinação consiste na obtenção máxima do som que cada chocalho dá. A fase final consiste no polimento do chocalho para puxar o brilho, na colocação do badalo de madeira e da coleira, feita em pele de vaca, que é fixa por uma fivela em latão. Se o chocalho tiver mais de 25 cm o artesão coloca a sua marca, ou a do cliente no caso dele a fornecer.

terça-feira, 11 de Agosto de 2009

Aprendizagem de Francisco Cardoso

No dia 15 de Agosto, a sessão de artesanato ao vivo conta com a presença de um chocalheiro - Francisco Cardoso.
Publica-se hoje um excerto de uma entrevista dada pelo artesão em 2002, no âmbito de um recenseamento, sobre a sua aprendizagem:

Aprendi com o senhor José Luís Maia aos 16 anos, durante 6 anos fiz o percurso de aprendizagem, criando em 1998 uma sociedade.

Vim aprender com um parente como chocalheiro. Comecei a frequentar a casa e a praticar ao fazer chocalhinhos e badalos. Sempre gostei muito de trabalhos manuais, nunca sai uma peça igual, é sempre um gozo fazer uma nova peça.

sexta-feira, 7 de Agosto de 2009

Viola campaniça



A viola popular portuguesa chegou até aos nossos dias sob várias formas e denominações: braguesa, ramaldeira, amarantina, toeira, de arame, da terra e, no sul do país, campaniça.Descendente da viola barroca, a viola popular portuguesa chegou até nós com cinco cordas duplas.

No Baixo Alentejo tomou o nome característico de viola campaniça. A origem do nome vem, inquestionavelmente, da sua radicação na zona do “Campo Branco”, geograficamente situada na região que compreende os concelhos de Aljustrel, Ourique, Castro Verde, Almodôvar e parte do concelho de Odemira.

Na primeira metade da década de 80, ocorreu uma investigação sobre a viola campaniça. Aquando da sua fase exploratória, verificou-se que os tocadores deste instrumento musical já estavam todos em idade avançada, entre os quais é de destacar: Manuel Bento (Funcheira) e Francisco António (Ourique-Gare).

No entanto, nos finais da década de noventa, gerou-se um movimento de renascimento e entusiasmo em torno da viola campaniça, o que veio a causar o surgimento de jovens tocadores do instrumento, entre os quais Pedro Mestre.

quinta-feira, 6 de Agosto de 2009

Execução de violas campaniças no Centro de Artes Tradicionais

Não perca a sessão de artesanato ao vivo do próximo sábado como uma boa oportunidade de conhecer o porquê da existência deste tipo de viola e as suas prinicipais características enquanto o artesão executa este instrumento.

Até lá, publica-se hoje um artigo da revista Única, editada no Expresso, sobre Pedro Mestre, um um jovem tocador e artesão, responsável pela recuperação da viola campaniça em Castro Verde:

"Cresci a ouvir um programa na Rádio Castrense em que as pessoas participam, cantando as modas tradicionais e dizendo poesia, e eu telefonava e cantava em directo, à capela, aqueles temas que eu ouvia a minha mãe ou os homens na tasca a cantar.
O mestre Manuel Bento, que nós consideramos o mestre dos mestres, é desse tempo em que a viola campaniça era peça fundamental das tascas. Uma tasca tinha de ter uma viola, para poder acompanhar os cantos de improviso, também chamados «cantos de despique». O despique é uma desgarrada, com uma melodia, e uma rima, e regras próprias.


O ponto é uma palavra da rima, com que todas as outras quadras têm de rimar. Quando algum dos cantores diz uma palavra que já foi repetida na rima, isso chama-se «pisar o ponto». Quem pisa o ponto sai da roda e tem de pagar cinco litros de vinho. Os cantares ao despique falam de tudo, da satisfação de estar juntos, da vida dura do campo, da velhice, da morte, da actualidade, dos problemas do país.

Às vezes há contendas pessoais que se resolvem ao despique. Uma vez, numa aldeia, houve um pai que tinha desprezado o filho, e quando o filho já era homem, encontravam-se na taberna e cantavam ao despique. A viola campaniça tem uma cintura muito acentuada, muito delicada, que forma um oito, e uma sonoridade muito doce, e característica. Tem cordas em aço, por vezes em latão, é dedilhada com o polegar da mão direita e ponteada segundo uma técnica que é diferente de todos os outros instrumentos.

Nós costumamos dizer que a campaniça é uma voz que se junta às outras vozes, porque ela canta a melodia do princípio ao fim. A campaniça tomou conta da minha vida. Toco todos os dias, várias horas. Fundei corais, ajudei a criar uma escola-oficina em Castro Verde, tenho um programa de campaniça para as escolas do 1.º ciclo.

Fui já várias vezes ao Brasil, a encontros de violas em que juntamos a campaniça com a viola caipira, que têm as mesmas origens. No Brasil eles também têm repentistas. Gostava que os instrumentos tradicionais portugueses fossem ensinados nos conservatórios, a campaniça, a braguesa, a beiroa.... Talvez seja por haver pouca coisa escrita, poucas partituras. Alguns miúdos acham que a música tradicional é uma coisa de velhos, sem interesse para eles. Mas eu acho que se eles não se interessam é porque ninguém lhes mostra."



quarta-feira, 5 de Agosto de 2009

Violas campaniças de Pedro Mestre

Desde 2002 que este Pedro Mestre também se dedica à construção de Violas Campaniças, que aprendeu a construir com o artesão Amílcar Silva. Em 2003, fundou, na Aldeia da Sete, a Associação de Cante Alentejano “Os Cardadores, com o objectivo de preservar os usos e costumes do concelho de Castro Verde.

Neste ano e, em 2004, foi formador na Escola/Oficina de Violas Campaniças, dinamizada pela Cortiçol – Cooperativa de Informação e Cultura de Castro Verde. Em 2007 foi participação especial no espectáculo multicultural, “O Homem que À Terra Canta”, no IV Encontro de Culturas de Serpa (Portugal), que reuniu artistas de Portugal, Brasil, Espanha e Cabo Verde.


Em 2007 lançou ao lado do Violeiro do Brasil Chico Lobo o Cd 'Encontro de Violas – Viola Campaniça e Viola Caipira" – trabalho inédito no mundo e que demonstra como duas culturas podem interagir pelas cordas das violas"Nos anos lectivos 06/07 e 07/08 foi animador de música tradicional/cante alentejano, na disciplina de música tradicional/cante Alentejano nos quatro anos de escolaridade dos alunos das escolas do 1º ciclo do ensino básico, do concelho de Almodôvar.


Pedro Mestre já editou vários trabalhos de grupos corais, dos quais é Mestre e mantém actualmente como ninguém a tradição do toque da viola campaniça, efectuando espectáculos por todo o País e no estrangeiro. Para além disto, também é artesão e preside uma das maiores associações do concelho de Castro Verde, a ACA Os Cardadores.Actualmente, Pedro Mestre apresenta a viola campaniça em três formas: uma com o Grupo de Violas Campaniças, acompanhado de vozes femininas, outra acompanhando improvisadores do cante de despique e baldão e, outra ainda, apresentado modas campaniças a solo, acompanhado por outros instrumentos (viola ritmo, viola baixo e precursão).


terça-feira, 4 de Agosto de 2009

Pedro Mestre na sessão de artesanato ao vivo a 8 de Agosto

Pedro Mestre é natural da localidade Aldeia de Sete, concelho de Castro Verde, localidade onde ainda reside. Desde pequeno que nutre um enorme gosto pela música tradicional alentejana, devido ao facto de ouvir a sua mãe cantar modas alentejanas.
Posto isto, entrou aos 10 anos para o Coral Infantil “Os Carapinhas” e, aos 12 anos, aprendeu a tocar viola campaniça com o mestre Francisco António (mais conhecido por Chico Bailão). Aos 13 anos ingressou no Coral Masculino “Os Ganhões” e um ano mais tarde assumiu o cargo de Mestre Ensaiador do mesmo grupo.

Em 2001, foi fundador de dois grupos corais da freguesia de Santa Bárbara de Padrões: Grupo Coral e Etnográfico “Os Cardadores” e Grupo Coral e Etnográfico “As Papoilas”, sendo também o mestre Ensaiador dos mesmos. Em 2002, assume o lugar do seu mestre – Chico Bailão –, dando continuidade ao Grupo de Violas Campaniças de Castro Verde, no qual fica a tocar com o mestre Manuel Bento.

quinta-feira, 30 de Julho de 2009

Como Serafim Parrulas faz tarros de cortiça

A cortiça é comprada já cozida numa fábrica, quando chega à oficina é mergulhada em água a ferver para se moldar facilmente (são utilizados moldes para fazer as peças) e à medida que talho a peça retiro a cobertura preta. Depois de concluído este processo a peça é lixada e colada.

quarta-feira, 29 de Julho de 2009

Experiência de vida de Serafim Parrulas

Hoje publicamos um depoimento do senhor Serafim Parrulas, dado em 2002, no âmbito do recenseamento dos artesãos do distrito de Évora:

Esta é uma forma de estar entretido, e sempre vou ganhando alguma coisita. Tenho feito várias exposições e feiras e vendo tudo bem. Faço todas as peças em tamanho normal e em miniatura, mas a peça que mais faço são tarros. Tenho uma empreitada de 70 tarros até ao fim do mês e não dou conta do serviço. Levam tudo!

terça-feira, 28 de Julho de 2009

Serafim Parrulas na próxima Sessão de Artesanato ao Vivo

Artesão natural de Vendas Novas, Serafim Parrulas começou a fazer peças em cortiça ainda em criança, enquanto guardava o gado. Tirador de cortiça de profissão, dedica-se ao artesanato desde a sua reforma, criando tarros, chapéus e outros bonecos em miniatura.

segunda-feira, 27 de Julho de 2009

ARTESANATO AO VIVO AOS SÁBADOS À TARDE EM AGOSTO

1 DE AGOSTO
Serafim Parrulas - Miniaturas em Cortiça, Vendas Novas

8 DE AGOSTO

Pedro Mestre - Violas Campaniças, Castro Verde

15 DE AGOSTO

Francisco Cardoso - Chocalhos, Alcáçovas

22 DE AGOSTO

António Pequito - Olaria, Nisa

29 DE AGOSTO

Maria José Lóios - Tapetes, Arraiolos

sábado, 25 de Julho de 2009

Artesão Carlos Barreto presente na sessão de artesanato dedicada às flores de papel

Assista na sessão desta tarde à execução de flores e animais em papel, por parte de Carlos Barreto, responsável por uma das ruas vencedoras de há dois anos passados e que este ano, juntamente com uma equipa de sete pessoas, está a organizar a rua dedicada à Savana de África, uma das futuras Ruas Floridas da vila de Redondo de 2009.

sexta-feira, 24 de Julho de 2009

Execução de flores de papel no próximo sábado na "Sessão de Artesanato ao Vivo"

Desde altivos pórticos, passando pelos inevitáveis tectos, às sumptuosas carruagens, corpulentos animais, delicadas peças de roupa, reproduções históricas e contos infantis, até às mesas fartas com iguarias exóticas, as Ruas Floridas revelam um impressionante e complexo mar de papel na sua mais alta manifestação de diversidade e criatividade.
As dimensões da realidade e da ficção fundem-se em harmonia, transportando os visitantes através de um mundo de castelos e cavaleiros, navios e descobertas, pirâmides e reis, jardins e toda a sorte de figuras.Mais do que um evento, as Ruas Floridas representam uma manifestação de afirmação identitária, durante a qual são postos em evidência inúmeros aspectos culturais do concelho de Redondo. Em 2009, as Ruas Floridas esperam por si de 1 a 9 de Agosto!

Mas até lá, passe pelo Centro de Artes Tradicionais, onde a 25 de Julho à tarde, irá estar um artesão a fazer flores de papel. Pode ser que nos revele o tema da sua rua!!

Imagem e texto: http://www.cm-redondo.pt/pt/conteudos/Ruas+Floridas/

quarta-feira, 22 de Julho de 2009

A história da tradição das ruas floridas do Redondo

Os registos escritos mais antigos que dão conta da ornamentação das festas organizadas pelos populares redondenses, remontam a 1838. Há todavia, na tradição oral, relatos passados de geração em geração, que sustentam a feitura de alguns enfeites de papel por moradores, como complemento ornamental às festas de Agosto, consagradas inicialmente à N. Sra. de Ao Pé da Cruz. Durante décadas, os adornos de papel terão acompanhado as festividades, resultando mais da espontaneidade do que de uma norma instituída socialmente. Por conseguinte, essas práticas evoluíram para a afirmação enquanto elementos culturais cuja presença nas festas é incontornável, já desde esses tempos.

Assim, esse hábito foi criando raízes, pese embora a infelicidade de ter sido relegado na década de 40 do século passado, na sequência da introdução definitiva da luz eléctrica e da deslumbrante iluminação das ruas, com a qual era difícil competir. Hão-de passar décadas, em que os refulgentes efeitos são o centro das atenções, só superadas pela pirotecnia.

É no rescaldo da Revolução dos Cravos, em 1976, que se faz a primeira tentativa de recuperação da tradição do papel, cuja iniciativa partiu de um conjunto de jovens denominado Grupo Pró-Amigos de Redondo. Dá-se por esta altura a autonomização das festas em relação à liturgia da N. Sra. de ao Pé da Cruz e as festas passam a ser popularmente conhecidas por Festas de Agosto.

Impulsionados pelo novo espírito de participação e envolvimento cívico, animados pela importância de um legado transmitido timidamente de geração em geração, este grupo empreendeu a tarefa de incentivar os populares a decorarem as suas próprias ruas com figuras, flores e outros motivos de papel. Alguns dos mais idosos conservavam a habilidade e o conhecimento não esquecidos na imensidão da memória, o espírito comunitário tratou do resto: entre donativos, poupanças e rifas, lá se angariava o suficiente para dar seguimento a usos tão antigos e com resultados tão admiráveis.

No ano seguinte, o número de ruas triplicou (cerca de 16 ruas) a par da dedicação e envolvimento das pessoas. Contudo, terá sido a instituição de um prémio e a sequente declaração da rua vencedora, em condições controversas, o factor que haveria de determinar nova desmobilização dos adornos de papel.

Apesar disso, durante esse novo interregno e à semelhança da primeira interrupção, sem que as pessoas se mobilizassem colectivamente, algumas varandas, balcões e janelas subsistiam rendilhadas aqui e acolá por diversos enfeites de papel, revelando as profundas marcas sulcadas na identidade de uma comunidade.

Somente em 1994, se consolidou o regresso das ruas decoradas com papel, por iniciativa da Câmara Municipal de Redondo e sob o signo das Ruas Floridas, designação que mantém. Consciente das marcas distintivas de tal manifestação cultural, apenas cingida aos adros, aduelas e caixilharias de algumas casas, por manifesta ausência de uma força motriz, a Câmara Municipal chamou a si essa tarefa e organizou as Ruas Floridas, integradas nas Festas de Agosto. De resto, o apoio da edilidade revelou-se fundamental não só para o renascimento do evento como também para a sua sustentação financeira e inevitável crescimento. Com efeito, do tímido arranque com três ruas em 1994, o evento tem vindo a crescer de tal forma que actualmente são perto de quatro, as dezenas de ruas envolvidas.

A preparação das Ruas Floridas tem normalmente o seu início em Novembro, Dezembro, altura em que os moradores de cada rua decidem o tema em plenário. A temática escolhida será mantida em estrito sigilo até ao dia em que se dá início à decoração das ruas, se erguem pilares e se montam estruturas de madeira. Antes também era assim e apesar de já não subsistir a competição premiada entre ruas, como no final da década de 70, a manutenção deste segredo inviolável revela aspectos curiosos de um desafio sadio. Este é na verdade um hábito transversal a outros domínios, como por exemplo, a definição das temáticas do Corso Carnavalesco. Durante os meses que se seguem às primeiras reuniões, centenas de pessoas entregam-se diariamente com dedicação e empenho à extenuante missão, cujo único prémio é o reconhecimento dos visitantes e, claro, a particular satisfação de tudo estar absolutamente deslumbrante.

Citado:http://www.cm-redondo.pt/pt/conteudos/Ruas+Floridas/

segunda-feira, 20 de Julho de 2009

As flores alentejanas na pintura de madeira

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Decoração de ruas floridas do Redondo


O primeiro núcleo expositivo do Centro de Artes Tradicionais, que encanta os nossos visitantes miúdos e graúdos, é dedicado às festas de ruas floridas do Redondo, iniciativa bienal que irá ter lugar de 1 a 9 de Agosto de 2009 nesta vila alentejana!

Sobre a técnica do papel utilizado para decorar as ruas do Redondo, vai haver uma demonstração ao vivo no último sábado do mês de Julho. Para os mais curiosos, publica-se hoje duas imagens sobre a nossa peça em exposição (em cima) e durante a última festa das ruas floridas, em 2007, dedicada ao tema do Alentejo.


As Ruas Floridas são um evento bienal de base popular, cuja tradição remonta ao século XIX e consiste na decoração das ruas da vila de Redondo com flores e outros objectos elaborados em papel colorido. Os residentes de cada rua organizam-se e escolhem um tema, cabendo a coordenação geral ao Município de Redondo.

Os registos escritos mais antigos que dão conta da ornamentação das festas organizadas pelos populares redondenses, remontam a 1838. Há todavia, na tradição oral, relatos passados de geração em geração, que sustentam a feitura de alguns enfeites de papel por moradores, como complemento ornamental às festas de Agosto, consagradas inicialmente à N. Sra. de Ao Pé da Cruz. Durante décadas, os adornos de papel terão acompanhado as festividades, resultando mais da espontaneidade do que de uma norma instituída socialmente. Por conseguinte, essas práticas evoluíram para a afirmação enquanto elementos culturais cuja presença nas festas é incontornável, já desde esses tempos.

Assim, esse hábito foi criando raízes, pese embora a infelicidade de ter sido relegado na década de 40 do século passado, na sequência da introdução definitiva da luz eléctrica e da deslumbrante iluminação das ruas, com a qual era difícil competir. Hão-de passar décadas, em que os refulgentes efeitos são o centro das atenções, só superadas pela pirotecnia.

Citado:http://www.cm-redondo.pt/pt/conteudos/Ruas+Floridas/

Anabela Custódio pinta guarda-jóias

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domingo, 19 de Julho de 2009

Anabela Custódio pinta cadeira alentejana

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quinta-feira, 16 de Julho de 2009

Execução de peças de mobiliário tradicional no dia 18 de Julho



A unidade fabril denominada “Mobílias Tradicionais Alentejanas “, actual Mobitral,E.M. é reconhecida não só por produzir mobiliário alentejano, mas pelos seus elevados níveis de qualidade, ao criar um produto genuíno, autêntico e exclusivo.
A Mobitral é uma empresa totalmente inovadora, conjugando a mais antiga tradição do artesanato com as mais recentes técnicas de produção em Portugal.

quarta-feira, 15 de Julho de 2009

Artesãos da Mobitral na próxima sessão de artesanato ao vivo

A unidade produtiva “Mobílias Tradicionais Alentejanas”, actual Mobitral, existente no Concelho de Ferreira do Alentejo há cerca de 65 anos, foi propriedade da empresa Agostinho & José Agostinho, Hrds, Lda até ao ano de 1988.
Nesta data, a “Oficina” conheceu um período de grandes dificuldades financeiras que ameaçavam a sua sobrevivência. Foi nesta altura que a Câmara Municipal de Ferreira do Alentejo decidiu intervir de forma a não só garantir a manutenção dos postos de trabalho (cerca de uma dezena de trabalhadores) mas principalmente "Garantir a genuinidade das Mobílias Alentejanas que constituem verdadeiro cartaz do Concelho" – Diário do Alentejo de 11 de Novembro de 1988.

Passados catorze anos criou-se então a Mobitral, num processo que se iniciou com a proposta da criação de uma Empresa Municipal (EM), de acordo com a Lei nº 58/98 de 18 de Agosto. Em Novembro de 2002, deu-se a privatização do capital social da empresa (13% privado e os restantes da Câmara).
A Mobitral dispõe actualmente de instalações completamente renovadas e construídas de raiz, assim como os mais recentes equipamentos necessários à laboração, o que permite à empresa competir de forma saudável, no mercado, com as suas congéneres.
Citado de www.mobitral.com

terça-feira, 14 de Julho de 2009

18 de Julho | Artesanato ao vivo com Anabela e Luis Custódio

Na sessão de 18 de Julho, irão estar presentes Anabela e Luis Custódio , que se dedicam à Pintura de Mobiliário Tradicional. Anabela pinta há 8 anos, desde que participou num curso de formação profissional em Ferreira do Alentejo, começando em 2001 a trabalhar numa oficina com mais de 60 anos de história, no interior desta vila.

segunda-feira, 13 de Julho de 2009

Antónia Polido borda Alinhavados de Nisa

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Hoje publicamos um pequeno vídeo da bordadeira nisense Antónia Polido, que esteve presente na última sessão de artesanato ao vivo.

Fernanda Crespo a bordar Alinhavados de Nisa